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segunda-feira, 17 de julho de 2017
Aprender a aprender
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sábado, 6 de maio de 2017
O presente
Https://www.youtube.com/watch?v=WjqiU5FgsYc
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domingo, 5 de fevereiro de 2017
Livro "Tenho medo de ir à Escola"

"Devemos estar atentos ao tipo de convivência que os jovens têm uns com os outros"
«Não é uma brincadeira.
Não é uma boca para o ar.
É uma repetição, uma rotina. (…)
Apesar de nunca me terem batido, chegaram a agarrar-me com força e a ameaçar-me.
Não havia nada que eu pudesse fazer, só tinha de aguentar, dizia para mim.
Eu nunca quis que se soubesse…
Tinha vergonha.
Era uma humilhação.
Eu tinha medo que tudo ficasse pior do que já estava.»
Jessica B., vítima de bullying, in Prólogo

Como educar os nossos filhos para se tornem crianças seguras, resilientes e confiantes?
Como treinar o seu olhar para a diferença e para a tolerância pelo outro?
Estes são os primeiros passos para que o seu filho não se torne nem vítima nem agressor.
E não, não acontece só aos outros.


Em Portugal as estatísticas revelam que cerca de 40 por cento dos nossos jovens já se envolveu em alguma dinâmica bullying, tanto no papel de vítima, como de agressor.
Mas afinal o que é o bullying?
A psicóloga Tânia Paias, especialista neste tema e fundadora do Portal Bullying, explica: é um fenómeno de violência na escola que se traduz em comportamentos agressivos, intencionais e repetitivos, levados a cabo por um ou mais alunos contra outro.
Não é um fenómeno de hoje, e as novas tecnologias de informação e a Internet abriram caminho a um outro tipo de violência que já não se passa apenas no recinto escolar, mas sim através de mensagens instantâneas ou por e-mail: o cyberbulling.
Enquanto pais e educadores devemos estar atentos aos sinais:
- O meu filho não quer ir à escola e não consigo que me diga porquê. Ele que me contava tudo agora fecha-se no quarto, isola-se…
- A minha filha anda tão calada e com um olhar tão triste, mas não me conta o que tem.
- Ele era um ótimo aluno e de repente as notas dele vieram por ali abaixo…

- O meu filho, que sempre foi tão calmo, agora tem ataques de fúria.
- Desconfio que um dos meus alunos ameaça os outros, como devo atuar para pôr fim a esta situação?
- Apanhei uma mensagem no telemóvel da minha filha que dizia: «Odeio-te.» Confrontei-a e ela contou-me que recebe mensagens destas várias vezes por dia…
- Fui novamente chamado à escola porque o meu filho bate num colega repetidas vezes. Onde errei na sua educação?
Recorrendo a casos reais, Tânia Paias apresenta neste livro respostas concretas às dúvidas que assaltam pais, educadores e os próprios jovens.
Recorrendo a casos reais, Tânia Paias apresenta neste livro respostas concretas às dúvidas que assaltam pais, educadores e os próprios jovens.
Não podemos fechar os olhos a este fenómeno.
É preciso atuar.


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domingo, 17 de julho de 2016
Deite os seus filhos lendo um livro
Não há nada tão terapêutico e reconfortante quanto conseguir que uma criança adormeça enquanto lemos um livro para ela. A experiência da escuta é fundamental também para o seu domínio da leitura. Além disso, através da nossa voz levamos os nossos filhos a um universo de fantasia e aventuras onde o seu cérebro encontra calma e o convite para continuar sonhando feliz enquanto dorme.
Francesco Tonucci é um notável pedagogo italiano que baseou todos os seus trabalhos no estudo do desenvolvimento cognitivo das crianças pequenas. Para ele, algo tão simples quanto desligar a televisão e ler um livro para os nossos filhos é criar os grandes leitores do dia de amanhã. Além disso implica em aproximá-los a um valor que os tornará livres, mais curiosos e certamente, dignos herdeiros do legado que os bons livros nos deixam.
“As crianças transformam-se em grandes leitores no colo dos seus pais, por isso, não duvide em ser o melhor exemplo, deixe que vejam você mergulhar em um mar de letras para que elas nadem em um mar de sonhos…”
Embora seja verdade que às vezes estamos cansados e que é mais fácil reunir-se à frente da televisão nas últimas horas do dia, pense que a infância dos seus filhos é muito breve, e o melhor momento “sempre é agora”. Aproveite cada segundo e cada instante, faça deles os seus cúmplices frente a um livro, deixe que o sono os vença no seu colo enquanto você chega ao fim dessa história. No dia de amanhã eles agradecerão…
Os benefícios da leitura relaxada
Graças a um trabalho conduzido pela “American Academy of Pediatrics” foi feita uma descoberta importante: as crianças entre 2 e 6 anos não deveriam estar expostos à televisão ou a dispositivos eletrónicos durante mais de uma hora por dia. Dos 7 aos 12 anos de idade, deveríamos controlar que não excedam as 2 horas.
Segundo este estudo, a visão prolongada da televisão ou do computador pode desenvolver um déficit de atenção nos pequeninos. Isto deve-se ao facto do córtex frontal, ainda imaturo nas crianças, ficar super ativado com as ondas eletromagnéticas.
Deixar que os nossos filhos durmam assistindo televisão não é precisamente a coisa mais terapêutica, apesar de nós mesmos fazermos isto com frequência. Falamos de educação, pedagogia e antes de mais nada de saúde infantil, por isso, antes de deixar que o sono os leve diante da TV ou do tablet, é preciso colocar em prática a boa arte da leitura relaxada.
- Não importa que os seus filhos ainda não tenham adquirido a competência da leitura e da escrita ou que já estejam conseguindo as suas primeiras conquistas. Sentar-se com eles na cama e começar a ler para eles irá trazer um benefício enorme para o seu desenvolvimento neuronal e emocional.
- A leitura relaxada aumenta o fluxo de sangue para o cérebro, traz bem-estar à criança além de uma calma muito gratificante apropriada para este último instante do dia.
- A área do cérebro que mais é estimulada no processo de “escuta” é a área pré-frontal,indispensável para desenvolver e potencializar muitos processos cognitivos nas crianças: a atenção, a imaginação e os raciocínios mais complexos.
Ler para os seus filhos uma história ou livro com uma mensagem exemplar ou um bom raciocínio moral pode potenciar a sua empatia e o respeito por seus semelhantes. Vale a pena.
A leitura relaxada, um vínculo de carinho entre pais, mães e filhos
Leia para os seus filhos sem pensar que está perdendo tempo ou que tem muitas coisas para fazer além disso. Permita que o tempo se detenha e agarre-os, deixe que a emoção desse livro os envolva e que a sua voz cative o coração do seu filho.
Nenhum presente poderá superar esses momentos de leitura compartilhada, nesses lugares inventados onde os sonhos, as aventuras e os mistérios aceleram a sua imaginação enquanto a sua respiração ganha compasso pouco a pouco e lentamente, a medida que chega o sono e, simplesmente, se rende.
A leitura relaxada na última hora do dia é um modo maravilhoso de educar as suas mentes e de permitir que o seu cérebro amadureça em equilíbrio. Os livros são um legado que se compartilha entre pais e filhos, e nada deveria substituí-los, menos ainda a televisão ou as novas tecnologias.
http://www.plataformafamilia.pt/deite-os-seus-filhos-lendo-um-livro-nao-vendo-televisao/
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quinta-feira, 19 de maio de 2016
Empatia e Simpatia
Rubem Alves, na crônica “Tênis e Frescobol”, apresenta dois tipos de relações. Uma delas diz respeito jogo de tênis ou ping pong, cujo objetivo é derrotar o adversário visando o poder e a competição, gerando desavenças, brigas e desacordos. O outro tipo de relação é aquela baseada no jogo de frescobol, em que há o olhar para o outro, a sintonia, o entendimento, a troca afetiva, a diversão e o prazer.
Diz Rubem Alves: “Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão… O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde. Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração.
No vídeo “Empatia e Simpatia” (abaixo) fica claro o que Rubem Alves diz sobre o jogo de frescobol. Neste tipo de relação, a empatia permite a conexão a partir do entendimento de perspectivas, reconhecendo o ponto de vista do outro como verdade, sem julgar, identificando a emoção que vem e comunicando-a com respeito e afeto.
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terça-feira, 10 de maio de 2016
Arte e Educação: A magia da palavra l - Margarida Botelho
"Documentário fílmico em que se aborda a evolução da linguagem na criança: o grito de querer ser, as lalações, as ecolálias, a palavra, a frase, os discursos relacionais tendo por base as várias formas de expressões artísticas e a palavra como elo comunicacional. Sublinha-se a importância decisiva da criação de condições sócio-culturais e educacionais favoráveis ao desenvolvimento linguístico e cultural da criança. O foco da segunda parte do documentário, filmado nas X Palavras Andarilhas, em Beja, é colocado no livro e na mediação da leitura, com ênfase para os contadores de histórias, bem como nas variáveis determinantes da comunicação, considerando-se a energia vital que é a magia da palavra para o ser humano e as comunidades culturais onde ele se integra."
https://www.youtube.com/watch?v=1yICGmBFW4Q
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quarta-feira, 23 de março de 2016
Os maus tratos sutis
Os maus-tratos sutis causam dor, insegurança e baixa autoestima, por isso não devemos permiti-los. Proteste se houver algo que lhe faz mal, ainda que seu interlocutor se incomode. Se você não entender, precisa de empatia e da inteligência emocional necessária para estabelecer relações saudáveis.
Na hora de falar em maus-tratos, imediatamente pensamos no tipo de violência física ou psicológica que uma pessoa exerce sobre a sua vítima. No entanto, existem outros tipos de maus-tratos “sutis”, dos quais, em algumas ocasiões, não temos tanta consciência e que, aos poucos, acabam por nos destruir por dentro.
São ataques encobertos aos quais não costumamos reagir porque a agressão não é tão direta, ou pode até ser que a intenção não seja de causar dano. No entanto, por ser constante, eles vão destruindo nossa autoestima e a confiança que temos em nós mesmos. Cuidado, pois não estamos falando somente dos maus-tratos sutis que nosso companheiro ou companheira pode exercer; às vezes, até nossos próprios familiares podem praticá-los.
A seguir ensinaremos como reconhecê-los e como se defender deles.
Como se exercem os chamados “maus-tratos sutis”?
Para compreender a dimensão dos maus-tratos sutis, falaremos sobre alguns exemplos que serão facilmente reconhecíveis. Pensemos em uma menina que, desde muito pequena, fizeram acreditar que é desastrada. Toda vez que algo caía das mãos dela, seus pais chamavam a sua atenção; quando ela quebrava algo sem querer, eles justificavam a situação falando de como ela sempre fora muito desastrada.
Na medida em que ela vai crescendo, seus pais usam essa forma desajeitada e avoada para justificar as provas nas quais ela não vai bem, e à sua incapacidade de fazer amigos. Seus pais a amam, não há dúvida disso, e claramente não a estão maltratando fisicamente. No entanto, ao longo de sua vida, eles a fizeram acreditar que é uma pessoa “incapaz e desajeitada”. São maus-tratos sutis criaram nela uma grande insegurança e uma baixa autoestima.
Vejamos outro exemplo. Temos um parceiro que costuma usar muito a ironia em seu dia a dia. São comuns os comentários brincalhões através dos quais ele tenta fazer os outros rirem, sem perceber que, com suas frases, está nos machucando. Ele nunca parece levar nada a sério, e ironiza qualquer coisa: o que você faz, como se veste, como se expressa. São pequenas coisas que ele pode fazer sem ter má intenção, mas no entanto lhe causam dor e, portanto, trata-se de uma situação de maus-tratos encobertos.
É importante saber que este tipo de comportamento é muito comum em nossa realidade, e que é muito difícil reagir diante deles, devido a tanta sutileza. São coisas pequenas que, ao se converterem em persistentes, acabam nos ferindo, até o ponto em que nos tornamos completamente indefesos. Temos que aprender a reconhecê-los.
Como me defender perante maus-tratos “sutis”?
Você deve ter consciência de que as palavras podem machucar tanto quanto uma agressão física. As feridas internas são tão dolorosas quanto um golpe.
Não importa o quanto o comentário for inofensivo, ou a inocência de uma determinada ironia. Não permita que isso aconteça. Diga o que pensa em voz alta e expresse-se claramente, explicando que essas palavras machucam você e que não devem ser repetidas novamente.
Estabeleça limites em sua vida, barreira que os demais não devem ultrapassar. Se as ironias sobre a sua pessoa o incomodarem, não as permita. Se falarem algo sobre você que não for verdade, defenda-se. Se há pessoas que sempre se dedicam a fazer pequenos comentários sobre essas características, talvez seja o momento de se manter afastado delas. As pessoas tóxicas somente nos causam sofrimento, e para viver com insegurança ou infelicidade, não vale a pena conviver com elas.
O principal problema dos maus-tratos sutis é que as outras pessoas não veem problema nenhum em suas palavras e ações. Elas não o reconhecem. O que para eles é uma brincadeira, para nós é uma clara ofensa. Se não reagirmos, se deixarmos passar um dia e o outro também, chegará um momento em que o nível de maus-tratos será muito maior.
Os maus-tratos podem ser exercidos por nossos pais, mães, irmãos, parceiros ou até por colegas de trabalho. Pessoas que dizem que nos amam e respeitam, mas não se equivoque. É fundamental que você defenda sempre a sua própria integridade e sua autoestima, e que diferencie muito bem o que é respeito do que é ofensa. Há pessoas que pensam que a confiança cotidiana lhes dá licença para brincar conosco, para ironizar, e inclusive para faltar com o respeito. Não permita isso nunca. Coloque em evidência tudo que lhe incomodar. Impeça que causem mal, e se não gostarem de sua reação, não se preocupe, pois quem não entender que você se sentiu ferido não tem empatia, e portanto não possui a inteligência emocional necessária para estabelecer reações saudáveis.
http://www.contioutra.com/os-maus-tratos-sutis-que-voce-nao-deve-permitir-em-sua-vida/
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O caráter e a educação
"A urgência de compreender melhor o inter-relacionamento dos seres humanos, assim como suas expectativas e níveis de interesse, tem levado nestes últimos anos a um aprofundamento radical nos estudos éticos e morais, ressaltando deste modo uma nova e promissora perspectiva para o crescimento e educação das futuras gerações". ( Sá, 2001, p.47)
http://www.webartigos.com/artigos/importancia-dos-valores-humanos-na-educacao/26221/#ixzz43lZpKEmW
quinta-feira, 10 de março de 2016
A autoestima de uma criança é essencial para que cresça confiante e feliz,
A autoestima é um conceito individual que se constrói ao longo de uma vida. Em tenra idade os pais e educadores têm um papel fundamental na regulação e promoção da autoestima nas crianças. Para o bem e para o mal, aquilo que vamos dizendo, ou não vamos dizendo, a forma com reforçamos a criança e o que vamos associando ao valor pessoal que expressamos reconhecer na criança, certamente influencia a construção da autoestima dela. Uma boa autoestima é essencial para o desenvolvimento das crianças. É o alicerce de tudo o que fazem, de tudo o que elas são. Podemos afirmar que é o alicerce do seu futuro.
Ouça, aceite, discipline e estabeleça limites no comportamento da criança para contribuir para a construção de uma boa autoestima. Permita à criança ter decisões independentes para que possa desenvolver uma autoestima positiva. As crianças precisam da aceitação dos adultos, a fim de desenvolverem uma autoestima positiva. Toda a criança procura afeto, aprovação e reconhecimento junto dos seus educadores e pessoas significativas. Quando algum destes elementos lhe é barrado, a criança sofre com isso, coloca-se em causa, pode sentir-se desadequada no meio onde se movimenta afetando-lhe negativamente a autoestima.
A autoestima é construída pelo elogio realista. As crianças sabem quando o elogio não é realista. Ajudar a sua criança a crescer com uma forte autoestima é uma das coisas mais importantes que você pode fazer como pai ou educador. Você é a principal influência sobre a forma como a criança se sente relativamente a ela e à sua autoestima. As crianças são um espelho dos seus modelos.
É imperativo que a criança se sinta amada, apoiada e aceite para edificar uma autoestima sustentada. As crianças com a autoestima elevada percepcionam-se capazes de enfrentar os seus desafios, propõe-se à realização das tarefas propostas e resistem melhor à frustração.
O QUE É A AUTOESTIMA?
A autoestima é o conjunto de crenças e sentimentos que temos sobre nós mesmos, são as nossas “auto-percepções.” A forma como nos definimos influencia as nossas motivações, atitudes e comportamentos, afetando ainda o nosso equilíbrio emocional. A construção dos padrões de autoestima começa muito cedo na vida. Por exemplo, uma criança que atinge um objetivo pretendido experimenta um sentimento de realização que reforça a autoestima.
Aprender a caminhar depois de dezenas de tentativas frustradas ensina um bebé a ter uma atitude de “consigo fazer”. O conceito de persistência para alcançar o sucesso começa cedo. As crianças tentam, falham, tentam de novo, falham de novo, e então finalmente obtêm sucesso, desenvolvendo uma ideia positiva acerca das suas próprias capacidades. Ao mesmo tempo, vão criando um autoconceito baseado em interações com as outras pessoas. É por isso que o envolvimento dos pais e cuidadores é fundamental para ajudar as crianças a construírem autopercepções saudáveis.
A autoestima também pode ser definida como um sentimento de capacidade, combinado com sentimentos de ser-se amado. Uma criança que fica feliz com uma conquista, mas não se sente amado pode, eventualmente, experimentar baixa autoestima. Da mesma forma, uma criança que se sente amada, mas está hesitante sobre a sua ou as suas próprias capacidades pode também conduzi-la a uma baixa autoestima. A auto-estima saudável de uma criança desenvolve-se quando o equilíbrio é atingido.
http://www.escolapsicologia.com/como-desenvolver-a-autoestima-nas-criancas/
https://www.youtube.com/watch?v=V3Fnk6fQQ88
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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
O luto e as crianças
"Para nós, adultos, pode ser um grande desafio lidar com a morte e, claro, para as crianças também. Normalmente, uma criança que perdeu alguém próximo só quer continuar com a sua vida normal. Não quer mais mudanças. Quer manter as suas atividades “como se nada tivesse acontecido”. Ao mesmo tempo, quer que os adultos entendam a dor que sente e saibam o momento exato em que necessita de um abraço."
Mikaela Övén
— Serás sempre o meu pequeno Benny — sussurrou ela.
Ben lembrou-se de como costumava odiar esse nome. Agora adorava-o.
— Eu sei — disse ele, com um sorriso. — E tu serás sempre a minha avozinha gângster.
Mais tarde, já a avó tinha partido, Ben seguia em silêncio no banco de trás do carro dos pais, a caminho de casa. Estavam todos cansados de chorar.
Já se via imensa gente nas ruas a fazer compras de Natal, as estradas estavam cheias de carros e havia uma longa fila para o cinema. Ben não conseguia perceber como era possível a vida correr normalmente quando algo tão grave e importante tinha acabado de acontecer.
O carro virou a esquina e aproximou-se das filas de lojas.
— Posso ir num instante à loja do Raj, por favor? — perguntou Ben. — Não demoro muito.
O pai estacionou o carro e Ben foi sozinho até à loja. Caía uma neve muito leve.
PLIM!, fez a campainha quando a porta abriu.
— Ahh, jovem Ben! — exclamou Raj. O lojista percebeu o ar triste de Ben. — Aconteceu alguma coisa?
— Sim, Raj… — balbuciou Ben. — A minha avó acaba de morrer.
De alguma forma, dizê-lo em voz alta fez com que começasse outra vez a chorar. Raj apressou-se a sair de trás do balcão e deu um grande abraço a Ben.
— Oh, Ben, lamento imenso. Há algum tempo que não a via e calculei que não estivesse bem.
— Pois não. Raj, eu só queria dizer — disse Ben, fungando — muito obrigado por me teres ralhado daquela vez. Tu tinhas razão, a minha avó não era nada chata. Ela era maravilhosa.
— A minha ideia não era ralhar contigo, Ben. Só achei que nunca te tinhas dado ao trabalho de conhecer verdadeiramente a tua avó.
— E tinhas razão. Havia tanta coisa que eu nem imaginava. — Ben limpou as lágrimas com a manga.
Ben lembrou-se de como costumava odiar esse nome. Agora adorava-o.
— Eu sei — disse ele, com um sorriso. — E tu serás sempre a minha avozinha gângster.
Mais tarde, já a avó tinha partido, Ben seguia em silêncio no banco de trás do carro dos pais, a caminho de casa. Estavam todos cansados de chorar.
Já se via imensa gente nas ruas a fazer compras de Natal, as estradas estavam cheias de carros e havia uma longa fila para o cinema. Ben não conseguia perceber como era possível a vida correr normalmente quando algo tão grave e importante tinha acabado de acontecer.
O carro virou a esquina e aproximou-se das filas de lojas.
— Posso ir num instante à loja do Raj, por favor? — perguntou Ben. — Não demoro muito.
O pai estacionou o carro e Ben foi sozinho até à loja. Caía uma neve muito leve.
PLIM!, fez a campainha quando a porta abriu.
— Ahh, jovem Ben! — exclamou Raj. O lojista percebeu o ar triste de Ben. — Aconteceu alguma coisa?
— Sim, Raj… — balbuciou Ben. — A minha avó acaba de morrer.
De alguma forma, dizê-lo em voz alta fez com que começasse outra vez a chorar. Raj apressou-se a sair de trás do balcão e deu um grande abraço a Ben.
— Oh, Ben, lamento imenso. Há algum tempo que não a via e calculei que não estivesse bem.
— Pois não. Raj, eu só queria dizer — disse Ben, fungando — muito obrigado por me teres ralhado daquela vez. Tu tinhas razão, a minha avó não era nada chata. Ela era maravilhosa.
— A minha ideia não era ralhar contigo, Ben. Só achei que nunca te tinhas dado ao trabalho de conhecer verdadeiramente a tua avó.
— E tinhas razão. Havia tanta coisa que eu nem imaginava. — Ben limpou as lágrimas com a manga.
Avozinha Gângster, David Walliams, Porto Editora, 2014
O processo de luto passa, normalmente, por três fases. Numa primeira fase, pode haver negação, choque e apatia. Na segunda fase, a do luto mais agudo, pode ter sentimentos como a tristeza, depressão, raiva, culpa, ansiedade, medo e dor física. Na última fase, dá-se início o processo de adaptação e aceitação da nova realidade.
A propósito deste tema, o psicólogo e autor Dr. Sameet Kumar faz a distinção entre “luto agudo” e “luto subtil”. O “luto agudo” corresponde àqueles momentos mais duros, mais difíceis de lidar, que se sentem como inultrapassáveis; o “luto subtil” refere-se aos momentos em que parece que estamos a respirar mais facilmente, a sentir as coisas com muito menos intensidade. Podemos ter a certeza de que a criança irá passar tanto por uma experiência como por outra, várias vezes.
De que forma a criança expressa o luto?
Quando uma criança sofre, queremos cuidar dela, protegê-la e confortá-la. Mas temos de calibrar o momento certo para o fazer. As crianças não conseguem nem querem ficar com a dor psicológica da perda durante muito tempo seguido. Por isso, é habitual, por exemplo, continuarem a brincar ou a fazer outras coisas para se livrarem dela. Mas, de repente, a dor pode reaparecer, passando de “subtil” a “aguda”, no meio de uma brincadeira ou outra situação que lembre a perda. É como se o luto chegasse, ficasse um pouco e partisse. Vem, fica e vai. Aliás, é o que acontece com todos os sentimentos. Quanto mais permitirmos e aceitarmos este processo, melhor. E, felizmente, as crianças têm bastante facilidade em passar da fase “aguda” à “subtil”.
Uma criança tem dificuldade em entender as consequências da perda, e demora a perceber o significado da morte e que a pessoa não irá voltar. Tende também a focar-se no aqui e no agora e são muitas as vezes em que os adultos interpretam isso como se ela “não se importasse”, “já se tenha esquecido”, “já se tenha habituado” ou “já tenha ultrapassado”, o que não é bem verdade e pode até levar a criança a sentir-se incompreendida. O mais provável é que dentro da cabeça da criança se estejam a formular muitas perguntas, mesmo que ela não as verbalize.
Uma criança que perde alguém muito próximo como um pai, uma mãe ou, por exemplo, uma avó com um papel importante na sua educação pode perder também a confiança na vida, nas outras pessoas, no futuro e em si própria. De repente, aquela pessoa que ela achou que ia estar sempre presente, já não está.
Além ou em vez do choro, a criança pode apresentar um comportamento agressivo e de muita raiva. Também pode exprimir a sua desilusão ou culpa, comportando-se de forma mais imatura, regredindo no comportamento. Pode sentir dificuldades em dormir e começar a fazer chichi na cama. E dar início a um rol de perguntas, que podem ser surpreendentes (e não é necessário saber a resposta a todas).
Como apoiar a criança?
- Esteja disponível para ouvir os pensamentos e as histórias da criança. Deixe-a fazer perguntas e responda o mais honestamente possível. Limite-se a responder à pergunta, nem mais, nem menos, e não tenha medo de dizer que não sabe. Devolva com a pergunta “O que é que tu achas?”. Procurem as respostas em conjunto.
- Reconheça a dor da criança. Abra a possibilidade de ela se expressar, ao seu jeito. Ou seja, sem pressionar. Se a criança está a chorar é melhor dar-lhe um abraço e dizer algo como “Eu sei que dói!”, ao invés de tentar proteger a criança da dor com distrações, conselhos e prendas. Não diga à criança que sabe como é quando na realidade não sabe. Evite os obstáculos à comunicação
- Procure estar realmente presente quando está com a criança. Se também está de luto pode ser um grande desafio, mas tente ao máximo manter-se conscientemente presente com a criança no aqui e agora.
- Seja honesto. As crianças sabem sempre quando as coisas não estão bem. Comunique com ela de forma simples, honesta e clara sobre o que se está a passar e o que se passou. Diga o que sente. Não minta.
- Se a criança nunca tomar a iniciativa para falar, faça perguntas. É comum a criança guardar o seu sofrimento para não fazer os adultos, que também estão a sofrer, sofrer mais. Os adultos interpretam isso como sinal de que “já passou” e não querem lembrar à criança o sucedido para que ela não volte a entristecer.
- Crie estrutura e segurança. Todos temos necessidade de sentir segurança e certeza nas nossas vidas. Quando alguém próximo morre, essas necessidades são abaladas. Ajude a criança a manter rotinas, rituais e tradições, e/ou a criar novas rotinas, novos rituais e novas tradições que possam criar uma nova base de estrutura e segurança.
- Seja um porto seguro. Para satisfazer as necessidades de segurança e controlo, a criança também tem de saber que é cuidada. Que existe alguém que pode oferecer um espaço emocional e fisicamente seguro para a sua dor. É também relevante evitar que a criança sinta que tem de assumir responsabilidade pela dor das outras pessoas.
- Recorra à criatividade! A atividade criativa é uma ferramenta importante para trabalhar a dor da perda. Ofereça à criança opções diversas para exprimir as suas emoções. Pode ser desenhando, escrevendo, fazendo trabalhos manuais, brincando, ouvindo música, etc.
- Recorra à atividade física! Emoções fortes e desafiantes (como, por exemplo, o luto exprimido em agressividade e raiva) podem ser libertas através de atividade física.
Quando deve procurar ajuda profissional?
Deve procurar ajuda profissional se sentir que a criança continua a apresentar dificuldades durante muito tempo; nomeadamente em dormir, em concentrar-se, problemas com amigos e na escola ou um comportamento depressivo.
O luto, por norma, é trabalhoso, doloroso e cansativo. Tanto física como emocionalmente. É importante lembrar-se de que cada criança tem as suas reações e o seu processo de luto, e que cabe ao adulto adaptar-se às suas necessidades. E, neste processo, esteja consciente de que os seus dois contributos mais poderosos poderão ser a sua presença consciente e o reconhecimento dos estados emocionais da criança.
Mikaela Övén
Estudou ciências comportamentais na Universidade de Lund, Suécia, e é licenciada em Recursos Humanos com a especialidade de desenvolvimento de competências pela Universidade de Malmo, Suécia. É coach e practitioner em Programação Neurolinguística, certificada em Competências de Relacionamentos nas Escolas, facilitadora Family Lab e instrutora de Mindfulness certificada desde 2012. Estudou Generative Coaching, Family Communications e Positive Parenting. É também fundadora da Academia de Parentalidade Consciente. Trabalha também com empresas, organizações, escolas e infantários, facultandoworkshops, cursos e consultoria.
http://www.portoeditora.pt/paisealunos/para-os-pais/noticia/ver/?id=79964&langid=1&showcats=0&utm_source=artigo_%2079964&utm_medium=facebook%20&utm_campaign=PaiseAlunosFBPE
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