sexta-feira, 18 de março de 2016

Estudar filosofia faz com que o desempenho escolar das crianças melhore



Um estudo realizado por uma entidade britânica (Education Endowment Foundation (EEF) revela que, quanto antes tivermos aulas de filosofia, melhor. Isso porque tais ensinamentos podem fazer com que o desempenho das crianças na escola melhore.

Os alunos também se tornam mais confiantes e pacientes






estudo conduzido pela Education Endowment Foundation (EEF) avaliou os resultados do Philosophy for Children (P4C), um programa cujo objetivo é ensinar o básico de filosofia às crianças. O projeto é utilizado por algumas escolas da Inglaterra e, sua implementação, segundo o The Conversationtem relação com a melhora do desempenho dos alunos em matérias como matemática e leitura.



O programa foca menos em filósofos específicos e mais na capacidade das crianças de realizarem questionamentos. Elas são estimuladas a participar de discussões, levantando questões como "Será que um coração saudável deveria ser doado para uma pessoa que não cuida de si mesma?" e "É aceitável que as pessoas usem símbolos religiosos no ambiente de trabalho?".
A EEF analisou os dados de 48 escolas primárias e 1,5 mil estudantes que tiveram as aulas de filosofia, além de outros 1,5 mil que não receberam as aulas no mesmo período, mas no ano seguinte. De acordo com a pesquisa, as crianças que tiveram as aulas primeiro mostraram uma melhora em seus desempenhos quando comparadas às que ainda não tinham contato com filosofia na época.



Os professores também perceberam essa melhora. "O feedback dos professores ao longo dos testes sugere que as sessões de filosofia criaram uma oportunidade de fazer com que os alunos se engajassem e desenvolvessem uma nova forma de pensar, ouvir, falar e argumentar na escola", explicam os pesquisadores. Eles afirmam que perceberam que as crianças se tornaram mais confiantes e pacientes ao participar dessas atividades.

http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2016/03/estudar-filosofia-faz-com-que-o-desempenho-escolar-das-criancas-melhore-sugere-pesquisa.html

segunda-feira, 14 de março de 2016

Adolescente pré-ocupação



Adolescente pré-ocupação é um documento de adolescentes e suas preocupações nesse momento (2013). É essencialmente um ponto de vista das observações da vida quotidiana. Diferentes tribos de adolescentes foram fotografados abrangendo assuntos que vão da moda à comida, a tecnologia para a socialização.



Eles aparecem inseguros, procurando algo para seguir ou não, para se adequar ou não, sob o peso da tecnologia, networkers anti-sociais, obcecados com o que outras as pessoas estão a fazer. O fotografo apresenta as observações sobre certos aspectos da vida dos adolescentes do lado de fora. 


Às vezes, pode surgir como bastante escuro, mas há um humor britânico subjacente às imagens encontradas nos detalhes.Nas imagens as expressões dos assistentes permite ao espectador que tenha a sua própria interpretação da imagem.
ISBN: 9780956532442 
Editora: Browns Editions 

https://www.lensculture.com/books/14007-teenage-pre-occupation

sexta-feira, 11 de março de 2016

Só de Sacanagem Elisa Lucinda




Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam
entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, que reservo
duramente para educar os meninos mais pobres que eu,
para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus
pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e
eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança
vai ser posta à prova? Quantas vezes minha esperança
vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o
aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus
brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao
conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e
dos justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva
o lápis do coleguinha",
" Esse apontador não é seu, minha filhinha".
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido
que escutar.
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca
tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica
ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao
culpado interessará.



Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do
meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear:
mais honesta ainda vou ficar.
Só de sacanagem!
Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo
o mundo rouba" e eu vou dizer: Não importa, será esse
o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu
irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a
quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês.
Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o
escambau.
Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde
o primeiro homem que veio de Portugal".
Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal.
Eu repito, ouviram? IMORTAL!
Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente
quiser, vai dá para mudar o final!

https://www.youtube.com/watch?v=cE1VuxpOshI

quinta-feira, 10 de março de 2016

A autoestima de uma criança é essencial para que cresça confiante e feliz,



A autoestima é um conceito individual que se constrói ao longo de uma vida. Em tenra idade os pais e educadores têm um papel fundamental na regulação e promoção da autoestima nas crianças. Para o bem e para o mal, aquilo que vamos dizendo, ou não vamos dizendo, a forma com reforçamos a criança e o que vamos associando ao valor pessoal que expressamos reconhecer na criança, certamente influencia a construção da autoestima dela.  Uma boa autoestima é essencial para o desenvolvimento das crianças. É o alicerce de tudo o que fazem, de tudo o que elas são. Podemos afirmar que é o alicerce do seu futuro.



Ouça, aceite, discipline e estabeleça limites no comportamento da criança para contribuir para a construção de uma boa autoestima. Permita à criança ter decisões independentes para que possa desenvolver uma autoestima positiva. As crianças precisam da aceitação dos adultos, a fim de desenvolverem uma autoestima positiva. Toda a criança procura afeto, aprovação e reconhecimento junto dos seus educadores e pessoas significativas. Quando algum destes elementos lhe é barrado, a criança sofre com isso, coloca-se em causa, pode sentir-se desadequada no meio onde se movimenta afetando-lhe negativamente a autoestima.
A autoestima é construída pelo elogio realista. As crianças sabem quando o elogio não é realista. Ajudar a sua criança a crescer com uma forte  autoestima é uma das coisas mais importantes que você pode fazer como pai ou educador. Você é a principal influência sobre a forma como a criança se sente relativamente a ela e à sua autoestima. As crianças são um espelho dos seus modelos.
É imperativo que a criança se sinta amada, apoiada e aceite para edificar uma autoestima sustentada. As crianças com a autoestima elevada percepcionam-se capazes de enfrentar os seus desafios, propõe-se à realização das tarefas propostas e resistem melhor à frustração.

O QUE É A AUTOESTIMA?
A autoestima é o conjunto de crenças e sentimentos que temos sobre nós mesmos, são as nossas “auto-percepções.” A forma como nos definimos influencia as nossas motivações, atitudes e comportamentos, afetando ainda o nosso equilíbrio emocional. A construção dos padrões de autoestima começa muito cedo na vida. Por exemplo, uma criança que atinge um objetivo pretendido experimenta um sentimento de realização que reforça a autoestima.
Aprender a caminhar depois de dezenas de tentativas frustradas ensina um bebé a ter uma atitude  de “consigo fazer”. O conceito de persistência para alcançar o sucesso começa cedo. As crianças tentam, falham, tentam de novo, falham de novo, e então finalmente obtêm sucesso, desenvolvendo uma ideia positiva acerca das suas próprias capacidades. Ao mesmo tempo, vão criando um autoconceito baseado em interações com as outras pessoas. É por isso que o envolvimento dos pais e cuidadores é fundamental para ajudar as crianças a construírem autopercepções saudáveis.
A autoestima também pode ser definida como um sentimento de capacidade, combinado com sentimentos de ser-se amado. Uma criança que fica feliz com uma conquista, mas não se sente amado pode, eventualmente, experimentar baixa autoestima. Da mesma forma, uma criança que se sente amada, mas está hesitante sobre a sua ou as suas próprias capacidades pode também conduzi-la a uma baixa autoestima. A auto-estima saudável de uma criança desenvolve-se quando o equilíbrio é atingido.

http://www.escolapsicologia.com/como-desenvolver-a-autoestima-nas-criancas/

https://www.youtube.com/watch?v=V3Fnk6fQQ88

terça-feira, 8 de março de 2016

“Viva Para O Bem Que Você Possa Fazer” – Uma Reflexão De Mário Sérgio Cortella


Se hoje temos condições tecnológicas, técnicas, científicas e cognitivas para uma sociedade com abundância, não tê-la é uma questão de escolha. Fazer a formação de pessoas para que consigam entender o sucesso individual, a partir da referência da abundância coletiva, é decisivo. Obviamente, não estou fazendo apologia a miséria, mas falando de partilha.

Nessa concepção, a atividade de formação, seja na escola, seja na família, seja na mídia, tem como fundamento ético não relegar a compaixão a um plano secundário. Eu não sou livre quando acaba a liberdade do outro.

Compaixão é essa percepção, que poderia ser chamada de fraternidade também. Nós estamos na mesma confraria, isto é, nós convivemos. No nosso condomínio, na nossa morada, é preciso ser justo. […]
Nós educadores e educadoras, especialmente na escola, temos de ser capazes de formar crianças e jovens, de modo que essa percepção não seja apenas um discurso. Ela se dá pelo contato com a realidade. Por exemplo, algumas escolas e algumas redes deixaram de fazer algo fazer algo que era relativamente frequente há 30 ou 40 anos, quando promoviam o contato com  realidades cruéis. Não pelo prazer mórbido de mostrá-las, mas algumas escolas públicas e privadas organizavam visitas das crianças a uma favela, a um asilo, a um lixão. […] Eu mesmo, como aluno, participei de várias atividades dessa natureza. […]
É impossível vivenciar uma realidade de sofrimento, de perda de condição de existência, e essa experiência se apagar da mente de pessoas eticamente sadias. Considero que há necessidade de as escolas retomarem em alguma medida essa prática. […] Qual é a energia que move a compaixão? Uma visão agápica (amor partilhado) em que se tenha a ideia de caridade, que não é mera filantropia,  na concepção de fazer bem apenas para aquele que a faz.

Fazer o bem também faz bem. Mas fazer o bem faz bem quando a pessoa o faz como um propósito de vida, e não apenas como circunstância momentânea.[…] O jornalista britânico George Linnaeus Banks (1821 – 1881) tem um poema chamado Para que vivo eu:
“Eu vivo para os que me amam,
Para os que me sabem justo,
Para o céu que sorri acima de mim
E também aguarda a minha alma,
Para a causa carecida de assistência,
Para o mal que carece de resistência,
Para o futuro na distância
E para o bem que eu posso fazer”.
Trecho do Livro: Educação, Convivência e Ética: Audácia e Esperança -De Mário Sérgio Cortella. Páginas 30 a 35. Cortez Editora, São Paulo- SP. 



segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Projeto para maiores de 55 anos (gratuito)


Espaço Além Fronteiras
"O projeto "Espaço Além Fronteiras" tem por objetivo dar a conhecer aos munícipes com mais de 55 anos as novas tecnologias do século XXI, ao mesmo tempo promovendo o convívio e a ocupação de tempos livres.
Para o efeito, a Câmara Municipal organiza sessões de iniciação à informática e contacto com a internet, bem como de aperfeiçoamento.
http://www.cm-mafra.pt/pt/municipio/espaco-alem-fronteiras"

Data do Evento:
08 março 2016 a 24 março 2016
Horário: 
Das 10h00 às 12h30 e das 14h30 às 17h00
Local:
Parque Desportivo Municipal de Mafra
Destinatários:
Maiores de 55 anos


































Inscrições:
Até dez dias antes da data de início de cada turno, nos locais onde estes têm lugar, no Edifício dos Serviços de Ação Social da Câmara Municipal de Mafra ou em alternativa, preenchimento online, da ficha disponível em www.cm-mafra.pt
Informações:
Telef.: 261 818 340 | 800 261 262
e-mail: dasai_dds@cm-mafra.pt(link sends e-mail)
site: www.cm-mafra.pt








http://www.cm-mafra.pt/pt/municipio/espaco-alem-fronteiras

O luto e as crianças

"Para nós, adultos, pode ser um grande desafio lidar com a morte e, claro, para as crianças também. Normalmente, uma criança que perdeu alguém próximo só quer continuar com a sua vida normal. Não quer mais mudanças. Quer manter as suas atividades “como se nada tivesse acontecido”. Ao mesmo tempo, quer que os adultos entendam a dor que sente e saibam o momento exato em que necessita de um abraço."
Mikaela Övén

— Serás sempre o meu pequeno Benny — sussurrou ela. 
Ben lembrou-se de como costumava odiar esse nome. Agora adorava-o. 
— Eu sei — disse ele, com um sorriso. — E tu serás sempre a minha avozinha gângster. 
Mais tarde, já a avó tinha partido, Ben seguia em silêncio no banco de trás do carro dos pais, a caminho de casa. Estavam todos cansados de chorar. 
Já se via imensa gente nas ruas a fazer compras de Natal, as estradas estavam cheias de carros e havia uma longa fila para o cinema. Ben não conseguia perceber como era possível a vida correr normalmente quando algo tão grave e importante tinha acabado de acontecer. 
O carro virou a esquina e aproximou-se das filas de lojas. 
— Posso ir num instante à loja do Raj, por favor? — perguntou Ben. — Não demoro muito. 
O pai estacionou o carro e Ben foi sozinho até à loja. Caía uma neve muito leve. 
PLIM!, fez a campainha quando a porta abriu. 
— Ahh, jovem Ben! — exclamou Raj. O lojista percebeu o ar triste de Ben. — Aconteceu alguma coisa? 
— Sim, Raj… — balbuciou Ben. — A minha avó acaba de morrer. 
De alguma forma, dizê-lo em voz alta fez com que começasse outra vez a chorar. Raj apressou-se a sair de trás do balcão e deu um grande abraço a Ben. 
— Oh, Ben, lamento imenso. Há algum tempo que não a via e calculei que não estivesse bem. 
— Pois não. Raj, eu só queria dizer — disse Ben, fungando — muito obrigado por me teres ralhado daquela vez. Tu tinhas razão, a minha avó não era nada chata. Ela era maravilhosa. 
— A minha ideia não era ralhar contigo, Ben. Só achei que nunca te tinhas dado ao trabalho de conhecer verdadeiramente a tua avó. 
— E tinhas razão. Havia tanta coisa que eu nem imaginava. — Ben limpou as lágrimas com a manga.
Avozinha Gângster, David Walliams, Porto Editora, 2014


O processo de luto passa, normalmente, por três fases. Numa primeira fase, pode haver negação, choque e apatia. Na segunda fase, a do luto mais agudo, pode ter sentimentos como a tristeza, depressão, raiva, culpa, ansiedade, medo e dor física. Na última fase, dá-se início o processo de adaptação e aceitação da nova realidade.
A propósito deste tema, o psicólogo e autor Dr. Sameet Kumar faz a distinção entre “luto agudo” e “luto subtil”. O “luto agudo” corresponde àqueles momentos mais duros, mais difíceis de lidar, que se sentem como inultrapassáveis; o “luto subtil” refere-se aos momentos em que parece que estamos a respirar mais facilmente, a sentir as coisas com muito menos intensidade. Podemos ter a certeza de que a criança irá passar tanto por uma experiência como por outra, várias vezes.


De que forma a criança expressa o luto?
Quando uma criança sofre, queremos cuidar dela, protegê-la e confortá-la. Mas temos de calibrar o momento certo para o fazer. As crianças não conseguem nem querem ficar com a dor psicológica da perda durante muito tempo seguido. Por isso, é habitual, por exemplo, continuarem a brincar ou a fazer outras coisas para se livrarem dela. Mas, de repente, a dor pode reaparecer, passando de “subtil” a “aguda”, no meio de uma brincadeira ou outra situação que lembre a perda. É como se o luto chegasse, ficasse um pouco e partisse. Vem, fica e vai. Aliás, é o que acontece com todos os sentimentos. Quanto mais permitirmos e aceitarmos este processo, melhor. E, felizmente, as crianças têm bastante facilidade em passar da fase “aguda” à “subtil”.
Uma criança tem dificuldade em entender as consequências da perda, e demora a perceber o significado da morte e que a pessoa não irá voltar. Tende também a focar-se no aqui e no agora e são muitas as vezes em que os adultos interpretam isso como se ela “não se importasse”, “já se tenha esquecido”, “já se tenha habituado” ou “já tenha ultrapassado”, o que não é bem verdade e pode até levar a criança a sentir-se incompreendida. O mais provável é que dentro da cabeça da criança se estejam a formular muitas perguntas, mesmo que ela não as verbalize.
Uma criança que perde alguém muito próximo como um pai, uma mãe ou, por exemplo, uma avó com um papel importante na sua educação pode perder também a confiança na vida, nas outras pessoas, no futuro e em si própria. De repente, aquela pessoa que ela achou que ia estar sempre presente, já não está.
Além ou em vez do choro, a criança pode apresentar um comportamento agressivo e de muita raiva. Também pode exprimir a sua desilusão ou culpa, comportando-se de forma mais imatura, regredindo no comportamento. Pode sentir dificuldades em dormir e começar a fazer chichi na cama. E dar início a um rol de perguntas, que podem ser surpreendentes (e não é necessário saber a resposta a todas).
Como apoiar a criança?
    • Esteja disponível para ouvir os pensamentos e as histórias da criança. Deixe-a fazer perguntas e responda o mais honestamente possível. Limite-se a responder à pergunta, nem mais, nem menos, e não tenha medo de dizer que não sabe. Devolva com a pergunta “O que é que tu achas?”. Procurem as respostas em conjunto.
    • Reconheça a dor da criança. Abra a possibilidade de ela se expressar, ao seu jeito. Ou seja, sem pressionar. Se a criança está a chorar é melhor dar-lhe um abraço e dizer algo como “Eu sei que dói!”, ao invés de tentar proteger a criança da dor com distrações, conselhos e prendas. Não diga à criança que sabe como é quando na realidade não sabe. Evite os obstáculos à comunicação
    • Procure estar realmente presente quando está com a criança. Se também está de luto pode ser um grande desafio, mas tente ao máximo manter-se conscientemente presente com a criança no aqui e agora.
    • Seja honesto. As crianças sabem sempre quando as coisas não estão bem. Comunique com ela de forma simples, honesta e clara sobre o que se está a passar e o que se passou. Diga o que sente. Não minta.
    • Se a criança nunca tomar a iniciativa para falar, faça perguntas. É comum a criança guardar o seu sofrimento para não fazer os adultos, que também estão a sofrer, sofrer mais. Os adultos interpretam isso como sinal de que “já passou” e não querem lembrar à criança o sucedido para que ela não volte a entristecer.

    • Crie estrutura e segurança. Todos temos necessidade de sentir segurança e certeza nas nossas vidas. Quando alguém próximo morre, essas necessidades são abaladas. Ajude a criança a manter rotinas, rituais e tradições, e/ou a criar novas rotinas, novos rituais e novas tradições que possam criar uma nova base de estrutura e segurança.
    • Seja um porto seguro. Para satisfazer as necessidades de segurança e controlo, a criança também tem de saber que é cuidada. Que existe alguém que pode oferecer um espaço emocional e fisicamente seguro para a sua dor. É também relevante evitar que a criança sinta que tem de assumir responsabilidade pela dor das outras pessoas.
    • Recorra à criatividade! A atividade criativa é uma ferramenta importante para trabalhar a dor da perda. Ofereça à criança opções diversas para exprimir as suas emoções. Pode ser desenhando, escrevendo, fazendo trabalhos manuais, brincando, ouvindo música, etc.
    • Recorra à atividade física! Emoções fortes e desafiantes (como, por exemplo, o luto exprimido em agressividade e raiva) podem ser libertas através de atividade física.

Quando deve procurar ajuda profissional?

Deve procurar ajuda profissional se sentir que a criança continua a apresentar dificuldades durante muito tempo; nomeadamente em dormir, em concentrar-se, problemas com amigos e na escola ou um comportamento depressivo.
O luto, por norma, é trabalhoso, doloroso e cansativo. Tanto física como emocionalmente. É importante lembrar-se de que cada criança tem as suas reações e o seu processo de luto, e que cabe ao adulto adaptar-se às suas necessidades. E, neste processo, esteja consciente de que os seus dois contributos mais poderosos poderão ser a sua presença consciente e o reconhecimento dos estados emocionais da criança.
Mikaela Övén
Estudou ciências comportamentais na Universidade de Lund, Suécia, e é licenciada em Recursos Humanos com a especialidade de desenvolvimento de competências pela Universidade de Malmo, Suécia. É coach e practitioner em Programação Neurolinguística, certificada em Competências de Relacionamentos nas Escolas, facilitadora Family Lab e instrutora de Mindfulness certificada desde 2012. Estudou Generative Coaching, Family Communications e Positive Parenting. É também fundadora da Academia de Parentalidade Consciente. Trabalha também com empresas, organizações, escolas e infantários, facultandoworkshops, cursos e consultoria. 

http://www.portoeditora.pt/paisealunos/para-os-pais/noticia/ver/?id=79964&langid=1&showcats=0&utm_source=artigo_%2079964&utm_medium=facebook%20&utm_campaign=PaiseAlunosFBPE

domingo, 28 de fevereiro de 2016

O Bullying

"A prática do assédio moral e do bullying no local de trabalho é mais comum do que se pensa em Portugal. Esta forma de pressão moral tem vindo a ganhar intensidade no universo empresarial nacional, à semelhança do que há muito já acontece noutros países. Estima-se que 33% de profissionais em todo o mundo já tenham sido alvo de bullying profissional. As mulheres são as mais afetadas. Conheça os principais sinais de que está a ser vítima de bullying.
O bullying já não é um problema exclusivo de crianças em idade escolar. Há um outro tipo de bullying, ainda mais prejudicial e igualmente cruel, a ganhar cada vez mais expressão. O bullying adulto, também designado de bullying profissional, do qual são alvo muitos profissionais, nas empresas onde trabalham. Se já foi posto de lado com justificações surreais, discriminado, emprateleirado ou alvo de agressões morais e verbais no decorrer da sua atividade profissional, então você é um caso de bullying.
O fenómeno do bullying foi apresentado pela primeira vez à comunidade científica em 1984, pelo alemão Heinz Leymann, que analisou pressões interpessoais entre crianças e transferiu mais tarde o conceito para o universo do trabalho. Mas foi apenas na década de noventa que o termo ganhou maior dimensão. Fruto da crescente competitividade do universo laboral, o assédio moral entre colegas (horizontal) ou entre superiores hierárquicos e a sua equipa (vertical) tem vindo a ganhar cada vez mais expressão em todo o mundo, apontado as estatísticas mundiais para a existência de cerca de 33% de profissionais vítimas de bullying em contexto laboral.
Ironicamente, o alvo nem sempre percebe que está a ser alvo de bullying senão quando a prática já saiu fora de controlo. Regra geral o comportamento do agressor é camuflado através de críticas triviais que afetam a auto-estima do profissional, mas que parecem atos isolados que ocorrem à porta fechada."


http://expressoemprego.pt/noticias/o-bullying-ja-nao-esta-so-nas-escolas/2639