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quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Como lidar com um colega falso no trabalho


Num ambiente de trabalho um dos perfis mais nocivos é o de um colega "falso", na medida que na presença dos chefes quer apresentar-se como um funcionário exemplar, com boas conversas e entrega necessária.
Além de gerar inúmeras situações de desconforto, especialistas ainda garantem que ter esse perfil na equipe pode causar queda na produtividade e inúmeros impactos negativos nas operações da empresa.



Apesar de ser um perfil muito comum, ele nem sempre é fácil de ser identificado e, depois de identificado, é ainda mais difícil lidar com a situação de uma forma positiva. Reconhecer o quanto antes esse tipo de colega no trabalho e contornar a situação de maneira adequada pode melhorar os níveis de produtividade e influenciar positivamente o clima no trabalho. Para facilitar esse processo, a principal dica é a observação.

                                                 

Uma pessoa falsa no trabalho não vai ser congruente com o que fala e faz, então a principal dica é observar o comportamento das pessoas, para ver se o que ela fala é compatível com a forma como ela age”, aconselha Fernanda Chaud, partner da Sociedade Brasileira de Coaching.
A falsidade também revela outra característica da pessoa: o egoísmo. As pessoas falsas pensam apenas nas vantagens que poderão obter e ignoram as consequências dos seus atos na vida dos colegas.

 

Fernanda alerta, porém, que é preciso estar atento para o que chama de dados e fatos, ou seja, é necessário que a observação do comportamento sempre esteja ligada ao que de fato aconteceu. “A gente deve fugir da interpretação, porque ela é algo particular, é preciso ver sempre dados e fatos que realmente aconteceram”, completa.

                                            

A psicóloga e especialista em administração de empresas e recursos humanos, Carolina Feltrin, também segue a linha de pensamento de Fernanda. Para Carolina, que também é consultora e coaching empresarial, é possível identificar o perfil de colega falso pelas conversas que ele tem.



“São pessoas que trazem sempre elementos emocionais para a fala, palavras sedutoras, para te convencer de algo”, explica. “A dica é perceber os dados da realidade, ou seja, ver se de fato o que aquela pessoa está a falar é realmente verdadeiro, se tenta que uma mentira subtil seja tomada como uma verdade é um indicativo desse perfil”, completa a coaching.  

Como lidar com a situação? 


  • Veja esta pessoa falsa como um ser humano. Ele pode ser muito desagradável no escritório, mas fora desse ambiente é uma pessoa agradável que, como qualquer pessoa tem defeitos e qualidades, problemas pessoais e stress. Pense nisso quando houver conflitos. 
  • Seja uma pessoa madura dentro do conflito. Não reaja a palavras, ofensas ou outras situações que possam desviar você do seu comportamento normal. As outras pessoas irão perceber que você está disposto(a) a resolver a situação de forma equilibrada e profissional.
  • É importante ter presente que está num ambiente de trabalho, portanto tenha atitudes profissionais com as pessoas falsas. Não use o trabalho como forma de se vingar. Se o trabalho desta pessoa depender de alguma tarefa a ser executada por você, faça. Não esqueça que essa pessoa é um colega de trabalho, trate-o como tal. Manter uma conversa respeitosa e sem agressividade é um elemento de extrema importância.
  • Todas as dicas podem ser resumidas numa única frase: supere a si mesmo. As coisas não são só sobre você e sua opinião, nem sobre o que você já fez e deixou de fazer. No fim das contas, vocês serão apenas mais duas pessoas que trabalharam na empresa. Por isso, procure sempre olhar a partir de todas as perspectivas possíveis.
  • O que pode ajudar também é uma mudança de foco. “Muitas vezes olhamos só nas características negativas dos colegas e esquecemos de manter a atenção nas nossas próprias tarefas. Voltar com esse foco na nossa atividade pode também aliviar essa situação de desconforto”aconselha Fernanda Chaud, partner da Sociedade Brasileira de Coaching.




quinta-feira, 27 de julho de 2017

Existe bullying na Educação Infantil?


Existe, mas somente a partir dos 3 ou 4 anos de idade. Especialistas explicam que, antes disso, é comum que os pequenos utilizem comportamentos agressivos simplesmente por estarem em desenvolvimento e não dominarem outras formas de expressão.
Até os dois anos de idade, as crianças estão a descobrir o mundo através dos sentidos e procuram levar tudo à boca.  Morder um colega, portanto, não é uma atitude violenta, e sim um reflexo natural.
Mesmo que realizados intencionalmente – em uma disputa pela atenção do professor ou dos pais, na tentativa de conseguir um brinquedo, motivos de stress comuns nessa faixa etária – outros fatores que definem o bullying não se manifestam. 
Não há um alvo constante nem uma discrepância na relação de poder entre as crianças.
É claro que o adulto presente deve desencorajar a briga e mostrar formas de resolver conflitos através da linguagem; ao mesmo tempo, deve-se tomar cuidado para não supervalorizar a agressão e punir muito rigidamente os envolvidos, pois eles não compreendem que estão a magoar alguém.

É apenas depois dos 3 anos que as crianças desenvolvem a socialização e o senso de “outros” – as pessoas ao seu redor não são mais todas iguais e elas começam a criar laços de amizade, formar grupos e mostrar afinidade com certos colegas. Consequentemente, é na mesma época que surgem os primeiros casos de discriminação, implicâncias e humilhações. A partir de então, elas já têm noção dos sentimentos alheios e podem ferir outras crianças intencionalmente.

Cómo ayudar a tu hijo si sufre bullying


Como identificar o bullying? 

Os apelidos e palavras ofensivas permanentemente são a forma mais comum de bullying (mais da metade dos casos entra nessa categoria). Características físicas são reconhecidas e colocadas como rótulos: gordo, magro, baixinho, quatro-olhos, e assim por diante. Outras particularidades, como o atraso no desenvolvimento – quando uma das crianças não consegue realizar certas tarefas tão bem quanto seus pares -, também desencadeiam bullying. É o que acontece quando a turma repara que apenas um dos colegas não sabe comer sozinho, segurar o xixi ou amarrar os sapatos, e resolve lembrá-lo disso com frequência por meio de piadinhas.
... Bullying: estudo revela que o preconceito é alto entre adultos e

Deve-se estar atento ainda à exclusão. As "panelinhas" estão se formando e certos alunos podem ficar de fora, sem possibilidade de se adaptar ou integrar. Violência física e fofocas são outras formas de bullying, mas menos comuns na Educação Infantil.
Caso as atitudes não sejam apanhadas em flagrante, sinais de que uma criança pode estar sofrendo com o bullying: relutância em ir para a escola, queda de desempenho ou até mesmo regressão na aprendizagem, ansiedade ou medo de ficar junto aos colegas, se manifestar ou deixar a companhia dos adultos, súbita agressividade e queda da autoestima. É bastante usual que ela não admita o acontecido justamente por se achar de alguma forma merecedora das represálias dos colegas (entenda: ela também identifica em si mesma o “problema” que está causando as implicâncias, e vê isso como justificativa).
PEDAGOGIA NA FAM: Saiba identificar e combater o bullying nas escolas

Quais os motivos do bullying?

É essencial que o professor preste atenção e identifique essas atitudes o quanto antes. A seguir, é preciso identificar se o comportamento se qualifica mesmo como bullying ou não passa de uma fase, engatilhada por outros acontecimentos na vida pessoal das crianças. Procure conhecer a dinâmica familiar de cada aluno – as agressões podem ser resultado de:
  • Cobranças e expectativas muito altas dos adultos em sua vida – a criança é exigida demais, colocada em muitas atividades extracurriculares, criticada com frequência e pouco elogiada. Isso pode levá-la a ter baixa autoestima, sentindo sempre ser incapaz de alcançar o que é esperado dela;
  • Falta de limites e mimos em excesso – muitas vezes, pais e mães querem compensar a ausência durante a semana com uma permissividade excessiva ou comprando presentes sempre que a criança manifesta qualquer desejo. Assim, as crianças não aprendem a lidar com limitações, frustrações ou com terem suas ideias contrariadas;
  • Problemas de desenvolvimento cognitivo ou emocional, dificuldades de relacionamento ou experiências traumáticas, como agressão ou abuso .




segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

A nova Educação

“A Nova Educação”, de César Bona
Qual a importância do professor no percurso escolar e na vida do aluno?
É vital. Nós vamos marcar a vida dos rapazes e das raparigas. Costumo dizer que a escola, a sociedade ou a vida não têm um muro. Temos de educar para a vida porque vamos influenciá-los. Vamos ser os seus modelos.
Mas entende que os professores estão muito fixados em ensinar, quando deviam estar preocupados com a aprendizagem das crianças e disponíveis para aprender com elas. Porque diz isto? 
Obviamente, quando escolhemos uma profissão, temos de dar o máximo. Supõe-se que estamos preparados para ensinar, mas não podemos esquecer que temos de estar sempre a aprender: com os nossos colegas, com a nossa família, e sobretudo com as nossas crianças. Além disso, quando dizemos às crianças que aprendemos com elas, estamos a promover a auto-estima. É importante que eles sintam que podem dar algo à turma, aos colegas e à sociedade. A essência de uma criança é composta por criatividade, imaginação e esperança. Então, se não tivermos isso em conta estaremos a perder uma grande oportunidade para que eles aprendam e para tirar deles o máximo partido.
"A essência de uma criança é composta por criatividade, imaginação e esperança. 
Criatividade. É um ponto em que insiste bastante. Como se pode estimular a criatividade dos alunos?
Sobretudo escutando, deixando-os falar. Não temos que ver as crianças como um recipiente que temos de encher de conhecimento.
E porque é que há professores que não estimulam essa criatividade? Dá mais trabalho? Falta tempo?
Não creio que seja uma questão de trabalho. Acho que quando nos tornamos adultos, esquecemo-nos de que fomos crianças. E quando trabalhamos com crianças devemos sempre lembrar-nos da criança que fomos. Assim vamos entendê-los melhor e eles entendem-nos melhor também.
Mas optar por um método de ensino em que se deixa a criança falar e em que se estimula a criatividade exige mais trabalho e disponibilidade da parte do professor do que uma aula expositiva. Ou não?
Não creio que dê realmente mais trabalho. Diz isso porque, por norma, a educação tem sido assim, expositiva. Temos vindo a criar metas individuais quando somos seres sociais. Em muitas aulas as mesas e as cadeiras estão voltadas para o quadro. Isso significa que o tipo de interação que queremos é que nos escutem e que repitam. Mas se vamos educar para a sociedade, temos de estimular o diálogo, a reflexão, o respeito.
Como organiza os seus alunos na sala de aula? 
Os alunos estão organizados em grupos, formados ao calhas. E vão mudando de grupo ao longo do ano. Quando estás com uma pessoa diferente de ti por perto vais aprendendo mais.
Como é que consegue garantir que as crianças, no meio da criatividade, e desta liberdade que lhes é dada, conseguem aprender o currículo imposto centralmente?
As editoras têm um grande peso. A informação que está num livro, está em todos. Se queremos educar para as competências devemos esquecer um pouco as disciplinas – a matemática, as línguas. Pode-se aprender muito mais coisas do currículo simplesmente fazendo-lhes perguntas ou permitindo-lhes fazerem perguntas.
http://observador.pt/especiais/devemos-conseguir-que-os-alunos-aprendam-e-nao-apenas-prepara-los-para-os-exames/

sexta-feira, 11 de março de 2016

Só de Sacanagem Elisa Lucinda




Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam
entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, que reservo
duramente para educar os meninos mais pobres que eu,
para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus
pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e
eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança
vai ser posta à prova? Quantas vezes minha esperança
vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o
aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus
brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao
conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e
dos justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva
o lápis do coleguinha",
" Esse apontador não é seu, minha filhinha".
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido
que escutar.
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca
tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica
ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao
culpado interessará.



Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do
meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear:
mais honesta ainda vou ficar.
Só de sacanagem!
Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo
o mundo rouba" e eu vou dizer: Não importa, será esse
o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu
irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a
quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês.
Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o
escambau.
Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde
o primeiro homem que veio de Portugal".
Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal.
Eu repito, ouviram? IMORTAL!
Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente
quiser, vai dá para mudar o final!

https://www.youtube.com/watch?v=cE1VuxpOshI

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Marcas do abuso emocional

Educação e Pedagogia Social



Os sinais de um abuso emocional, às vezes, são difíceis de detectar. 
Ao contrário do abuso físico, o abuso emocional é feito e recebido mais frequentemente do que as pessoas que estão ao redor da vítima podem perceber.
O pior de tudo é que a vítima também não se dá conta , já que a profundidade do abuso costuma aumentar de forma paulatina, fazendo com que a vítima justifique, por aproximação, os maus tratos que nunca teria aceitado se tivessem começado de forma radical.

O abuso emocional  pode ser mais prejudicial do que o abuso físico, já que pode enfraquecer o que pensamos sobre nós mesmos. Pode paralisar tudo o que estamos destinados a ser: permitimos e transformamos em algo falso para que possamos nos definir erroneamente.  O abuso emocional pode acontecer entre pais e filhos, marido e mulher, entre parentes, entre colegas de trabalho e chefes e, até mesmo, entre amigos.



O abusador costuma projetar suas palavras, atitudes ou ações sobre a vítima, ou vítimas, que ele escolheu. Essa é uma de suas estratégias preferidas para evitar qualquer conflito cognitivo que possa colocar sua falsa autoestima em contradição e, além disso, é uma forma de atacar da própria vítima, fazendo-a dependente e criando nela um sentimento de  desamparo.


 Como identificar se somos vítimas de um abuso emocional?

Responder às perguntas que propomos a seguir, pode fazer com que você encontre uma resposta:



I
 A humilhação, a degradação, a negação. Julgar, criticar: 
  1. Há alguém que faz brincadeiras sem graça com você ou que o expõe na frente dos demais?
  2. Faz piadas com você, utiliza o sarcasmo como uma forma de colocá-lo para baixo ou de denegrir a sua imagem?
  3. Ele/eles dizem que sua opinião ou sentimentos são “maus” ou não têm importância?
  4. Alguém lhe ridiculariza regularmente, lhe rejeita, não leva em conta suas opiniões, pensamentos, sugestões e sentimentos?

II
Dominação, controle e vergonha:
  1. Você acredita que essa pessoa a trata como uma criança?
  2. Constantemente a corrige ou castiga porque seu comportamento é “inapropriado”?
  3. Você sente que deve “pedir permissão” antes de ir a algum lugar ou antes de fazer algo e, inclusive, tomar pequenas decisões?
  4. Controla suas despesas?
  5. Trata você como se fosse inferior a ele(a)/eles(as)?
  6. Faz você sentir que ele(a) sempre tem razão?
  7. Lembra constantemente dos seus defeitos?
  8. Menospreza suas conquistas, suas aspirações, seus planos e até mesmo quem você é?
  9. Desaprova com desdém ou despreza seu olhar sobre as coisas, seus comentários e comportamento?
III
Acusar e culpar, demandas ou expectativas triviais ou pouco razoáveis, nega seus próprios defeitos:
  1. Acusa de algo artificial quando sabe que não é verdade?
  2. É incapaz de rir de si mesmo?
  3. É extremamente sensível quando se trata de outras pessoas que fazem brincadeiras com ele ou que façam qualquer tipo de comentário que parece demonstrar uma falta de respeito?
  4. Desculpa-se por seus problemas?
  5. Querem se justificar por seu comportamento ou tendem culpar os outros, ou as circunstâncias, por seus erros?
  6. Como se dirige a você? Por seu nome, apelido ou cargo?
  7. Culpa-o por seus problemas ou infelicidade?
  8. Falta continuamente com o respeito?


IV
Distanciamento emocional e o “tratamento do silêncio”, isolamento, abandono ou negligência emocional:
  1. Retira-se ou retém a atenção ou afetividade?
  2. Não quer cumprir com as necessidades básicas ou utiliza a negligência ou abandono como castigo?
  3. Joga a culpa sobre você ao invés de assumir a responsabilidade por suas ações ou atitudes?
  4. Não se dá conta ou não se importa com como você se sente?
  5. Não mostra empatia ou faz perguntas para obter informação?


V
A co-dependência e engano:
  1. Alguém lhe trata não como uma pessoa separada, mas como uma extensão de si mesmos?
  2. Não protege seus limites pessoais e compartilha informação que você não aprova?
  3. Você acha que o melhor para você é simplesmente fazer o que eles pensam?
  4. Demanda contato contínuo e não desenvolveu uma rede de apoio saudável entre seus próprios companheiros?
Se você respondeu sim a alguma dessas perguntas, comece a pensar na possibilidade de enfrentar de maneira ativa a pessoa que realiza o abuso. Fale sobre o que acontece com pessoas de sua confiança.
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