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terça-feira, 17 de agosto de 2021

A empatia é ensinada a estudantes de 6 A 16 anos nas escolas da Dinamarca



Atualmente classificada como o segundo país mais feliz

do mundo, a Dinamarca frequentemente lidera o Índice 

Mundial de Felicidade, ocupando o primeiro lugar em 

2013 e 2016.

Em um país onde os cuidados com a saúde e a educação 

são gratuitos, e não importa onde você esteja, você 

nunca estará a mais de 52 km do mar, todos são felizes. 

Os dinamarqueses acreditam em amor, amizade e riso. 

Eles são algumas das pessoas mais compassivas do mundo. 

Empatia e fortes sentimentos de afeição um pelo outro 

são valores fundamentais que tornam o reino da Dinamarca 

um lugar próspero de paz.

Em um mundo em que muitos pais abusam excessivamente 

dos filhos e evitam corrigi-los quando agem de maneira 

insensível, os dinamarqueses criaram uma estratégia para 

sustentar sua cultura de amor e cuidado genuíno pela 

raça humana. Eles incorporaram a empatia como um 

valor no currículo nacional padrão, criando meios incríveis

 e criativos para ensinar às crianças o que significa 

entender e compartilhar sentimentos. As crianças também

 são ensinadas a lidar com vários estados emocionais, 

desenvolvendo a capacidade de identificar sentimentos 

que normalmente não entenderiam.




O programa CAT-Kit ( TAC Treinamento 

Afetivo Cognitivo)

O Kit de Treinamento Afetivo Cognitivo foi 

desenvolvido originalmente por psicólogos 

na Dinamarca. É um programa que consiste 

em ferramentas e materiais visuais, 

interativos e personalizáveis ​​que permitem 

que as crianças se comuniquem efetivamente

entre si e com os adultos.

Uma das ferramentas mais populares no 

kit CAT é o Measure, uma imitação de 

um termômetro com níveis de 0 a 10. 


As crianças podem usá-lo para medir a 

intensidade de seus sentimentos sem precisar

 explicar verbalmente. Quando conseguem 

entender o conceito e a profundidade 

dessas emoções, podem identificá-las em

 outras crianças. O kit CAT tornou-se popular 

além das margens da Dinamarca e é uma das 

ferramentas mais úteis para ensinar 

empatia e compaixão.

A ferramenta Sentimentos consiste em 100 

diferentes rostos expressivos que representam 

humores em 10 categorias diferentes – 

alegria, tristeza, medo, amor, raiva, orgulho,

 vergonha, surpresa, segurança e nojo. 

As crianças podem usar os cartões de 

figuras certos para descrever exatamente 

como estão se sentindo no momento, 

sem subestimar ou exagerar suas emoções.

A ferramenta Círculos permite que as 

crianças descrevam seus relacionamentos

 com amigos e familiares. Elas também podem

 retransmitir seu apego aos seus interesses

 e hobbies com esta ferramenta. Outras 

ferramentas incluem o corpo, a roda, os 

check-ins, o ano, a semana, o dia e a paleta

 de comportamentos.



O programa passo a passo

Todas as crianças em idade escolar da 

Dinamarca participam de um programa 

obrigatório que envolve a articulação 

de seus sentimentos a partir das expressões 

faciais das crianças na foto. As crianças 

recebem cartões de outras crianças que podem

 expressar qualquer emoção, de frustração e 

culpa a tristeza e medo. Elas são obrigadas

 a discutir essas emoções, colocando em

 palavras o que a outra criança pode 

estar sentindo. Elas são ensinadas a evitar 

julgamentos ou insensibilidade aos sentimentos

 de outras pessoas. É mais fácil pensar 

em maneiras divertidas de fazê-las sorrir novamente.



Aprendizado cooperativo

De acordo com uma revisão dos programas 

dinamarqueses de felicidade de Jessica Alexander

, da CPH, o aprendizado cooperativo é uma das

 estratégias mais poderosas do sistema. 

Os professores são obrigados a agrupar crianças

 de diferentes pontos fortes e fracos.

Por exemplo, crianças que são excepcionalmente

 boas em certos assuntos são agrupadas com 

outras que não são tão fortes nessas áreas.

 Nas aulas de ginástica, as crianças mais 

enérgicas podem ser agrupadas com as 

menos ativas, enquanto nos debates os 

extrovertidos são agrupados com os introvertidos.

 O gênio da matemática pode ser o wallflower

 no futebol, e o atleta pode se perder na química. 

Todo mundo tem seus pontos fortes e fracos.


A aprendizagem cooperativa permite que 

as crianças se capacitem e se motivem. 

Elas aprendem a importância do trabalho

 em equipe e o respeito pelas habilidades

 umas das outras. Aquelas que são melhores

 em alguma coisa são treinadas para treinar 

os outros com bondade e amor. 

Elas melhoram suas habilidades e aprendem

 empatia ao interagir com as pessoas ao 

seu redor.



Fundação Mary

O bullying é um problema que tem penetrado

 profundamente nos sistemas educacionais de

 todo o mundo, criando um problema para

 o qual ninguém parece ter uma solução 

definitiva. A Fundação Mary na Dinamarca,

 em homenagem à princesa Maria da Dinamarca,

 administra um programa anti-bullying para 

crianças entre três e oito anos de idade. 

As crianças discutem os males do bullying 

e como isso afetaria negativamente suas

 vidas. Elas aprendem o quanto é importante

 nunca se provocar e ser sempre sensíveis

 aos sentimentos de outras pessoas.

Outros países devem seguir a linha da Dinamarca

O amor faz o mundo girar. Dezenas de nações

 gastam bilhões em campanhas para 

promover a paz mundial, mas ela poderia ser 

alcançada de maneira barata, começando 

no nível básico com os pequenos cidadãos.




Se todo mundo fosse ensinado a ter empatia

 com os sentimentos de outras pessoas, 

o mundo não seria tão machucado como hoje. 

Todo mundo que cometeu um crime violento

 contra uma pessoa ou uma nação ja foi uma

 criança inocente. Aos três anos de idade,

 elas podem ter compartilhado a água ou

os lanches com outra criança. Se ao menos

 elas fossem treinadas para reter essa

doçura e carinho por outras pessoas.



Ainda há uma chance. Cuidar de crianças 

com empatia contribui para adultos

 bem-sucedidos, mentalmente estáveis ​​e 

emocionalmente capazes. Elas aprendem

 a ser sensíveis aos sentimentos dos 

outros e a interagir com confiança na 

sociedade. Outros sistemas educacionais 

ao redor do mundo podem incorporar 

esses métodos dinamarqueses e também

 criar novos meios para ensinar as crianças

 a serem perspicazes e generosas entre si.



Segundo Stephen Pinker, “a natureza humana 

é complexa. Mesmo que tenhamos inclinação

 para a violência, também temos tendência

 à empatia, à cooperação e ao autocontrole. ”

Adaptado do site Family life goals


quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Atividades para trabalhar Sentimentos e Emoções na Educação Infantil


A inclusão de atividades para o desenvolvimento de competencies socioemocionais nos curriculos da educação básica é a primeira demanda, cada vez mais urgente. Educadores de todos os locais, estão a criar atividades e projetos que possam ser incluídos no plano da aula da educação infantil.
A aprendizagem de competências socioemocionais contribui para a construção de um ambiente social mais amigável, permitindo que as crianças desenvolvam e mantenham relacionamentos mais saudáveis umas com as outras e com os adultos.

Um dos pilares da aprendizagem socioemocional é o reconhecimento das emoções.



Reconhecimento de emoções:

Aprendemos a reconhecer e a expressar as nossa próprias emoções para outras pessoas a fim de compartilhar as experiências, de pedir ajuda ou de sinalizar consequências de ações externas ("fiquei feliz porque você ...." , "estou muito triste com a sua atitude"), porque as expressões das emoções dão-nos a perceção como as pessoas se estão a sentir e criam oportunidades para que possamos reagir à situação. Quando um colega está triste, por exemplo, a nossa reação é perguntar se ele precisa de ajuda.


Saber reconhecer as próprias emoções e, principalmente, saber reconhecer as emoções de outras pessoas é um passo importante na construção de habilidades sociais como empatia, amizade e respeito.
Os educadores podem elaborar um plano de aula para trabalhar sentimentos e emoções na educação infantil através da incorporação de diversas atividades.




Algumas formas de ajudar as crianças a aprenderem a reconhecer as emoções e desenvolver competências sociais:

IDENTIFICANDO E NOMEANDO EMOÇÕES
  1. Ofereça modelos através de ilustrações ou fotografias
  2. Brinque o imitar de emoções utilizando um espelho.
  3. Utilize livros ou videos para contar histórias.
  4. Articule as emoções com os combinados em sala de aula.
  5. Valide e encoraje a expressão de sentimentos.
  6. Aproveite as situações do dia a dia.


Uma criança aprende que tristeza se chama "tristeza" porque outras pessoas dizem "o João está triste" ou " fiquei triste por causa de...". São os adultos que oferecem modelos e conceitos para as crianças aprenderem a reconhecer e nomear as emoções.

Verifique se as crianças sabem reconhecer algumas emoções básicas, como: alegria, tristeza, raiva, medo, surpresa e nojo. Podem ser usadas ilustrações impressas ou fotografias e pedir para as crianças nomearem e ensinar os nomes quando elas não souberem.


Não tenha receio de ensinar as crianças a identificarem e nomearem as emoções. Dê ilustrações explicitas, dê um modelo, dê os nomes. Pode parecer disparate, mas muitas crianças não tem oportunidade de aprender essas habilidades em casa.


EXEMPLOS DE ATIVIDADES PARA TRABALHAR AS EMOÇÕES


Também se pode brincar e simular algumas emoções. A educadora pode começar a brincadeira a fingir que está triste ou com raiva e pedir às crianças para identificarem a emoção. Em seguida é a vez delas. Um espelho pode ser bastante útil 
nessa atividade para elas olharem a própria expressão facial. 

Podem ser usados livros ou videos para contar histórias e propor que as crianças identifiquem os sentimentos das personagens ("como é que ele se está a sentir") , as situações que produziram os sentimentos ("porque é que ele está triste?") , as ações tomadas ("o que é que ele fez quando estava triste?") e o valor moral dessas ações ("foi justo o que ele fez", "ele podia ter agido de outra forma?").


REGRAS E ENCORAJAMENTO

A maioria dos educadores estabelecem regras (ou combinados) junto de seus alunos em sala de aula. Muitas salas tem o quadro de regras colado à parede. Podemos relacionar os sentimentos com essas regras. Por exemplo "não pode bater no colega" porque se bater, o colega vai ficar "triste", "organize os brinquedos" para a educadora ficar "feliz".
Valide a expressão de sentimentos e encoraje as crianças a se expressarem verbalmente, incentivando-as a identificar o sentimento e a explicar a situação que o motivou. Por exemplo quando uma criança estiver a chorar pergunte "o que é que se passou?" ao invés de repreende-la com um "pára de chorar!". 

Ao minimizar punir ou deixar de acolher a criança, não lhe está a ser dada a oportunidade de aprender a responder positivamente a uma emoção.
Quando a educadora reage de forma positiva, a criança aprende também a reagir de forma positiva à emoção dos colegas e dos adultos.

A perceção de emoções é um passo para a construção de habilidades sociais, como a empatia e a amizade.

Aproveite as situações do dia a dia para relembrar e colocar em prática o aprendizado socioemocional.

Você pode orientar uma criança a notar os sentimentos de um colega e a sugerir possiveis soluções. Por exemplo "o Miguel está a chorar. Ele parece estar triste porque ninguém quer brincar com ele. Eu penso que ele ficaria feliz se o fosses convidar para brincar contigo".

Resultado de imagem para entre crianças

http://www.psicoedu.com.br/2016/10/atividades-educacao-infantil-emocoes.html

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Marcas do abuso emocional

Educação e Pedagogia Social



Os sinais de um abuso emocional, às vezes, são difíceis de detectar. 
Ao contrário do abuso físico, o abuso emocional é feito e recebido mais frequentemente do que as pessoas que estão ao redor da vítima podem perceber.
O pior de tudo é que a vítima também não se dá conta , já que a profundidade do abuso costuma aumentar de forma paulatina, fazendo com que a vítima justifique, por aproximação, os maus tratos que nunca teria aceitado se tivessem começado de forma radical.

O abuso emocional  pode ser mais prejudicial do que o abuso físico, já que pode enfraquecer o que pensamos sobre nós mesmos. Pode paralisar tudo o que estamos destinados a ser: permitimos e transformamos em algo falso para que possamos nos definir erroneamente.  O abuso emocional pode acontecer entre pais e filhos, marido e mulher, entre parentes, entre colegas de trabalho e chefes e, até mesmo, entre amigos.



O abusador costuma projetar suas palavras, atitudes ou ações sobre a vítima, ou vítimas, que ele escolheu. Essa é uma de suas estratégias preferidas para evitar qualquer conflito cognitivo que possa colocar sua falsa autoestima em contradição e, além disso, é uma forma de atacar da própria vítima, fazendo-a dependente e criando nela um sentimento de  desamparo.


 Como identificar se somos vítimas de um abuso emocional?

Responder às perguntas que propomos a seguir, pode fazer com que você encontre uma resposta:



I
 A humilhação, a degradação, a negação. Julgar, criticar: 
  1. Há alguém que faz brincadeiras sem graça com você ou que o expõe na frente dos demais?
  2. Faz piadas com você, utiliza o sarcasmo como uma forma de colocá-lo para baixo ou de denegrir a sua imagem?
  3. Ele/eles dizem que sua opinião ou sentimentos são “maus” ou não têm importância?
  4. Alguém lhe ridiculariza regularmente, lhe rejeita, não leva em conta suas opiniões, pensamentos, sugestões e sentimentos?

II
Dominação, controle e vergonha:
  1. Você acredita que essa pessoa a trata como uma criança?
  2. Constantemente a corrige ou castiga porque seu comportamento é “inapropriado”?
  3. Você sente que deve “pedir permissão” antes de ir a algum lugar ou antes de fazer algo e, inclusive, tomar pequenas decisões?
  4. Controla suas despesas?
  5. Trata você como se fosse inferior a ele(a)/eles(as)?
  6. Faz você sentir que ele(a) sempre tem razão?
  7. Lembra constantemente dos seus defeitos?
  8. Menospreza suas conquistas, suas aspirações, seus planos e até mesmo quem você é?
  9. Desaprova com desdém ou despreza seu olhar sobre as coisas, seus comentários e comportamento?
III
Acusar e culpar, demandas ou expectativas triviais ou pouco razoáveis, nega seus próprios defeitos:
  1. Acusa de algo artificial quando sabe que não é verdade?
  2. É incapaz de rir de si mesmo?
  3. É extremamente sensível quando se trata de outras pessoas que fazem brincadeiras com ele ou que façam qualquer tipo de comentário que parece demonstrar uma falta de respeito?
  4. Desculpa-se por seus problemas?
  5. Querem se justificar por seu comportamento ou tendem culpar os outros, ou as circunstâncias, por seus erros?
  6. Como se dirige a você? Por seu nome, apelido ou cargo?
  7. Culpa-o por seus problemas ou infelicidade?
  8. Falta continuamente com o respeito?


IV
Distanciamento emocional e o “tratamento do silêncio”, isolamento, abandono ou negligência emocional:
  1. Retira-se ou retém a atenção ou afetividade?
  2. Não quer cumprir com as necessidades básicas ou utiliza a negligência ou abandono como castigo?
  3. Joga a culpa sobre você ao invés de assumir a responsabilidade por suas ações ou atitudes?
  4. Não se dá conta ou não se importa com como você se sente?
  5. Não mostra empatia ou faz perguntas para obter informação?


V
A co-dependência e engano:
  1. Alguém lhe trata não como uma pessoa separada, mas como uma extensão de si mesmos?
  2. Não protege seus limites pessoais e compartilha informação que você não aprova?
  3. Você acha que o melhor para você é simplesmente fazer o que eles pensam?
  4. Demanda contato contínuo e não desenvolveu uma rede de apoio saudável entre seus próprios companheiros?
Se você respondeu sim a alguma dessas perguntas, comece a pensar na possibilidade de enfrentar de maneira ativa a pessoa que realiza o abuso. Fale sobre o que acontece com pessoas de sua confiança.
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