domingo, 10 de junho de 2018

Envelhecimento ativo.


Em outras épocas e civilizações, ter "mais idade" significava ser o mais experiente e, por isso mesmo, o mais respeitado em seu meio. Em diversas sociedades (principalmente as orientais), os mais velhos eram os que detinham as funções de maior distinção e conduziam a sua comunidade: eram os sábios, os feiticeiros, os curandeiros, os conselheiros e os educadores. 

O Dia Internacional do Idoso é comemorado anualmente a 1 de outubro.Este dia foi instituído em 1991 pela (ONU) Organização das Nações Unidas e tem como objetivo sensibilizar a sociedade para as questões do envelhecimento e da necessidade de proteger e cuidar a população mais idosa. 

A mensagem do dia do idoso é passar mais carinho aos idosos, muitas vezes esquecidos pela sociedade e pela família.

Há diversos fatores que interferem no processo do envelhecimento e podem ser evitados ou suavizados por atitudes e estilos de vida que podemos adotar desde muito jovens.

No processo de envelhecimento biológico a prevenção e o controlo alimentar são essenciais para melhorar o bem estar do idoso, que face às alterações do funcionamento do organismo, as necessidades energéticas diminuem, principalmente se não houver atividade física. 


Nesta fase da vida é muito importante ter uma boa educação alimentar assente em alimentos ricos do ponto de vista nutricional. Deve evitar o consumo de álcool e de tabaco, proteger-se da intempérie (de excessos de calor, frio, humidade) e ter hábitos de sono regulares.


É importante ter uma vida social ativa, sendo que nesta fase da vida o convívio social é ainda mais importante, pois evita que os idosos se sintam sozinhos e deprimidos, assim como promove o exercício mental (através de jogos e outras partilhas), evitando desta forma a perda de neurónios e consequente memória. 

A socialização é um dos fatores que estimula os idosos a aderirem à atividade física, mantém-nos mais ativos, melhora a sua auto estima, contribuindo para o seu bem-estar e para uma melhor qualidade de vida. Quando alguém sorri, o organismo liberta endorfina, um harmónio responsável pela sensação de felicidade, prazer e bem-estar. Esta substância também é capaz de: ativar o sistema imunológico, melhorar a memória combater o stress e aliviar dores. 




E a vantagem é que nunca é tarde para começarmos. 
  • Adquirir hábitos saudáveis como a prática de exercício físico regular ajuda a melhorar a resistência, a capacidade funcional e cardiovascular e diminuir a perda de massa; sem falar no benefício à higiene mental que ela proporciona. 
  • Optar por uma alimentação saudável. 
  • Evitar hábitos de risco como tabagismo, álcool. 
  • Proteger-se do excesso do sol, calor, frio, humidade. 
  • Ter hábitos de sono regulares. 
  • Divertir-se sem excessos, 
  • Procurar adquirir cultura, relacionar-se com vários amigos. 
Tudo isto, já se tem demonstrado, é um excelente passaporte para um envelhecimento saudável. Sem esquecer-se de que a mente também deve ser sempre "exercitada" pois assim evita-se a perda de neurônios e consequentemente de memória. 





São fatores protetores da solidão e do isolamento social dos idosos, a existência da harmonia familiar assim como o desenvolvimento de uma boa autoestima, autonomia, amizades, convívio e partilha. Do mesmo modo a disponibilidade para aceitar apoio de sistemas externos ao seu meio que visam reforçar a capacidade do indivíduo em lidar melhor com as circunstâncias da vida. Temos o exemplo de centros de Dia, universidades seniores, assim como resposta social de apoio a atividades sociais, recreativas e culturais, organizadas e dinamizadas com participação ativa das pessoas idosas, residentes numa determinada comunidade.



A qualidade de vida das pessoas passa por adquirir hábitos saudáveis no seu dia-a-dia,  como a prática do exercício físico regular que ajuda a melhorar a resistência, a capacidade funcional e cardiovascular assim como diminui a perda de massa.
Grande parte das doenças crónicas como as doenças cardiovasculares, a hipertensão, a doença coronária, o acidente vascular cerebral, o enfarte, entre outras, como a diabetes e o aumento do colesterol, são passíveis, em grande parte, de prevenção, através de hábitos de vida e condições de vida saudáveis e promotoras das capacidades, ao longo de toda a vida individual, social e na comunidade.



Segundo os especialistas, 

  • a leitura é a atividade mais estimulante, pois evoca os mais variados tipos de memória ao mesmo tempo (a verbal e a visual). 
  • Outras atividades como jogos, palavras cruzadas, aprendizagem contínua (idiomas, música, artesanato, etc.) 
  • ou uma simples mudança de rotina (viajar, conhecer pessoas novas ou só mudar o trajeto ao andar pela rua) tira a mente do automático. 


Muitas ações preventivas estão ao alcance de grande parte da população e podem melhorar em muito a qualidade de vida dos idosos.




Na iminência de um mundo habitado por uma população mais envelhecida, há muito o que se fazer ainda no que diz respeito a direitos e políticas públicas.



Devemos repensar nossas crenças e atitudes em relação à velhice, nos preparando para a sua chegada. Além de lembrar que os idosos devem ser vistos como cidadãos ativos que ainda têm muito a contribuir com a sociedade através do seu conhecimento, transmitindo-o para outras gerações.  




"Cada fase em nossa vida é única, e como tal deve ser vivida... O dom da vida que nos foi dado, deve sempre ser valorizado no momento atual, pois não sabemos até quando vai nossa missão nesse pequeno espaço que ocupamos..."



O amor e a saúde mental.


Esta afirmação: “Saúde mental é sentir amor e calor humano pelas pessoas e gostar de estar perto delas”, (citada pelo Dr. Dennis O’Donovan durante uma entrevista sobre Neuróticos Anônimos num programa de televisão), é aquilo que vimos repetindo há muito tempo no JOURNAL. Temos sempre sustentado a tese de que amar os outros, pensar nos outros e servi-los é o que constituí a saúde mental (ver “A Resposta para a Doença Emocional: AMOR” no JOURNAL de novembro de 1965).

O que havia da errado connosco, quando estávamos doentes – e o que há de errado com todas as pessoas doentes – era a nossa incapacidade de amar, incapacidade de amar os outros, a nós mesmos, a Deus, a natureza, a vida, o mundo. Era essa a causa fundamental da nossa doença, apenas isso e nada mais. Podemos ter pensado, e de fato pensamos, que foram determinados problemas os causadores da nossa doença. Mas o egoísmo e a incapacidade de amar é que haviam causado os problemas que considerávamos como sendo responsáveis pelo nosso infortúnio.

Mas a prova infalível da questão está no fato de que aprendendo a amar nós nos curamos. Aprender a amar, e nada mais, é a nossa cura. Quando aprendemos a amar, desaparece a doença emocional e mental e passamos a ver os nossos problemas como eles realmente são.

É a incapacidade de amar que nos isola, que nos torna solitários e infelizes, incapazes de nos darmos bem com quem quer que seja, inclusive com nossas famílias, e que causa todas as outras dificuldades. Aqueles que não sabem amar não podem encontrar paz em parte alguma. Aqueles que amam encontram paz onde quer que estejam.

“É o amor que faz o mundo girar”, “O amor tudo conquista” são expressões que ouvimos com freqüência e o que elas realmente querem dizer é que amar os outros é sinônimo de saúde mental. 

Sentimo-nos felizes por essa verdade ter sido enunciada por uma autoridade no campo da doença mental, ao declarar que “Saúde mental é sentir amor e calor humano pelas pessoas e gostar de estar perto delas, “concordamos entusiástica e plenamente”. Vamos abreviar o que foi dito, resumindo tudo numa breve afirmação: AMAR OS OUTROS É SAÚDE MENTAL.

https://www.psicologiasdobrasil.com.br/saude-mental-e-sentir-amor-pelos-outros/

Cronica do tempo recitado por Rolando Boldrin




«O mundo é um relógio, e o dinheiro é a mola que controla os relógios dessa vida. 
Se o senhor tiver tempo pra ouvir minha historia eu começo lhe contando que toda minha vida foi um grande desencontro entre o tempo e as oportunidades.
Deus nosso senhor que perdoe-me a sinceridade mas até hoje não entendi porque é que pra tudo na minha vida eu sempre cheguei muito tarde ou muito cedo; 



Pra começar nasci fora de tempo, sou de sete meses, e se foi cedo de mais pra dar dores e tristezas a minha mãe com essa minha pressa de nascer, foi tarde de mais pra dar alegria ao meu pai coitado, ele morreu antes de me conhecer, ai começa o meu rosário com o tempo.
Já na idade de ir pra escola foi um tormento, minha mãe coitada corria pra lá e pra cá comigo de mão dada e sempre recebendo o mesmo desengano coitada, "Não pode dona, só pro ano que vem é cedo ainda" ou então "Tarde mais dona as matriculas já estão todas fechadas". 
Com o tempo eu fui crescendo, já mocinho eu procurava emprego, porta de oficina, serviço diferente, coisa de pequena paga e aquelas palavras do tempo me seguindo, sempre acontecendo comigo como um relógio do destino, "Olha moço não tem vagas, se você tivesse sido esperto... Agora o quado de funcionários já está completo". 




Eu me lembro que até pra o amor eu me atrasei, quando pra aquela garota que eu gostava me declarei ela falou pra mim, "Você chegou tarde de mais, já dei meu coração pra outro rapaz". 
Mesmo assim um dia me casei e desse casamento nasceu um menino muito bonito, foi a unica coisa que me chegou na hora certa, porque ele foi a porta aberta para o meu riso, riso que eu já nem sabia mais como era o jeito; dei a ele o nome de Vitorio, ia ser meu grande vingador, pra me vingar do tempo, das horas, dos relógios e até dos segundos; pra me vingar dos donos desse relógio que é o mundo, o meu grande vingador...
Vitorio foi crescendo como pode, logo já tinha cinco anos, e a vida, o tempo como um inimigo traidor sempre me espiando, um dia meu filho adoeceu como toda criança e eu trabalhava num faz de tudo, pra nada lhe faltar, num dia só fui camelô, entregador de encomenda, jardineiro, Tudo! 
E chegava em casa cansado e cheirando mal de suor, pra lhe abraçar e lhe beijar, e o coitadinho doentinho dava dó, estava sofrendo. 



Então trouxe o Medico para vê-lo, que logo me disse como homem bom que era, "Corre vá logo comprar esse remédio, quem sabe com isso ele não melhora". 
Como eu não tinha dinheiro para o remédio, peguei um despertador lá de casa a unica coisa de valor, pensando que podia vender ele num brechó, e sai correndo muito; até hoje não entendi porque ouvi uns gritos na rua "Pega ladrão" e gente se aproximando de mim, quem sabe pensando que eu fora de fato algum ladrão, e foi soco, abordoada e quando eu pude perceber já estava de pé na frente de um delegado. 
Doutor, meu filho ta doente, ta morrendo, por favor eu tenho aqui a receita olha, e supliquei já chorando e o delegado já acreditando disse ao guarda, "pega o carro" leva o moço e me dando do seu dinheiro disse, "Corre compra o remédio do seu filho". E eu fui correndo e comprei o remédio e voltei como um raio, mas como sempre na vida eu corri contra o tempo, esse covarde...
Quando abracei meu filho foi que eu vi, mais uma vez eu tinha chegado tarde...»


As crianças a natureza e o tempo.


O tempo perguntou ao tempo, quanto tempo o tempo tem. O tempo respondeu ao tempo, que o tempo tem o tempo que o tempo tem!


O trava-línguas mais famoso de nossas infâncias, vai além de um jogo de sons e palavras e nos provoca uma reflexão: quanto tempo?
Quando falamos de natureza vem à ideia um espaço/ lugar onde há diversidade de plantas, animais e se respira ar puro ao contrario dos espaços fechados. Mas a questão do tempo – tanto o tempo físico como o tempo percebido -, é também parte fundamental na natureza.
Estar com a natureza significa que, além de estar em um lugar mais verde, podemos descontrair e relaxar, e ao mesmo tempo se "desliga"  tempo do relógio/ vida do dia a dia. 
As crianças podem ter tempo aquele tempo que não pode ser medido, que só pode ser vivido.


Quanto e qual tempo você e seu filho(a) têm para brincar na natureza?
As crianças podem tocar e cheirar as plantas e as questões vão surgindo: quanto tempo demora uma planta a crescer? quanto tempo demora uma folha a abrir? ou um botão de uma flor que se forma no pequeno caule? Desde nascimento da plantinha, o seu crescimento até o seu desbrochar . Quanto tempo isso demora?
A vida na natureza tem o tempo para  desenvolver, mas que de repente, quando nos damos conta, nos surpreende com tanta transformação…

É importante e saudável levar as crianças a um parque, um jardim ou outra área natural e esqueça do tempo do relógio! 
Procure um lugar confortável para se sentar, no meio das plantas. Feche os olhos. Respire por alguns minutos, prestando atenção em sua respiração e observando a diminuição do seu ritmo, você se relaxar. Então, abra os olhos e mantenha-se parado em uma mesma posição, como se você fosse uma estátua. Nesse momento, comece a observar quanto tempo a natureza leva para voltar ao ritmo anterior ao da sua chegada. Depois de um momento nessa interação, em que o seu ritmo e o da planta se integram, você pode finalizar o exercício, levantando-se ou movendo-se em outra direção.

 O que observou com essa experiência? Deu tempo de fazê-la dentro do que período marcado no relógio? Como ficou sua percepção do tempo? O que é o tempo da natureza pra você, agora? Em que medida você e ela vivem o mesmo “tempo”? 
E, por fim, a questão mais importante: Quem é você senão a natureza acelerada pelos seus próprios processos mentais?



As crianças nascem com esse tempo único, um tempo natural. A rotina do dia a dia do relógio dos adultos retira o tempo ao tempo que se torna em algo mecânico, que pode ser medido de forma independente do que é sentido, e fica bem pequeno, apertado. E isso pode gerar sofrimento, já que a criança teve que abandonar seu estado natural com o qual nasceu. 
Quando existe "hora para tudo", não temos tempo para nada! E as expressões da vida acabam passando despercebidas.

Estabelecer uma relação frequente com a natureza nos ajuda a aprender a respirar tranquilos em meio às atividades cotidianas e a retomar o contato com o tempo natural. Esse tempo é nosso, pois nós também somos natureza. E isso pode acontecer de diferentes maneiras e intensidades. Ter uma plantinha em casa, à qual se dedica a cuidar diariamente, estabelece uma perceção/ligação com as mudanças, crescimento e transformações. Com ela, aprende-se a perceber o ciclo das folhas – quando secam e caem, as novas que nascem. Compreende o aparecimento das flores, consegue inclusive sentir/perceber quando ela precisa de mais água, de nutrientes, de luz, de companhia.

Estar mais frequentemente em espaços naturais,  – seja num parque, uma jardim ou o seu próprio quintal – permite que se crie vínculo com esse espaço/tempo. Há um conhecimento mais próximo das árvores, dos pássaros, das plantas e há a oportunidade de observá-los com mais atenção. Estes laços nos permitem perceber e sentir o espaço de maneira mais sensível, transformando-o em um lugar especial.
Os ciclos da natureza se tornam perceptíveis. Aprende-se a entender melhor quando as folhas de uma árvore caem, quando um determinado tipo de semente aparece pelo chão, quando surgem aquelas pequenas flores pelos canteiros. Aprende-se a compreender o tempo das lagartas e o das borboletas.

Esta relação de tempo, espaço e lugar dá à rotina dos adultos um ritmo e uma qualidade diferentes. Imagine, então, o que acontece quando a criança pode viver isso.. Que riqueza será para ela não ser obrigada a sair da percepção de tempo que lhe é natural! E viver cercada por adultos que compreendem e vivem profundamente o que é o tempo natural de ser e se desenvolver.
Um tempo natural da infância, natural da vida e da natureza. Com tempo para tudo.
Essa liberdade permite não só que a criança conheça os ciclos naturais no ambiente, mas em si mesma. Cria uma experiência na qual ela se percebe em cada movimento que faz – e que se transformam a cada dia -, para correr na relva, para tentar chegar a um ramo conforme seu corpo cresce…

O tempo, assim, se torna o poeta que faz poesia por meio da vida que desabrocha em todos nós!

sábado, 2 de junho de 2018

Reportagem sobre as crianças do Gana













A educação de adultos





É fundamental incentivar os adultos a aprender, a refletir e praticar as suas próprias habilidades sociais e emocionais , para o sucesso da implementação de um currículo de competências sociais e emocionais. A construção de relações, num ambiente de interacção, reflexão e colaboração (cooperação) . 

A importancia e o papel das competencias socioemocionais ganhou forma no mundo inteiro ao longo das ultimas décadas. O aparecimento, nos anos 90, do Paradigma do Desenvolvimento Humano, proposto pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e a publicação do Relatório Jacques Delors, organizado pela Unesco, representaram um importante passo para o debate sobre a importancia de uma educação plena, que considera o ser humano na sua integralidade.  
O primeiro texto coloca as pessoas no centro dos processos de desenvolvimento e destaca a educação como oportunidade central para prepará-las para escolhas e ajudá-las a transformar as suas capacidades em competências.
     
O Relatório da UNESCO sugere um sistema de ensino assente em quatro pilares

Nas mais diversas áreas (Educação, psicologia e neurociências) começam a ser definidas por especialistas quais seriam as competências necessárias ao alcance dos quatro pilares propostos e se existiriam outros grandes objetivos para a aprendizagem. Foram feitos estudos onde investigaram a relação entre o desenvolvimento socioemocional e desenvolvimento cognitivo assim como a união dos dois com os vários contextos de aprendizagem (família, escola, comunidade, ambiente laboral etc.) e com outros indicadores de bem estar ao longo da vida (saúde, segurança, renda, entre outras).

Que competências socioemocionais podem ser desenvolvidas?
Neste processo, tanto crianças como adultos, aprendem a colocar em prática as melhores  atitudes e habilidades para controlar emoções, alcançar objetivos, demonstrar empatia, manter relações sociais positivas e tomar de cisões de maneira responsável entre outros. Uma abordagem como essa pode ajudar, por exemplo, na elaboração de práticas pedagógicas mais justas e eficazes.
A preocupação com o desenvolvimentondessas caracteristicas sempre foi objetivo da Educação e precisa ser entendido como um processo de formação integral que não se restringe à transmissão de conteúdos.
" Estamos a falar de uma mudança de cultura, de compreensão da vida, do que acreditamos que é o ser humano, o conhecimento e a aprendizagem" explica a Anita Abed consultora da Unesco (Organização das Nações Unidas para a educação e Cultura). "O conhecimento em si deve ser amplamente significativo e agradável, algo da ordem socioemocional".


Anita Abed, consultora da UNESCO e autora de estudo-base sobre competência socioemocionais para o Conselho Nacional de Educação, explica como a abordagem ajuda a formar um cidadão completo

A nova visão não implica em deixar de lado o grupo de competências conhecidas como cognitivas (interpretar, refletir, pensar abstratamente, generalizar aprendizados), até porque elas estão relacionadas estreitamente com as socioemocionais. 

Problemas Sociais Contemporaneos


Aprender a adaptar-se à mudança
"O adulto contemporâneo (e não só a criança e o jovem) tem necessidade de aprender estratégias adaptativas face ao choque cultural provocado pelo ritmo acelerado do processo de mudança que atualmente se verifica.
A compressão do tempo, acelerando o metabolismo social, torna imperiosa a aprendizagem da adaptação aos novos ritmos de vida, através da racionalização de processos de decisão cada vez mais rápidos.Isto implica, aprender a dominar o medo ao desconhecido e a  assumir o estatuto de imigrante no tempo, interiorizando que o novo, o diverso e o transitório, não são maus em si: são riscos que contém ameaças mas também oportunidades de melhorar a qualidade de vida."     

"É  cada vez mais imperativo que se ganhem novas competências comunicacionais de modo a poder, com maior rapidez e melhor qualidade estabelecer, intensificar e gerir as efémeras relações sociais nos níveis interpessoal, grupal, organizacional e institucional.
Quanto à relação com o saber, o cidadão contemporâneo necessita de aprender a (re)aprender, a partir da consciência de que o saber é degradável e a ignorância uma constante. È indispensável que aprenda a selecionar, processar e difundir informação pertinente para a sua própria vida. O fenómeno da planetarização, por seu turno, torna urgente o investimento na aprendizagem sobre a unidade e sobre a diversidade da espécie humana, combatendo toda a espécie de etnocentrismos."



http://slideplayer.com.br/slide/389680/

"Desenham-se novas necessidades educativas às gerações contemporâneas, no sentido de aprenderem a gerir os conteúdos da mudança, protagonistas ativos da sua história e não como meros objetos da colisão civilizacional em curso. "

WWW.Uab.pt
Problemas Sociais Contemporaneos 
Hermano Carmo (coordenador)
Universidade Aberta 2001