Mostrar mensagens com a etiqueta Uab. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Uab. Mostrar todas as mensagens

domingo, 20 de março de 2022

Conselhos de vida a partir de 4 anos | Lar de idosos para crianças de 4 anos



https://www.youtube.com/watch?v=FOivYsmL3MU



https://www.youtube.com/watch?v=aqttodhnFJc&list=PLsPVOdZ3LN6eDp32MBixK0cEcaOqEbsfd&index=2

 






 




sábado, 5 de setembro de 2020

Educação Formal e Educação não formal - diferenças entre duas educações

 

A educação na escola (educação formal) pode ser resumida como aquela que está presente no ensino escolar institucionalizado, cronologicamente gradual e hierarquicamente estruturado. A educação não-formal, porém, define-se como qualquer tentativa educacional organizada e sistemática que, normalmente, se realiza fora dos quadros do sistema formal de ensino, não se deve confundi-la com a informal, que é aquela na qual qualquer pessoa adquire e acumula conhecimentos, através de experiência diária em casa, no trabalho e no lazer.




"A primeira é formal por ter sido estabelecida pelo governo como educação padrão. Ela é praticamente obrigatória e se não seguir o padrão certamente lhe trará riscos, basta analisar como são feitos os filtros de contratação de profissionais nas empresas, a pessoa que esta recrutando recebe um currículo e a primeira coisa que ela faz é descer até o item Formação Acadêmica, se não for uma faculdade de primeira linha e um bom curso, o currículo automaticamente vai para o lixo.
A educação formal tenta transferir o conhecimento que o professor tem, e muitas vezes não tem, para o aluno, com a ajuda de livros e materiais de apoio. Durante uma hora ou mais o professor se dirige aos alunos falando sem parar. O grande problema é que o ser humano não consegue manter-se focado por muito tempo, muito do que é falado não é escutado, e muito pouco do que é escutado é aprendido. Não é a toa que a educação formal exige um esforço pessoal extra classe chamado lição de casa, só assim o aluno consegue realmente aprender o que foi ensinado."
Faremos também o destaque sobre o espaço e o tempo na escola necessário tanto para o educando quanto para o educador. Pois, este influenciará no ensino, na aprendizagem, na relação dos os membros escolares, desde o aluno até a coordenação na mesma.

A Educação na escola

A vivência do cotidiano escolar significa uma experiência de vida, localizada em um espaço, cuja materialização é muito objetiva. O conteúdo da experiência escolar varia de sociedades, de culturas, de escolas, de sujeitos.

Uma das tarefas mais complexas da coordenação pedagógica e dos dirigentes é reordenar os espaços, os tempos e o trabalho dos profissionais de modo a permitir que diferentes propostas pedagógicas se tornem realidade, acontecendo um processo real e complicado de comunicação entre os sujeitos. Ao organizar o tempo e o espaço escolar, não podemos perder na abstração das normas.

Para construir uma nova forma de organização dos tempos, é preciso superar a idéia de cronometrar o tempo, organizado em etapas em ascensão, calcado na tecnologia de aceleração, da qualidade total e da produtividade. Reorganizar o tempo na escola é dar aos alunos condições adequadas para pensar, agir e interagir com o conhecimento e com a vida.

Através de sindicatos e de fazer educativo no dia-a-dia escolar, os professores inovam o currículo, questionam o conteudismo das práticas pedagógicas, constroem projetos políticos-pedagógicos, recuperam a historia de vida dos alunos e da comunidade, interferem no processo de gestão e administração da escola, transgridem normas burocráticas e rígidas e indagam sobre a organização dos tempos e espaços.
A educação escolar tem como objetivo repassar conhecimentos segundo uma metodologia de ensino que opta pela fragmentação dos conteúdos e considera ser a retenção do aprendizado o objetivo final da atividade escolar, por mais que se insista em negar esse objetivo. O processo educacional relaciona-se com os fins da educação escolar. 
Quase todos os educadores têm consciência de que o objetivo da educação é a formação de sujeitos livres, autônomos, felizes e participantes da vida social, logo, cidadãos responsáveis.



Atualmente as exigências da educação são para o desenvolvimento e implemento de trabalhos escolares, nos quais os alunos sejam desafiados a pensar/refletir e a propor soluções para questões e problemas contemporâneos, sendo professor e aluno chamados de pesquisadores em interação.

O aluno deve desenvolver sua criatividade, sugerir, propor e solucionar problemas, levantar e reelaborar hipóteses, saber tomar decisões, desenvolver a capacidade de expressar por varias linguagens – trabalhando com diversas fontes de conhecimentos. Afinal, conhecer é descobrir a razão das coisas, é procurar soluções para o que não entendemos, é observar, questionar, registrar, analisar, generalizar.

Importante também à educação é a interdisciplinaridade, que é um principio mediador entre as diferentes disciplinas, elementos teórico-metodológico da diferença e da criatividade, de transversalidade que é um procedimento didático-pedagógico. Porém, não basta que se interagem conteúdos, a postura interdisciplinar envolve uma determinada forma de conceder e se relacionar com o conhecimento produzido socialmente. O envolvimento é condição para a prática de interdisciplinaridade. Um projeto de interdisciplinaridade de trabalho ou de ensino consegue captar a profundidade das relações conscientes entre as pessoas e entre pessoas e coisas.

Na reflexão dos princípios norteadores de uma prática interdisciplinar, é fundamental a compreensão de que a aprendizagem escolar é parte de um processo maior que é a vida social, na qual alunos e professores são sujeitos que compartilham espaços e tempos. Uma política interdisciplinar pressupõe uma renovação de idéias, valores e concepções. O que caracteriza a atitude interdisciplinar é a ousadia da busca, da pesquisa: é a modificação num exercício de pensar.

A interdisciplinaridade pode ser dificultada de acordo com o tempo e o espaço no qual a escola é organizada.


EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL

Na educação não-formal a cidadania é o objetivo principal, e ela é pensada em termos coletivos, se dá por meio da prática social. A educação não-formal caracteriza-se por não ter a importar em desenvolver um currículo predefinido, que se faz principalmente baseado em desejos, necessidades e interesses das pessoas que constituem os grupos envolvidos em ações e práticas desse campo educacional.

As propostas da educação não-formal têm como objetivo central enriquecer a biografia dos indivíduos, ampliando a gama de vivências e experiências formativas de crianças, jovens, adultos e idosos. Nela destaca-se o encontro de gerações, a mistura de idades, a não obrigatoriedade de frequência e a ocorrência de ações e experiências em espaços e tempos mais flexíveis, não restritos ou fixados por órgãos reguladores.


Ela designa em um processo com diversas dimensões, que correspondem a suas áreas de abrangência, que são:

a) a aprendizagem política dos direitos dos indivíduos enquanto cidadãos;

b) a capacitação dos indivíduos para o trabalho, por meio da aprendizagem de habilidades e/ou desenvolvimento de potencialidades;

c) a aprendizagem e exercício de práticas que capacitam os indivíduos a se organizarem com objetivos comunitários, voltadas para a solução de problemas coletivos cotidianos;

d) a aprendizagem dos conteúdos da escolarização formal, escolar, em formas e espaços diferenciados;

e) a educação desenvolvida na e pela mídia, em especial a eletrônica.

O que diferencia a educação não-formal da informal é que na primeira existe a intencionalidade de dados sujeitos em criar ou buscar determinadas qualidades e/ou objetivos, é define por uma ausência, em comparação ao que há na escola (algo que seria não-intencional, não-planejamento, não-estruturado), tomando como único paradigma à educação formal.


A educação informal decorre de processos espontâneos ou naturais, ainda que seja carregada de valores e representações, como é o caso da educação familiar, por exemplo, a educação transmitida pelos pais na família, no convívio com amigos, clubes, teatros, leitura de jornais, livros, revistas etc.

Para fins didáticos os campos da educação não-formal dividem-se em: destinado a alfabetizar ou transmitir conhecimentos que historicamente tem sido sistematizado pelos homens e mulheres, planejados para as clientelas sujeitos das ações educativas, com uma estrutura e uma organização distinta das organizações escolares, abrangendo a área que se convencionou chamar de educação popular e educação de jovens e adultos, e, abrange a educação gerada no processo de participação social, em ações coletivas não voltadas para o aprendizado de conteúdos da educação formal.



Cita Maria da Glória Gohn,

“Até os anos 80, a educação não-formal foi um campo de menor importância no Brasil, tanto nas políticas públicas quanto entre os educadores… Em alguns momentos, algumas luzes foram lançadas sobre a educação não-formal, mas ela era vista como uma extensão da educação formal, desenvolvida em espaços exteriores ás unidades escolares”. (p.91)

Antes esta educação era vista como uma união de processos esboçados de obtenção à participação indivíduos em áreas de extensão rural, animação comunitária, treinamento vocacional ou técnico, educação básica, planejamento familiar etc.

Nos anos 90, a educação não-formal alcançou modificação na economia, na sociedade e na área trabalhista, passando-se a estimular os processos de aprendizagem em grupos e a dar-se amplo destaque aos valores culturais que articulam as ações dos indivíduos. Falou-se de uma inovação na cultura organizacional que, em geral, exige a aprendizagem de habilidades extra-escolares. Têm colaborado também agencias e organismos internacionais, como a ONU e a UNESCO, bem como alguns estudiosos.

No Brasil, a educação não-formal nos últimos anos, vem se caracterizando por propostas de trabalho voltadas para a camada mais pobre da população, promovidas pelo setor público ou idealizadas por diferentes segmentos da sociedade civil, muitas vezes em parceria, com o setor privado, desde ONGs a grupos religiosos e instituições que mantêm parcerias com empresas. A divulgação também vem sendo explorada pela atuação da educação não-formal, preocupação e ações relativas a questões que envolvem a ecologia e problemas com o meio ambiente.

DISTINÇÃO ENTRE EDUCAÇÃO FORMAL E NÃO-FORMAL





Concluo que a sociedade, independente do grau de conhecimento que ela obtenha, tem que haver educação formal tanto quanto educação não-formal. Pois, não é limitado o lugar de aprendizagem, obtemos novos conceitos numa leitura de um livro assim como numa simples conversa amigável – (informal).

A educação não-formal, apesar de apontar e oferecer outras possibilidades diferentes das escolares, não burocratizadas, menos hierarquizadas, mais rápidas e algumas propostas mais econômicas, não deve tomar para si a salvação do sistema formal de ensino. Nesse caso, estaria contribuindo, inclusive para o desmanche da escola pública e para a desresponsabilização estatal/pública para com esse setor.

Penso que, tanto as oportunidades de acesso à formação e aquisição de conhecimentos oferecidos pela escola devem ser acessíveis a todos, como também as oportunidades oferecidas pelas diversas propostas de educação não-formal, favorecendo um trânsito democrático e igualitário dos “usuários” dessas diferentes e importantes vivências de socialização e formação.


A educação escolar ou a não-formal é como deveria ocorrer de fato, independente do contexto em que se dá o processo educacional, ele ocorra com qualidade (ou ao menos com a melhor qualidade dentro das possibilidades oferecidas e determinadas pelo momento sócio-histórico em questão). É de extrema importância deixar claro quais são essas condições, quais são os limites impostos por elas e quais as alternativas para superá-las.

Foi, e é o momento de redefinição de papeis, resignificação e reconstrução das identidades institucionais. Cabe salientar que o surgimento da educação não-formal não se dá com o objetivo de ocupar o espaço ou substituir o papel da educação formal e da informal, mas para dividir e partilhar os diferentes fazeres desse novo tempo.


A educação tem que ser livre, no espaço e no tempo, pois, o importante é o aprendizado necessário. Se possível de forma interdisciplinar.


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

GOHN, Maria da Glória. Educação não-formal e cultura política: impactos sobre o associativo do terceiro setor. São Paulo: Cortez, 2001.



Licenciatura em Educação - competências

 


sábado, 2 de junho de 2018

Problemas Sociais Contemporaneos


Aprender a adaptar-se à mudança
"O adulto contemporâneo (e não só a criança e o jovem) tem necessidade de aprender estratégias adaptativas face ao choque cultural provocado pelo ritmo acelerado do processo de mudança que atualmente se verifica.
A compressão do tempo, acelerando o metabolismo social, torna imperiosa a aprendizagem da adaptação aos novos ritmos de vida, através da racionalização de processos de decisão cada vez mais rápidos.Isto implica, aprender a dominar o medo ao desconhecido e a  assumir o estatuto de imigrante no tempo, interiorizando que o novo, o diverso e o transitório, não são maus em si: são riscos que contém ameaças mas também oportunidades de melhorar a qualidade de vida."     

 cada vez mais imperativo que se ganhem novas competências comunicacionais de modo a poder, com maior rapidez e melhor qualidade estabelecer, intensificar e gerir as efémeras relações sociais nos níveis interpessoal, grupal, organizacional e institucional.
Quanto à relação com o saber, o cidadão contemporâneo necessita de aprender a (re)aprender, a partir da consciência de que o saber é degradável e a ignorância uma constante. È indispensável que aprenda a selecionar, processar e difundir informação pertinente para a sua própria vida. O fenómeno da planetarização, por seu turno, torna urgente o investimento na aprendizagem sobre a unidade e sobre a diversidade da espécie humana, combatendo toda a espécie de etnocentrismos."



http://slideplayer.com.br/slide/389680/

"Desenham-se novas necessidades educativas às gerações contemporâneas, no sentido de aprenderem a gerir os conteúdos da mudança, protagonistas ativos da sua história e não como meros objetos da colisão civilizacional em curso. "

WWW.Uab.pt
Problemas Sociais Contemporaneos 
Hermano Carmo (coordenador)
Universidade Aberta 2001

terça-feira, 1 de maio de 2018

Livro: O lider e a liderança


Os conceitos de “líder” e de “liderança” têm sido usados ao sabor dos interesses de quem os profere. Cada um de nós costuma fazê-lo duma forma sapiencial traduzindo-se em várias formas e em inúmeros entendimentos. É comum ouvirmos dizer que um determinado individuo é um líder mas, simultaneamente, temos observado que outros dizem exatamente o contrário dessa mesma pessoa. Deste modo, suportado na fundamentação teórica da tese de doutoramento do autor, este livro aborda as inúmeras visões dos conceitos procurando desmitificar o nevoeiro existente em torno do tema. É defendido que as qualidades de liderança (caráter, honestidade, coragem, inteligência,…), tal como cada um as vislumbra e que tradicionalmente estão associadas ao “grande homem”, nada têm a ver com ser ou não ser um bom líder, pois as motivações, os interesses, e os anseios de cada um de nós, são muito diferentes despoletando, naturalmente, diferentes perceções. Esta obra poderá interessar, não somente aos estudantes das áreas da liderança, gestão, supervisão, organização e administração, mas também a todos os profissionais com curiosidade por este tema em geral, em particular os que ocupam cargos.


O Líder e a Liderança (Ricardo, 2014)
Caso pretendam adquirir o livro podem fazê-lo nas melhores livrarias (Bertrand, Wook,…) ou através da Chiado Editora (d.chiadoeditora@gmail.com). No Brasil pode ser adquirido nas redes livreiras Saraiva e Cultura.
Se tiverem dificuldades podem contactar diretamente o autor: Luís Ricardo (luisffricardo@gmail.com).

Livro: O Lider Charlatão



Este livro procura identificar os que se julgam com capacidades especiais de liderança, os que se julgam iluminados, os que se julgam imprescindíveis para orientar as nossas perdidas vidas, os que gostam de ter poder sobre os outros, os que afirmam que sem eles o grupo não conseguirá ter sucesso, em suma, os que nos dizem: “entrega-me a tua vida e continua idiota”. A estratégia normalmente usada é o aproveitamento das brechas do conhecimento, da ignorância e do medo resultando sempre em benefícios para o líder charlatão e para a sua organização. Procura-se, nesta obra, promover um pensamento reflexivo em detrimento de um pensamento intuitivo sem qualquer suporte lógico. Exalta-se a importância de uma vida livre, saudável e sem crenças. É um livro de libertação. A biologia, a antropologia, a sociologia e a filosofia racional são os suportes desta obra que nos aponta algumas das razões do ser humano gostar tanto de posições que lhe conferem poder. Carl Sagan e Bertrand Russell são os autores a quem Luís Ricardo pediu mais vezes ajuda."
http://www.arlindovsky.net/2018/04/sugestao-de-leitura-4/

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Psicologia do Desenvolvimento - Jean Piaget e Vygostky



https://www.youtube.com/watch?v=rWSmmYtryDI

Jean Piaget
Piaget estuda paralelamente o desenvolvimento cognitivo, o julgamento moral e a linguagem e consegue perceber a relação entre as estruturas cognitivas e o desenvolvimento social.
Nos estágios do desenvolvimento psíquico, Piaget distinguiu aspectos diferenciados, aos quais relacionamos: as funções de conhecimento, que são responsáveis pelo conhecimento que se tem do mundo e que incluem o pensamento; as funções de representação, que incluem todas as funções graças as quais representamos um significado qualquer, usando um significante determinado; e as funções afetivas, que constituem para Piaget, o motor do desenvolvimento cognitivo.
O desenvolvimento dessas funções, segundo Piaget , é marcado por períodos que preparam o individuo para o estágio seguinte.
Os estágios do desenvolvimento cognitivo são:
  • Estágio Sensório-Motor: que representa a conquista do universo pratico, através da percepção e dos movimentos.
  • Estágio Pré-Operatório: que é uma preparação e organização das operações concretas; a criança volta-se para a realidade e surge o aparecimento da linguagem.
  • Estágio Operatório: as ações são interiorizadas e se constituem operações, o que construía no plano da ação, agora consegue reconstruir no campo da representação, é neste estádio que a criança é capaz de cooperar.
  • Estágio de Operações Formais: que distingue entre o real e o possível.

Lev Semenovich Vygotsky
Para Vygotsky, a aprendizagem sempre inclui relações entre as pessoas.
Segundo a tradição marxista, Vygotsky considera que as mudanças que ocorrem em cada um de nós tem sua raiz na sociedade e na cultura.
A relação do individuo com o mundo está sempre mediado pelo outro.Para fazer a mediação, o homem também se utiliza de instrumentos, como por exemplo o machado para o lenhador.
No campo psicológico, o homem também se utiliza de instrumentos, só que agora chamados de “signos” que por sua vez também são por Vygotsky chamados de “instrumentos psicológicos”.
O signo é uma marca externa que auxilia o homem em tarefas que exigem memória ou atenção. Ex: fazer uma lista de compras por escrito.
Com o tempo, a utilização de marcas externas vai dar lugar a processos internos de mediação, chamados de processo de internalização.
As possibilidades de operação mental não constituem uma relação direta com o mundo real fisicamente presente; a relação é mediada pelos signos internalizados que representam os elementos do mundo, libertando o homem da necessidade de interação concreta com os objetos de seu pensamento.
Um dos instrumentos básicos que temos é a linguagem, onde Vygotsky trabalha com duas funções básicas: intercâmbio social- criação e utilização de sistemas de linguagem : que o homem utiliza para se comunicar com os seus semelhantes; e o pensamento generalizante, onde a linguagem ordena o real, agrupando todas as ocorrências de uma mesma classe de objetos, sob uma mesma categoria conceitual.
Antes de o pensamento e a linguagem se associarem, existe, uma fase pré-verbal e uma fase pré-intelectual. Após, os processos de desenvolvimento do pensamento e da linguagem se unem, surgindo assim o pensamento verbal e a linguagem intelectual. Podemos ainda dizer que é no significado da palavra que o pensamento e a fala se unem em pensamento verbal, mas não podemos nos esquecer que os significados continuam a ser transformados durante todo o desenvolvimento do individuo.
Deste modo é a função generalizante da linguagem que a torna um instrumento do pensamento.
A partir das concepções descritas acima, Vygotsky construiu o conceito de zona de desenvolvimento proximal, que é a distancia entre o nível de desenvolvimento real, que se costuma determinar através da solução independente de problemas pela criança, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado pela solução de problemas sob a orientação de um adulto, ou em colaboração com companheiros.
Concluímos assim dizendo, que para Vygotsky, as relações entre aprendizagem e desenvolvimento são indissociáveis.


Diferenças teóricas entre Piaget e Vygotsky
Comparando a teoria de Piaget e a de Vygotsky, poderemos notar as diferenças existentes entre elas.
Entre estas diferenças podemos destacar que a teoria de Piaget é construtivista, com ênfase no papel estruturante do sujeito, e também que Piaget reformou em bases funcionais as questões sobre pensamentos e linguagem. Por ser ao mesmo tempo pensador e cientista experimental, a Piaget interessava uma visão transformadora da epistemologia.
Apesar de a teoria de Vygotsky também apresentar um aspecto construtivista , seria na medida em que busca explicar o aparecimento de inovações e mudanças no desenvolvimento a partir do mecanismo de internalização.
Por outro lado, Vygotsky enfatiza o aspecto interacionista, pois considera que é no plano intersubjetivo, isto é, na troca entre as pessoas, que tem origem as funções mentais superiores, que são mecanismos psicológicos complexos, que envolvem controle consciente de comportamento, ação intencional e liberdade do individuo em relação às características do presente momento.
A teoria de Piaget também apresenta a dimensão interacionista, mas sua ênfase é colocada na interação do sujeito com o objeto físico, onde a criança observando este objeto ela vai aprender a afirmar unicamente o que ela percebe, a distinguir o que é real do que é produto da imaginação e conseqüência da afetividade, que influencia seu juízo; e, além disso, não está clara em sua teoria a função da interação social no processo de conhecimento.
Para Piaget, a criança se apodera de um conhecimento se “agir” sobre ele, pois aprender é modificar, descobrir, inventar.

Para Vygotsky, a aprendizagem sempre inclui relações entre as pessoas. A relação do individuo com o mundo está sempre mediado pelo outro. Este processo de mediação ou melhor dizendo os mediadores sempre vai estar entre o homem e o mundo real, estes mediadores são : Instrumentos e Signos.
Os estudos de Vygotsky sobre a aquisição de linguagem como fator histórico e social enfatizam a importância da interação e da informação lingüística para a construção do conhecimento. O centro do trabalho passa a ser, então, o uso e a funcionalidade da linguagem, o discurso e as condições de produção.
Já para Piaget o desenvolvimento cognitivo se dá pela assimilação do objeto de conhecimento a estruturas anteriores presentes no sujeito e pela acomodação dessas estruturas em função do que vai ser assimilado. A adaptação – que envolve a assimilação e a acomodação numa relação indissociável – é o mecanismo que permite ao homem não só transformar os elementos assimilados, tornando-os parte da estrutura do organismo, como possibilitar o ajuste e a acomodação deste organismo aos elementos incorporados. Quando o campo afetivo está afetado a adaptação não acontece, à criança assimila, pode até acomodar, mas a adaptação vai estar cortada.


Outro fator desenvolvido na teoria de Piaget é a maturação, onde acreditava-se que o desenvolvimento estivesse predeterminado e, o seu afloramento, vinculado apenas a uma questão de tempo.
Por sua vez Vygotsky criticou severamente este fator, pois acreditava que o desenvolvimento tinha sua origem nas capacidades humanas.
Outra divergência que notamos claramente é a respeito da fala egocêntrica. Enquanto que para Piaget é uma transição entre estados mentais individuais não verbais, de um lado, e o discurso socializado e o pensamento lógico de outro. Para Vygotsky está claramente associada ao pensamento e indica que a trajetória da criança vai dos processos socializados para os processos internos.
Desta forma, podemos dizer que para Vygotsky, o desenvolvimento é um processo que se da de fora para dentro, já para Piaget, o desenvolvimento se da de dentro para fora.

Bibliografia:
GOULART, Íris B. Piaget: experiências básicas para utilização pelo professor. Ed. Vozes, 12º ed. , 1997.
OLIVEIRA, Marta K. Vygotsky: Aprendizado e Desenvolvimento, um processo sócio-histórico. Ed. Scipione, 1993.
BOCK, Ana M. B.; FURTADO, Odair; TEIXEIRA, Maria L.T.- Psicologias: Uma Introdução ao estudo de Psicologia. Ed. Saraiva, 1992.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Educador Social


Na Pedagogia Social  o Educador Social

Poderá ser um bom interlocutor ou um mediador preferencial em assuntos de interesse coletivo.

As áreas de intervenção do educador social são muito vastas:

saúde, infância, juventude, educação escolar, autarquias, justiça, reeducação, etc. 

A estes técnicos pede-se empenhamento, dedicação, criatividade e muita coragem. terão que saber ouvir com atenção, serem intervenientes e tolerantes.




domingo, 19 de novembro de 2017

Licenciatura em Educação - competências


2017/2018
A Licenciatura em Educação forma profissionais ou técnicos superiores
 de educação com competências para atuarem dentro e fora do sistema 
educativo, em todos os seus níveis e compreendendo diversas 
modalidades de intervenção (educação, formação, gestão da 
formação, mediação, etc). 
Assim, o licenciado em Educação desenvolve competências para 
desempenhar, entre outras, funções ao nível de: 

- educação e formação para a cidadania; 
- formação (pedagógica) de formadores, conceção de projetos e de
 programas de formação e de intervenção socioeducativa; 
- formação em desenvolvimento pessoal, profissional e social, educação
 e formação de adultos, educação comunitária e animação cultural; 
- intervenção socioeducativa junto de grupos de risco, integração social
 e mediação; 
- direção, coordenação e supervisão em organismos ou entidades, 
públicas e privadas, ligadas à educação, formação, animação e 
desenvolvimento comunitário, o que inclui o caso dos centros sociais e
 da Segurança Social. 

domingo, 6 de agosto de 2017

Ser amigo - Musica da Turma do Balão Mágico

"Você é amigo e eu adoro";  "dificil é ter que explicar que é tão lindo"


"Bom mesmo é a gente encontrar um bom amigo"



https://www.youtube.com/watch?v=uoa-IBw9Fug&list=RDuoa-IBw9Fug#t=12

terça-feira, 4 de julho de 2017

Conferência Internacional "Pedagogia Social e Educação Social"



Universidade do Estado do Arizona esta oferecendo bolsas de estudo
"A Associação de Pedagogia Social, em colaboração com o Programa de Pedagogia Social e Cultural da Universidade Estadual do Arizona, a Organização de Estudantes de Graduação em Pedagogia Social e Cultural (SCP-GO), os Processos Educativos da Faculdade de Filosofia e Letras da BUAP e o Red Mexicana de Pedagogia Social, congratula-se em anunciar a Conferência Internacional " Pedagogia Social e Educação Social: Bridging tradições e inovações", que se realizará na Universidade Autónoma de Puebla, de 22 a 24 de fevereiro de 2018. "

A Associação de Pedagogia Social, o Programa de Pós-Graduação em Pedagogia Social e Cultural da Universidade do Estado do Arizona, a Organização de Estudos de Pedagogia Social e Cultural, em colaboração com Processos Educativos da Faculdade de Filosofia e Letras da BUAP y la Red Mexicana de Pedagogia Social, tem o prazer em anunciar o Congresso Internacional "Pedagogia social e educação social:  conectando tradições e inovações ", que é um empreendedor que leva a cabo na Universidade Autônoma de Puebla de 22 de fevereiro de 2018.  


Este congresso tem como Objetivo fortalecer tres ligações:

-Em primeiro lugar, congregará académicos e educadores sociais para promover a ligação entre teoría e prática. 
-Em segundo lugar reconhecer as tradições da pedagogia social e da educação social, e ao mesmo tempo se distinguirão iniciativas inovadoras nestes campos. 
-Em terceiro lugar, ter o inglês e o espanhol como idiomas oficiais do congresso, é possível promover o diálogo entre pedagogos e educadores sociais de diferentes continentes. 

http://www.socialpedagogy.org/2018conference-573186.html