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terça-feira, 5 de abril de 2016

Concurso de Ideias – Abertura de Candidaturas


A Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), em colaboração com a Direção-Geral da Educação (DGE), lança, até 31 de maio, o Concurso de Ideias para uma Campanha Nacional de Eliminação da Violência Contra as Mulheres que decorre do previsto na medida número 4 do V Plano Nacional de Prevenção e Combate à Violência Doméstica e de Género 2014-2017 (V PNPCVDG 2014-2017).
Este concurso tem como objetivo prioritário a seleção de ideias criativas produzidas por alunos e alunas do Ensino Secundário, para serem utilizadas na Campanha Nacional de Eliminação da Violência Contra as Mulheres, a lançar por ocasião do dia 25 de novembro de 2016, Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres.
Consulte Regulamento »
Para concorrer deverá:
1.º Preencher o formulário online
2.º Enviar para concurso.ideias@cig.gov.pt os seguintes materiais ou produtos:
  • Slogan/mensagem para a campanha (documento em formato pdf);
  • Imagem de suporte à campanha (documento sob a forma de fotografia e/ou desenho ou similar);
  • Memória descritiva apresentando as várias fases do processo criativo (documento em formato pdf contendo até 2000 palavras).
ATENÇÃO: a candidatura só será validada após e-mail da CIG a confirmar receção da proposta na sua totalidade.
https://www.cig.gov.pt/2016/04/concurso-de-ideias-abertura-de-candidaturas/

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Violência no namoro



Prevenção, prevenção, prevenção. As escolas são espaços de excelência para fazer essa prevenção, é lá que estão, ou devem estar, todos os que estão em idade escolar. Mais um tema e um espaço para os  técnicos de educação e pedagogia social e os assistentes sociais ajudarem os professores na prevenção de qualquer tipo de violência e desde as idades mais baixas, ao contrário do que se possa pensar. Há muito trabalho para fazer. 

http://www.tvi24.iol.pt/videos/sociedade/violencia-no-namoro-esta-a-aumentar/56afb8de0cf2f5af08e6ceb4


Violência no namoro

O que é?

É um ato de violência pontual ou continua , cometida por um dos parceiros (ou por ambos) numa relação de namoro, com o objetivo de controlar, dominar e ter mais poder do que a outra pessoa envolvida na relação.

Existem diferentes formas de violência no namoro:

VIOLÊNCIA FÍSICA: 
Por exemplo, quando o/a teu/tua namorado/a:
  • te empurra;
  • te agarra ou prende;
  • te atira objetos;
  • te dá bofetadas, pontapés e/ou murros;
  • ameaça usar a força física ou a agressão.
            
                                     
   
VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA:
Por exemplo, quando o/a teu/tua namorado/a:
  • parte ou estraga os teus objetos ou roupa;
  • controla a tua maneira de vestir;
  • controla o que fazes nos tempos livres e ao longo do dia;
  • te liga constantemente ou envia mensagens;
  • ameaça terminar a relação como estratégia de manipulação.



VIOLÊNCIA SOCIAL:
Por exemplo, quando o/a teu/tua namorado/a:
  • te humilha, envergonha ou tenta denegrir a tua imagem em público, especialmente junto dos teus familiares e amigos;
  • mexe, sem o teu consentimento, no teu telemóvel, nas tuas contas de correio eletrónico ou na tua conta do Facebook;
  • te proíbe de conviver com os teus amigos e/ou com a tua família.

http://www.apavparajovens.pt/pt/go/o-que-e1




sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Violência familiar – violência psicológica

"Subreptícia e perigosa, a violência psicológica exprime-se através de agressões verbais (insultos, troça), de desvalorizações sistemáticas, de castigos injustos, de humilhações face a outras crianças. Estas humilhações podem ser relativas à aparência, ao físico, às capacidades intelectuais. “És muito gordo”, “És uma nulidade”, “Pareces os teu pai, sempre mal vestido”, “Nunca serás ninguém na vida”, “És uma cabra, como a tua mãe”. Todas estas frases ferem as crianças, destroem a sua auto-confiança."



"Mas a violência psicológica também se pode exprimir através de uma grande doçura. A chantagem afectiva permite ao adulto impor vontades ou proibições à criança “para seu bem”, ou porque “isso faz muito mal”. “Se não vieres comigo às compras, já não gosto mais de ti”, diz uma mãe ao filho. Nada melhor para culpabilizar uma criança insegura que se acha em risco de perder o amor dos pais a qualquer momento.
Todas estas formas de violência psicológica revelam sempre uma impotência. 

Um pai ou uma mãe que humilham o filho ou o chantageiam negam-se a si mesmos enquanto pais."

A literatura está cheia de histórias de crianças que tiveram maus começos na vida porque os pais não reconheceram o seu valor. Cenourinha , a personagem de um romance de Jules Renard, é um rapazinho constantemente humilhado pela mãe, porque teve a infelicidade de nascer com o cabelo ruivo. Reduzida a sua importância à cor dos cabelos, a Cenourinha é negado o estatuto de pessoa rica e complexa, já que não passa de uma cor, de um legume! Como poderá ele gostar de si mesmo, aceitar-se, descobrir e desenvolver as qualidades pessoais, uma vez que a própria mãe lhas nega? Esta rejeição constitui uma violência absoluta, porque nega à criança o direito de existir como é. 



“Nem toda a gente tem a sorte de nascer órfão!”, lamenta-se Cenourinha. Reparem como ele exprime o desejo da morte da mãe com humor. Só uma personagem de romance pode rir-se do facto de não ser suficientemente amada.



"Alguns recorrem ao humor, outros ao ódio. Alguns fechar-se-ão a toda e qualquer demonstração de carinho, enquanto outros apostarão nos estudos ou mergulharão na criação artística. Outros autodestruir-se-ão. Mas nós, adolescentes, ao contrário das crianças muito pequenas vítimas dos pais, começamos a observar o que se passa na nossa família com um certo recuo. "

https://dialogodegeracoes.wordpress.com/2008/09/19/violencia-familiar-violencia-psicologica/













segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

JUVENTUDE E RISCO SOCIAL: UMA QUESTÃO DE OLHAR(ES)?

"O risco, a incerteza, o paradoxo, a dúvida marcam intensamente as sociedades contemporâneas. Os modos de vida actuais estruturam-se em torno de um ideal de ordem social que se afasta de todos os tradicionais e conhecidos até à data e onde a percepção de risco é determinante. A explosão de uma sociedade mediática com acesso massivo, e em simultâneo, à mesma informação por parte de indivíduos e de grupos em qualquer ponto do mundo tem vindo a acarretar a divulgação e promoção de novos estilos de vida superando-se em todos os aspectos os limites da territorialidade. Importa aqui reflectir sobre os potenciais significados que podem ser atribuídos ao crescimento dos desvios e das infracções, designadamente por parte de jovens, associado ao desenvolvimento de uma sociedade de consumo cujos padrões de exigência no acentuar de um individualismo, quantas das vezes exacerbado, estão correlacionados com o surgimento ou reforço de manifestações de não inclusão de entre as quais as diversas formas de expressão da violência disso poderão constituir-se como das mais representativas (ROCHÉ, 2003)."
Maria João Leote de Carvalho