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sábado, 2 de junho de 2018

A educação de adultos





É fundamental incentivar os adultos a aprender, a refletir e praticar as suas próprias habilidades sociais e emocionais , para o sucesso da implementação de um currículo de competências sociais e emocionais. A construção de relações, num ambiente de interacção, reflexão e colaboração (cooperação) . 

A importancia e o papel das competencias socioemocionais ganhou forma no mundo inteiro ao longo das ultimas décadas. O aparecimento, nos anos 90, do Paradigma do Desenvolvimento Humano, proposto pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e a publicação do Relatório Jacques Delors, organizado pela Unesco, representaram um importante passo para o debate sobre a importancia de uma educação plena, que considera o ser humano na sua integralidade.  
O primeiro texto coloca as pessoas no centro dos processos de desenvolvimento e destaca a educação como oportunidade central para prepará-las para escolhas e ajudá-las a transformar as suas capacidades em competências.
     
O Relatório da UNESCO sugere um sistema de ensino assente em quatro pilares

Nas mais diversas áreas (Educação, psicologia e neurociências) começam a ser definidas por especialistas quais seriam as competências necessárias ao alcance dos quatro pilares propostos e se existiriam outros grandes objetivos para a aprendizagem. Foram feitos estudos onde investigaram a relação entre o desenvolvimento socioemocional e desenvolvimento cognitivo assim como a união dos dois com os vários contextos de aprendizagem (família, escola, comunidade, ambiente laboral etc.) e com outros indicadores de bem estar ao longo da vida (saúde, segurança, renda, entre outras).

Que competências socioemocionais podem ser desenvolvidas?
Neste processo, tanto crianças como adultos, aprendem a colocar em prática as melhores  atitudes e habilidades para controlar emoções, alcançar objetivos, demonstrar empatia, manter relações sociais positivas e tomar de cisões de maneira responsável entre outros. Uma abordagem como essa pode ajudar, por exemplo, na elaboração de práticas pedagógicas mais justas e eficazes.
A preocupação com o desenvolvimentondessas caracteristicas sempre foi objetivo da Educação e precisa ser entendido como um processo de formação integral que não se restringe à transmissão de conteúdos.
" Estamos a falar de uma mudança de cultura, de compreensão da vida, do que acreditamos que é o ser humano, o conhecimento e a aprendizagem" explica a Anita Abed consultora da Unesco (Organização das Nações Unidas para a educação e Cultura). "O conhecimento em si deve ser amplamente significativo e agradável, algo da ordem socioemocional".


Anita Abed, consultora da UNESCO e autora de estudo-base sobre competência socioemocionais para o Conselho Nacional de Educação, explica como a abordagem ajuda a formar um cidadão completo

A nova visão não implica em deixar de lado o grupo de competências conhecidas como cognitivas (interpretar, refletir, pensar abstratamente, generalizar aprendizados), até porque elas estão relacionadas estreitamente com as socioemocionais. 

domingo, 3 de janeiro de 2016

Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI

     "Para poder dar resposta ao conjunto das suas missões, a educação deve organizar-se em torno de quatro aprendizagens fundamentais que, ao longo de toda a vida, serão de algum modo para cada indivíduo, os pilares do conhecimento: aprender a conhecer, isto é adquirir os instrumentos da compreensão; aprender a fazer, para poder agir sobre o meio envolvente; aprender a viver juntos, a fim de participar e cooperar com os outros em todas as atividades humanas; finalmente aprender a ser, via essencial que integra as três precedentes. É claro que estas quatro vias do saber constituem apenas uma, dado que existem entre elas múltiplos pontos de contato, de relacionamento e de permuta."

Ø  Aprender a conhecer: supõe aprender a aprender. Significa o interesse, a curiosidade, a abertura para o conhecimento. Significa também ser capaz de estabelecer pontes entre os diferentes saberes, entre estes saberes e seus significados para nossa vida cotidiana. Nesse sentido, o espírito científico como uma aquisição fundamental da aventura humana, é indispensável.   
Ø  Aprender a fazer: é o aprendizado da criatividade. 'Fazer' também significa fazer o novo, criar... Para aprender a fazer, é necessário combinar a qualificação técnica de realizar uma tarefa com o comportamento social, a aptidão para o trabalho em equipe e a capacidade de iniciativa. Aprender a fazer revela a coragem de correr riscos, de errar mesmo na busca de acertar.   
Ø  Aprender a conviver: implica em aprender a viver com os outros, em descobrir progressivamente o outro, em reconhecer-se a si mesmo na face do Outro. Implica também na aprendizagem da tolerância, da cooperação, da não-violência, do respeito a todos e às normas que regem as relações entre os seres que compõem uma coletividade. Trata-se de um aprendizado permanente, que deve começar na infância e continuar ao longo da vida.   
Ø  Aprender a ser: supõe o desenvolvimento total da pessoa, que deve ser preparada para elaborar pensamentos autônomos e críticos e para formular os seus próprios juízos de valor, de modo a poder decidir, por si mesma, como agir nas diferentes circunstâncias da vida. Aprender a ser integra as diversas dimensões da vida, explicita o papel do cidadão e o objetivo de viver.


http://ftp.infoeuropa.eurocid.pt/database/000046001-000047000/000046258.pdf