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terça-feira, 8 de outubro de 2024

O Papel da Empatia na Liderança

O que é empatia? “Empatia é a arte de se colocar no lugar do outro por meio da imaginação, compreendendo seus sentimentos e perspectivas e usando essa compreensão para guiar as próprias ações”. Quando li esta definição pela primeira vez, tomei um susto. Eu achava que todo bom líder deveria fazer aos seus liderados o que ele gostasse que fizessem para ele próprio: ledo engano. George Bernard Shaw observou isso em seu estilo característico, dizendo: “Não faça aos outros o que gostaria que lhe fizessem – eles podem ter gostos diferentes dos nossos”. Para mim, esta declaração foi um choque! Pela primeira vez comecei a imaginar que nem todos na minha equipe eram apaixonados por ler, estudar, aprender por meio de testes e aportar este conhecimento em novos negócios. Aprendi que nem todos tinham o sonho de serem meus associados ou complementarem sua formação por meio de um mestrado ou doutorado. Comecei a entender que para tirar o melhor proveito da equipe, com o maior engajamento possível, deveria focar na empatia. A partir disso, para ter mais empatia, sugiro alguns hábitos que têm me ajudado bastante a melhorar como líder e como pessoa. Estou longe de chegar aonde quero, mas estes 6 hábitos são realmente interessantes. Quais são os hábitos para gerar Empatia? Hábito 1: Acione seu cérebro empático. Mudar nossas estruturas mentais para reconhecer que a empatia está no cerne da natureza humana e pode ser expandida ao longo de nossas vidas; Hábito 2: Dê um salto imaginativo. Fazer um esforço consciente para colocar-se no lugar de outras pessoas – inclusive nossos “inimigos” – para reconhecer sua humanidade, individualidade e perspectivas; Hábito 3: Busque aventuras experiencias. Explorar vidas e culturas diferentes das nossas por meio da imersão direta, viagem empática e cooperação social; Hábito 4: Pratique a arte da conversação. Incentivar a curiosidade por estranhos e a escuta radical, além de tirar nossas máscaras emocionais; Hábito 5: Viaje em sua poltrona. Transportarmo-nos paras as mentes de outras pessoas com a ajuda da arte, da literatura, do cinema e das redes sociais; Hábito 6: Inspire uma revolução. Gerar empatia numa escala de massa para promover mudança social e estender nossas habilidades empáticas para abraçar a natureza. Empatia 2De todos esses hábitos, prático muito os de número 2, 3 e 5. Ler um bom livro, como uma biografia, por exemplo, é um ótimo meio de conseguirmos expandir nosso referencial empático. Sejam líderes com EMPATIA. Isso os tornará um líder que inspira pessoas, o que é o melhor reconhecimento do sucesso de seu trabalho. Para mais, Green Belt e Black Belt FM2S. Como a empatia se difere da simpatia? Tanto a empatia quanto a simpatia são fundamentados na compaixão e na partilha comum de sentimentos e experiências. A simpatia é um sentimento de cuidado e preocupação por alguém e o sincero desejo de ver essa pessoa se sentir melhor ou mais feliz. A simpatia vai além de apenas sentir pena quanto à situação de alguém e mostra uma autêntica preocupação pelo seu bem-estar. No entanto, a simpatia, ao contrário da empatia, não envolve uma perspectiva compartilhada de emoções. A empatia é mais focada em identificar-se pessoalmente ou projetar-se na situação de outra pessoa. Você pode sentir simpatia por alguém que acabou de perder o emprego, mas se você nunca perdeu um emprego, é difícil sentir empatia. Ou você pode sentir simpatia por alguém que se divorciou recentemente, mas é difícil simpatizar porque é muito desconfortável se colocar no lugar da pessoa que está passando por isso. Ou, ainda, você pode sentir simpatia por alguém que acabou de perder dinheiro no mercado de ações, porque você também fez isso, mas sua simpatia é fundamentada mais em seus próprios sentimentos de frustração do que na da outra pessoa. Para poder "empatizar", é preciso muita imaginação, esforço e muitas vezes uma experiência similar - para conseguir colocar-se no lugar de outro. A empatia envolve algum nível de vontade de se estender ao espaço emocional de outra pessoa e ficar lá com ela, mesmo que seja desconfortável. É uma maneira de dizer: "Eu entendo você porque sou você e estou disposto a compartilhar sua dor". Quais os benefícios da empatia? A empatia é um componente primário na inteligência emocional e o fundamento de viver uma vida honrosa e significativa. Os seres humanos são criaturas sociais e por isso o ingrediente-chave de todos os relacionamentos bem-sucedidos é compreender as necessidades e emoções dos outros. Aqui estão alguns outros motivos convincentes para praticar empatia, pois ela:
Promove sentimentos de prazer e satisfação; Expande suas percepções; Conecta e transforma seus relacionamentos, além de remover bloqueios para a ação; Faz você mais disposto a ajudar os outros, mesmo que isso vá contra seus próprios interesses; Reduz o preconceito e o racismo e promove a compreensão; Aumenta a intimidade e a satisfação em seu relacionamento amoroso; Ajuda na resolução de conflitos; Reduz o bullying e a agressão em crianças; Promove atos heroicos e desinteressados; Equilibra a desigualdade e a disparidade social; Por parte dos dos gerentes, cria funcionários mais felizes e mais satisfeitos; Promove melhor saúde e bem-estar emocional em pacientes. A empatia é uma prática que irá enriquecer sua vida e expandir sua experiência do mundo ao seu redor. Ao sair do casulo de sua própria existência, problemas e emoções, você está se conectando a um nível mais profundo e mais satisfatório de engajamento e conscientização. Se a empatia não vem naturalmente para você, ou se você se cortou da empatia porque teme que seja muito doloroso, você pode aprender a cultivá-la nas suas experiências diárias com pouca prática e esforço. Como cultivar a empatia? Simplesmente através da conscientização sobre o poder da empatia, além de uma mudança em sua mentalidade, você começará a se perceber mais empático. Se você é alguém com o menor interesse no crescimento pessoal, desenvolver empatia é a lição 101 em seu currículo. Para expandir-se como pessoa, você deve ser capaz de abraçar a grande variedade de experiências de vida - experimentando-as ou se colocando no lugar de alguém que as experimenta. Não podemos crescer se ficarmos isolados nas pequenas caixas de nossas próprias vidas. Aqui estão algumas maneiras de começar a desenvolver mais empatia: Quando você está com outra pessoa, tente concentrar sua atenção para fora, de moda a entender seus comportamentos, modos ou expressões. Esteja totalmente presente e escute atentamente quando falam, em vez de ficar preso dentro de sua própria cabeça ou preparar sua resposta. Não seja muito rápido para oferecer soluções ou minimizar a situação ou a dor do outro. Mostre, com seu contato visual, expressões e linguagem corporal que você "capta" o que está acontecendo com eles. Reflita de volta para a outra pessoa o que você está ouvindo ela dizer. Permita que ela se sinta profundamente ouvida. Isso não pode ser uma repetição de suas palavras, mas um reflexo sincero dos sentimentos por trás das palavras que foram faladas. Fisicamente, espelhe a outra pessoa, em sua linguagem corporal, se você conseguir fazê-lo sem que pareça estranho. Fazemos isso inconscientemente com pessoas que gostamos, então tente fazê-lo intencionalmente para mostrar conexão. Imagine ativamente que você é essa pessoa e que seu desafio ou dor é seu. Permita-se sentir os sentimentos de tristeza, raiva, arrependimento, medo, dor, vergonha ou culpa que sentem. É somente através do sentimento do que os outros sentem que podemos realmente simpatizar com eles. Estenda-se para falar mais com pessoas de diferentes culturas, origens socioeconômicas, religiões ou persuasões políticas. Passe algum tempo fora de sua "tribo" para que você possa entender melhor de onde os outros estão vindo e por que eles são as pessoas que são. Desafie seus pressupostos sobre os outros e recue seus preconceitos pessoais. É difícil ser empático quando confia em estereótipos com os quais você não pode se relacionar. Saia da sua zona de conforto e procure oportunidades para desafiar suas crenças e opiniões arraigadas.
Conclusão Ter simpatia por outro é um ato de bondade e compaixão. Mostrar empatia por outro é um ato de serviço. Com empatia, você se estende para encontrar o outro onde ele está; parar por um tempo, ficar com ele em seu sofrimento. Ambos são necessários para a sua evolução pessoal, mas a empatia tem o poder de nos transformar e elevar, enquanto faz do mundo um lugar melhor. empatia hábitos líder liderança liderar Virgilio F. M. dos Santos Virgilio F. M. dos Santos Sócio-fundador da FM2S, formado em Engenharia Mecânica pela Unicamp (2006), com mestrado e doutorado na Engenharia de Processos de Fabricação na FEM/UNICAMP (2007 a 2013) e Master Black Belt pela UNICAMP (2011). Foi professor dos cursos de Black Belt, Green Belt e especialização em Gestão e Estratégia de Empresas da UNICAMP, assim como de outras universidades e cursos de pós-graduação. Atuou como gerente de processos e melhoria em empresa de bebidas e foi um dos idealizadores do Desafio Unicamp de Inovação Tecnológica.

domingo, 10 de junho de 2018

O amor e a saúde mental.


Esta afirmação: “Saúde mental é sentir amor e calor humano pelas pessoas e gostar de estar perto delas”, (citada pelo Dr. Dennis O’Donovan durante uma entrevista sobre Neuróticos Anônimos num programa de televisão), é aquilo que vimos repetindo há muito tempo no JOURNAL. Temos sempre sustentado a tese de que amar os outros, pensar nos outros e servi-los é o que constituí a saúde mental (ver “A Resposta para a Doença Emocional: AMOR” no JOURNAL de novembro de 1965).

O que havia da errado connosco, quando estávamos doentes – e o que há de errado com todas as pessoas doentes – era a nossa incapacidade de amar, incapacidade de amar os outros, a nós mesmos, a Deus, a natureza, a vida, o mundo. Era essa a causa fundamental da nossa doença, apenas isso e nada mais. Podemos ter pensado, e de fato pensamos, que foram determinados problemas os causadores da nossa doença. Mas o egoísmo e a incapacidade de amar é que haviam causado os problemas que considerávamos como sendo responsáveis pelo nosso infortúnio.

Mas a prova infalível da questão está no fato de que aprendendo a amar nós nos curamos. Aprender a amar, e nada mais, é a nossa cura. Quando aprendemos a amar, desaparece a doença emocional e mental e passamos a ver os nossos problemas como eles realmente são.

É a incapacidade de amar que nos isola, que nos torna solitários e infelizes, incapazes de nos darmos bem com quem quer que seja, inclusive com nossas famílias, e que causa todas as outras dificuldades. Aqueles que não sabem amar não podem encontrar paz em parte alguma. Aqueles que amam encontram paz onde quer que estejam.

“É o amor que faz o mundo girar”, “O amor tudo conquista” são expressões que ouvimos com freqüência e o que elas realmente querem dizer é que amar os outros é sinônimo de saúde mental. 

Sentimo-nos felizes por essa verdade ter sido enunciada por uma autoridade no campo da doença mental, ao declarar que “Saúde mental é sentir amor e calor humano pelas pessoas e gostar de estar perto delas, “concordamos entusiástica e plenamente”. Vamos abreviar o que foi dito, resumindo tudo numa breve afirmação: AMAR OS OUTROS É SAÚDE MENTAL.

https://www.psicologiasdobrasil.com.br/saude-mental-e-sentir-amor-pelos-outros/

sábado, 20 de janeiro de 2018

Os Educadores Sociais e a reintegração Social na Saúde Mental


“O termo “Reabilitação Psicossocial”, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, é visto como um processo e não uma técnica, que tem como objetivo oferecer aos indivíduos inadaptados, em consequência do transtorno mental, condições para exercer as suas aptidões na sociedade, OMS (2001). A construção da cidadania, bem como a restituição da contratualidade do indivíduo no seu habitat, e o trabalho como um valor social inalienável, são os eixos norteadores do processo de Reabilitação Psicossocial. Assim, o processo de desinstitucionalização é deslocar o olhar para a “existência sofrimento” em relação ao corpo social, retirando o indivíduo dos “parênteses” colocados pela psiquiatria. A finalidade desse processo é a “invenção de saúde” e a “reprodução social do doente”, no sentido da sua sociabilidade, Rotelli (2001) citado por Leão (2008, p. 98). Ao optar por estruturar as diretrizes políticas da saúde mental e suas práticas dessa forma, assumindo o conceito de desinstitucionalização referente ao seu aspeto de crítica e negação do paradigma psiquiátrico, Costa-Rosa e col. (2003) citado por Leão (2008, p. 99). A desinstitucionalização e os preceitos da Reabilitação Psicossocial “perpassam todo o discurso de modelo assistencial que vem sendo implantado e tem sido um norte e um argumento para a política dessa área”, Cambraia (2004) citado por Leão (2008, p. 99). A afirmação de que as famílias não se responsabilizavam pelo seu doente, transmitindo a tutoria para o hospital psiquiátrico, é um dos reflexos dos papéis de culpabilização e de cumplicidade atribuídos às mesmas no modelo psiquiátrico tradicional, Saraceno (1999) citado por Leão (2008, p. 100). A existência da doença, bem como a necessidade de tratamento, não são negadas, o que se coloca em discussão são as formas de lidar com a pessoa na sua “existência sofrimento”. Nesse caso, a desinstitucionalização, a ser perseguida nos serviços substitutivos, é a remoção de barreiras na sua implementação, Rotelli (2001) citado por Leão (2008, p. 103).”
“Ao equacionar-se o desenvolvimento de alternativas habitacionais para pessoas com doença mental, Carling, Randolph, Blanch, & Ridgway (1987) citados por Maria (2000, p. 188), consideram que dever-se-á ter presente 3 questões base, nomeadamente: 
- Onde é que as pessoas com este tipo de problemáticas mentais vivem? 
- Onde é que elas querem viver? 
- Como é que aí as poderemos ajudar a ser bem sucedidas?


Para responder convenientemente a estas questões estes autores consideram ainda que terá que haver, entre outros factores, uma mudança fundamental na orientação que a investigação tradicionalmente toma. Ter-se-á assim que passar de uma prática na investigação em que os investigadores definem, e orientam, todo o processo para um processo de co-investigação entre profissionais e consumidores. Será também necessário que os consumidores tenham não só uma voz na definição dos sistemas que visam satisfazer as suas necessidades, como também sejam consultados em todos os assuntos relacionados com a política de saúde mental, Davidson, et al. (1996) citado por Maria (2000, p. 188).
Existem várias estratégias em que os investigadores, os responsáveis por serviços sociais, os técnicos, e os grupos de defesa dos interesses dos consumidores se poderão apoiar como instrumento de pressão para documentar a falta de habitações acessíveis, e as situações de pobreza em que muitos desses consumidores se encontram. Uma dessas estratégias poderá passar pelo recurso a estudos que incidam sobre relação entre a satisfação das necessidades dos consumidores e a influência no seu processo de reabilitação, nomeadamente ao nível do custo/benefício. Se for possível demonstrar a poupança nos custos, pela redução do tempo de duração dos internamentos psiquiátricos, de uma diminuição da utilização dos serviços de urgências psiquiátricas, e de uma melhoria dos resultados ao nível da reabilitação (decorrente de um emprego ou da participação em outras atividades produtivas), poder-se-á fazer um apelo mais forte e fundamentado para as preferências dos consumidores, Yeich, et al. (1994) citado por Maria (2000, p. 188).


A intervenção sócio educativa, nestes casos, consistirá em ajudar, aconselhar e promover o doente mental na sua formação e desenvolvimento pessoal, dentro do âmbito de ação sócio educativo. Manifesta-se, assim, numa procura de inclusão na prática social, revelando assim um compromisso com a realidade social, através das tarefas da ação e intervenção social e reeducativa. O trabalho sócio educativo é um trabalho constante e organizado, que ambiciona ser uma solução com necessidades diferentes e forçadas a condições intrínsecas diversas, tais como: A pobreza, a exclusão social, o abandono e baixas qualificações.

Os programas de intervenção sócio educativa estimulam a mudança. Nascem de um desejo de mudar uma vida, são atividades organizadas e pensadas por um grupo de educadores sociais que partem de um diagnóstico de uma determinada dificuldade, para ajudar numa determinada posição. Os educadores possuem conhecimentos que influem na mudança de comportamentos, porque distinguem determinadas situações e têm a capacidade de tomar resoluções, ao assegurar o duplo papel: de investigadores e educadores. São profissionais que mostram um perfil ativo e maleável, com conhecimentos e experiências essenciais para a prática de distintas tarefas. Sendo que, o doente mental, na maioria dos casos vê diminuída a sua autonomia e inserção social, passa pelo educador social desenvolver programas que visem a promoção desses aspetos no indivíduo, bem como, também a aquisição de alguma profissionalização (no sentido daquilo que vem sendo prática nos casos de deficiência mental) e na educação familiar, no sentido de reorganização das rotinas e práticas familiares. Cremos que, com estas ações o educador social poderá ter um papel premente no processo de desinstitucionalização.


quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Voltar estudar na velhice cria felicidade e combate a depressão

Estudos comprovam que pessoas mais velhas que voltaram a estudar já em período de reforma ficaram mais felizes e com menor apetência para estados depressivos.
 


Luis Jacob, presidente das Universidades Séniores explica que a frequência deste tipo de atividades melhora a vida social e traz benefícios à saúde e mente.





Luis Jacob refere ainda que em Portugal a rede deste tipo de ensino vai ser alargada.



Em Portugal os idosos representam 20 por cento da população geral.