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segunda-feira, 28 de março de 2022

O respeito no trabalho

 


"Ao modelar o respeito pelos outros e incentivar esse comportamento em todos os que o rodeiam, a cultura de trabalho vai lidar com a tensão, conflito e desafio de formas mais eficazes e bem-sucedidas.

 

 


Um estudo realizado pelo Center For Creative Leadership revelou que tratar as pessoas com respeito diariamente foi uma das coisas mais úteis que um líder pode fazer para gerir conflitos ou tensões.



 

Uma descoberta interessante que surgiu do estudo foi que a ausência de desrespeito não é a mesma coisa que respeito.

 


A eliminação do desrespeito, através de palavras ou comportamentos rudes, insultuosos ou desvalorizados, não gera por si só respeito.

 


O respeito é uma ação, é criado através da demonstração de respeito. 




A ausência de desrespeito não tem o mesmo impacto positivo na resolução de conflitos ou tensões.”



 

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Cultura tóxica




Ambientes tóxicos deixam as pessoas doentes, fazem os projetos falharem e fazem os melhores funcionários desistirem.

" o seu valor não diminui baseado na incapacidade de alguém em ver o seu valor."

 "A cultura/educação são mais importante do que a visão. Alguns líderes têm uma grande visão, mas criaram uma cultura tóxica onde essa visão nunca vai acontecer. "




Trabalhar num ambiente tóxico:


1. Trabalha-se de forma desorganizada

Quando não há um plano de trabalho bem definido existe confusão nas funções e nas tarefas a desempenhar, com trabalhadores a fazerem o trabalho uns dos outros, pisando os calcanhares uns aos outros aqui e ali. 

2. As regras não são cumpridas

Até podem existir regras bem definidas no trabalho, mas ninguém faz questão de as seguir.

3. Cada um trabalha para o seu lado

Num ambiente de trabalho tóxico o trabalho em equipa é inexistente. Cada um trabalha no seu canto, puxando a brasa à sua sardinha.

4. As pessoas passam por cima uma das outras

Um dos aspetos que definem um péssimo ambiente de trabalho é os trabalhadores não se respeitarem, ignorando os outros, mentindo e não se importando em prejudicar os outros só para ficarem numa posição mais confortável na empresa.

5. Outros ficam com o seu mérito

Quando não há respeito no local de trabalho, há sempre alguém disponível para receber os créditos do trabalho doutra pessoa, mesmo que injustamente.

6. As pessoas erradas são recompensadas

Já viu pessoas pouco habilitadas e pouco esforçadas a serem promovidas? Algo de errado se pode estar a passar no local de trabalho.

7. Fala-se mal pelas costas

Também consegue reconhecer um mau ambiente de trabalho quando presencia pessoas a falarem mal umas das outras pelas costas em vez de discutirem abertamente os problemas.

8. Aponta-se o dedo às pessoas

Em vez de procurar soluções, a preocupação está em encontrar os culpados da situação, para os crucificar como exemplo para os restantes trabalhadores.

9. Existem discussões 

O stress no trabalho mexe com os nervos de todos, mas verificar discussões com frequência coloca um local de trabalho na lista dos ambientes tóxicos para um trabalhador.

10 Não há convívio

Num bom local de trabalho as pessoas convivem entre si, riem e passam bons momentos. Num mau local de trabalho as pessoas fogem ao contacto umas com as outras, estando mortas para que chegue a hora de saída para irem para casa.


sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Estamos a criar laços ou a potenciar preconceitos?


Falar dos outros na sua ausência é prática comum, seja no local de trabalho ou num grupo de amigos. Não conseguimos evitar. Temos de dar opinião sobre determinado comportamento, roupa, formas de estar, e quase nunca o fazemos frontalmente. Os colegas ou os amigos estão cá para partilhar da mesma necessidade e as conversas tendem a ir mudando o alvo consoante o momento. 
Mas estamos a criar laços ou a potenciar preconceitos?

Texto de Ana Patrícia Cardoso/Fotografia de Shuttestock
Há que admitir – é assim que passamos grande parte do tempo. Existem até programas de televisão ou blogues dedicados a escrutinar pessoas (e situações) que, na maioria das vezes, nem se conhece. A revista The Atlantic debruçou-se sobre este assunto mas, em vez de condenar a prática, abordou-a de uma perspetiva positiva. E, se afinal, o gossip fosse benéfico para fortalecer relações?

Ainda que o filósofo Blaise Pascal tenha dito que «se as pessoas realmente soubessem o que os outros dizem sobre si, não existiriam quatro amigos em todo o mundo», a verdade é que existem vários estudos e literatura a sustentar a teoria de que falar mal pelas costas faz bem.
O efeito naqueles de quem se fala (mal) também pode ser positivo. Em Gossip and Ostracism Promote Cooperation in Groups, uma equipa de pesquisadores da Universidade de Stanford sugere que, quando alguém é ostracizado por um grupo, tende a refletir sobre o assunto e a alterar os seus hábitos para voltar a ter a aprovação do grupo...
Para o psicólogo e autor Vítor Rodrigues, as «conversas de corredor são um cenário traiçoeiro» porque apesar de proporcionar uma sensação de proximidade, esta não justifica o fundamento da crítica. «O gossip, como outras práticas predatórias de grupo como, por exemplo, não gostar de outros clubes, dão momentaneamente uma sensação de união de grupo perante os outros. Nesse sentido, reforça os laços do todo, naquele instante. Mas isso não quer dizer que faça sentido.
 Os laços dos nazis estavam reforçados contra os judeus, os laços dos americanos estavam reforçados contra os índios… Mas este sentido de união pode traduzir-se numa perda enorme para a sociedade em geral uma vez que estão a reforçar o preconceito e a intolerância.»
Pode mesmo ser considerado «um ato de bullying», defende o psicólogo. 
«O gossip é a defesa do cobarde. O refúgio da pessoa que não tem coragem para assumir o que pensa. E o acusado não tem como se defender. É um julgamento à revelia, com poucos dados e opiniões pouco fundamentadas. Não aceitamos o direito ao outro a ser diferente, a vestir-se com outro estilo ou a ter opiniões contrárias.»

Margarida Vieitez, especialista em terapia de casal, mediação familiar e de conflitos, lamenta que estejamos todos «mais focados nos defeitos do que nas virtudes uns dos outros. E tendemos a apontar o que corre menos bem na vida.» E a tendência tende a ser proporcional.

«Quem está habituado a criticar terceiros normalmente também tem muita dificuldade em valorizá-los. Vemos isso todos os dias. Temos uma dificuldade grande em elogiar ou reconhecer os outros.»

Existe uma receita para nos relacionarmos com maior frontalidade? Depende de cada um, mas a especialista alerta para o facto de «vivermos num mundo com relações e situações imperfeitas, há que aceitar isso». E talvez lembrar mais vezes o velho ditado: «nas costas dos outros, vemos as nossas».


quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Comportamento assertivo e a sua impotancia

                             

O que pensa quando ouve a palavra «Assertivo»?

Muita gente pensa em alguém que inflexivelmente não cede terreno, impondo a sua posição, recusando-se a recuar um milímetro. Outros pensam em alguém geralmente agradável mas por vezes teimoso. A maioria das pessoas não percebe o que é realmente um  «Comportamento Assertivo»

O comportamento assertivo, é um estilo natural que não é mais do que ser direto, honesto e respeitoso ao interagir com os outros. E então, que tem isso de extraordinário? Porque é que são necessários cursos e livros para treinar a assertividade?


Fazer troça e mostrar resistência são sintomas de falta de compreensão. Quando as pessoas não entendem é normal resistir às mudanças. A assertividade é o comportamento humano mais desejável ! É necessária para relacionamentos honestos e saudáveis. 

Os cursos, livros e cds são necessários porque muita gente não entende quanto desejável e importante é utilizar o comportamento assertivo. Ao aumentar o numero de pessoas que desenvolvem a assertividade e influenciam outras, a consciência e aceitação da assertividade aumenta.

As pessoas tem que fazer um esforço consciente para desenvolver a sua assertividade. Embora o comportamento assertivo seja espontâneo, não é o unico comportamento natura! O ser humano também evidencia comportamentos passivos e agressivos. Estes estilos criam muitos problemas nos nossos relacionamentos, na nossa vida profissional e nas nossas interações sociais.


                                             

" Ninguém é assertivo por natureza, é uma habilidade social que podemos praticar; algo que requer esforço e conhecimento sobre o que realmente significa esse conceito."

As chaves da assertividade são, na verdade, muito simples. Elas se baseiam no respeito, na humildade e no desejo de viver melhor. Obviamente aprender a ser assertivo exige um esforço, mas isso traz muitas recompensas. Certamente iremos alcançar uma existência menos complicada e mais proveitosa.
A assertividade é definida como a habilidade de nos comunicarmos de maneira franca, direta e gentil, sem coagir ou causar nenhum mal aos outros e também sem omitir ou deixar de expressar o que realmente queremos dizer. Trata-se de um atributo que se situa entre a passividade e a agressividade comunicativas. Na passividade há inibição. Na agressividade, silenciamento ou anulação do outro. Bem no ponto médio está a assertividade.
Conhecer e aplicar as chaves da assertividade nos ajuda a expressar o que desejamos. Também nos ajuda a dizer “não” e a negociar diferenças, sem agredir ninguém. É uma habilidade essencial para ter e preservar uma boa comunicação com os outros e, portanto, as boas relações humanas.

        

segunda-feira, 24 de julho de 2017

O Homem que plantava árvores




Inspirado em acontecimentos verdadeiros, traduzido em diversas línguas e largamente difundido pelo mundo inteiro, O Homem Que Plantava Árvores é uma história inesquecível sobre o poder que o ser humano tem de influenciar o mundo à sua volta.
Narra a vida de um homem e o seu esforço solitário, constante e paciente, para fazer do sítio onde vive um lugar especial.
Com as suas próprias mãos e uma generosidade sem limites, desconsiderando o tamanho dos obstáculos, faz, do nada, surgir uma floresta inteira - com um ecossistema rico e sustentável.
É um livro admirável que nos mostra como um homem humilde e insignificante aos olhos da sociedade, a viver longe do mundo e usando apenas os seus próprios meios, consegue reflorestar sozinho uma das regiões mais inóspitas e áridas de França.
O Homem Que Plantava Árvores de Jean Giono


The Man Who Planted Trees by Jean Giono (Hardcover - Anniv. Ed ...



A novela O Homem que Plantava Árvores, de Jean Giono, foi escrita em 1953. É um pequeno texto que se tornou uma espécie de bíblia dos movimentos ecologistas. O próprio Giono disse que a tinha escrito “para que as pessoas gostem de plantar árvores”. Independentemente dos propósitos naturalistas do autor ou das leituras ambientalistas que foram feitas da novela, esta tem o particular condão de colocar o homem, na figura da personagem Elzéard Bouffier, na encruzilhada entre história e natureza.

Em linhas gerais, o narrador, numa das suas viagens a pé pela Haute Provence, acaba por conhecer Elzéard Bouffier, um pastor solitário e de poucas palavras. A região que habita é praticamente desértica, onde, com a excepção da alfazema, nada parece crescer. A vida humana ter-se-ia retirado para longe daqueles lugares inóspitos. O narrador vai descobrir e acompanhar, com os interlúdios impostos pela história humana, a tarefa desmesurada a que o solitário se entregava, a saber, a reflorestação da zona, utilizando apenas uma vontade determinada e instrumentos rudimentares. Vontade e ausência de recurso aos meios técnico-científicos são os traços fundamentais de Elzéard.

A personagem é monolítica. Não há nela uma metamorfose ao longo da narrativa. É encontrada já completamente formada, solitária, empenhada no seu destino. O que a conduz ali não sabemos. Conhecemos apenas a sua vontade e os resultados dessa vontade, as transformações regeneradoras que a natureza sofre – transformações que ele produz entre 1913 e 1947 e que, quando se tornam visíveis, as autoridades julgam dever-se a uma resposta espontânea da natureza – e que vão permitir o retorno da vida humana àqueles locais.

Quem é o solitário Elzéard Bouffier? Qual a sua verdadeira identidade? Voltemos à velha definição dada por Aristóteles na sua Política (1253a 3-5): o homem é, por natureza, um ser vivo político. Aquele que, por natureza e não por acaso, não tiver cidade, será um ser decaído ou sobre-humano, tal como o homem condenado por Homero como “sem família, nem lei, nem lar”. Bouffier não tem cidade, não se inscreve no âmbito da cidadania e os acontecimentos históricos – e que acontecimentos históricos – passam-lhe completamente ao lado. Giono desenha assim uma personagem que, sendo humana, não é um homem, não é um ser vivo político.

Como nada sabemos da motivação de Elzéard nem do que o conduziu à solidão, não há uma história das peripécias e dos acasos que o conduziram aquela situação e o instituíram naquela missão, podemos suspeitar que é a sua própria natureza, e não os acidentes da vida, que o colocam ali. Portanto, Elzéard Bouffier só pode ser ou um ser decaído ou um ser sobre-humano, um deus. Apesar de não ter família nem lei, e de o lar ser absolutamente rudimentar, embora completamente ordenado, descobre-se que o pastor, pelos resultados da sua acção, só pode ser um deus.

Jean Giono

Ele encarna a essência do Deus de Espinosa. É uma natureza naturante cuja produtividade se manifesta na chamada natureza naturada. Elzéard Bouffier, com a sua vontade determinada, é um deus criador que produz e conserva, no silêncio e desconhecimento dos homens, a obra da sua criação. Um deus é idêntico a si mesmo, a sua biografia não resulta dos acasos e acidentes do mundo, a sua identidade não nasce de um processo de construção mas está dada a priori. Ele constrói ou reconstrói a natureza.

Só um deus, em plena França da primeira metade do século XX, pode passar incólume pelos acontecimentos históricos. As guerras de 1914-1918 e de 1939-1945 passam ao lado de Elzéard Bouffier e da sua obra. Os homens matam-se, mas o deus prossegue sereno e determinado a sua missão de reconstrução da natureza, de produção das condições de possibilidade da vida humana, plantando mais e mais árvores. É fora da história que ele age. Não age contra ela, mas ignorando-a. A anistoricidade da personagem de Giono coloca problemas bem mais pregnantes do que a leitura ecológica da sua acção. Será possível a vida humana sem que alguns homens se coloquem fora da cidade e da história?

A história é o produto da vida em sociedade, mas é também o lugar do conflito e da destruição. Deixada a si mesma a história, bem como a vida social, arrasta a destruição, pois a sua essência é o devir e a destruição do dado, a substituição interminável dos factos por novos factos. Elzéard Bouffier simboliza aqueles que, abdicando de uma biografia social e histórica, se recolhem num além da cidade e da política para assegurar que a natureza e a própria cidade sejam ainda possíveis, apesar da história, da cidade e da política. Aristóteles, talvez devido à metodologia de investigação que usou, não compreendeu que a existência da cidade depende daqueles homens e mulheres que estão para lá dela. Descobriu que eles são sobre-humanos, mas não compreendeu que essa sobre-humanidade é a condição de possibilidade do próprio homem e das suas instituições. A novela de Jean Giono, na sua singularidade singela, deixa-o perceber.

Jean Giono (2012). O Homem que Plantava Árvores
Tradução de Manuel Oliveira.

domingo, 23 de julho de 2017

Ação Social junto da Família:


Objetivos:

1 - A proteção social, que visa à garantia da vida, à redução de danos e à prevenção da incidência de riscos, especialmente:
a) A proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice;
b) O amparo às crianças e aos adolescentes carentes;
c) A promoção na integração no mercado de trabalho;
d) A habilitação e a reabilitação das pessoas com deficiência e a promoção de sua integração à vida comunitária;

2 – O acompanhamento da ação social visa a análise territorial da capacidade de proteção das famílias e nela a ocorrência de vulnerabilidades, de ameaças, de vitimizações e danos;

3 - A defesa de direitos, que visam garantir o pleno acesso aos direitos no conjunto dos apoios sociais.
Para combater a a pobreza, a assistência social deve ter uma posição integrada com as políticas setoriais, garantindo mínimos sociais e provimento de condições para atender contingências sociais, de forma a atingir a universalização dos direitos sociais.

Princípios:

I. Supremacia do atendimento às necessidades sociais sobre as exigências de rentabilidade económica;
II. Universalização dos direitos sociais;
III. Respeito à dignidade do cidadão, à sua autonomia e ao seu direito a benefícios e serviços de qualidade, bem como à convivência familiar e comunitária, afastando qualquer comprovação humilhante da necessidade;
IV. Igualdade de direitos no acesso ao atendimento, sem discriminação de qualquer natureza;
V. Divulgação ampla dos benefícios, serviços, programas e projetos de assistência, bem como dos recursos oferecidos pelos serviços publicos e dos critérios para sua concessão.



Constituição de equipa

1 - Tendo como base os objetivos e seguindo os princípios da Ação Social, torna-se obrigatório a existência de uma equipa interdisciplinar, a fim de fazer face às várias exigências que carecem de competências distintas;

2 – Tendo em consideração que a intervenção dos diversos profissionais (psicólogos, assistentes sociais e pedagogos sociais), constituintes desta equipa, tem funções que se cruzam/complementam, é fundamental que estes elementos trabalhem numa rede muito próxima.


sábado, 6 de maio de 2017

Profissionais da área explicam o que é a Pedagogia social.






"Articular a educação, em seu sentido mais amplo, com os processos de formação dos indivíduos como cidadãos, ou articular a escola com a comunidade educativa de um território, é um sonho, uma utopia, mas também uma urgência e uma demanda da sociedade atual e uma necessidade na Pedagogia Social. Por isso trabalhamos com um conceito amplo de educação que envolve campos diferenciados, da educação formal, informal e não-formal. 
Conceituamos a educação não-formal (educação social) no campo da Pedagogia Social- aquela que trabalha com coletivos e se preocupa com os processos de construção de aprendizagens e saberes coletivos.
Reiteramos neste texto a perspectiva que aborda a educação como promotora de mecanismos de inclusão social. Entende-se por inclusão as formas que promovem o acesso aos direitos de cidadania, que resgatam alguns ideais já esquecidos pela humanidade, como o de civilidade, tolerância e respeito ao outro; contestam-se concepções relativas às formas que buscam, simplesmente, integrar indivíduos atomizados e desterritorializados, em programas sociais compensatórios."

http://www.proceedings.scielo.br/scielo.php?pid=MSC0000000092006000100034&script=sci_arttext

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Resiliencia




Constantemente, passamos por situações que esgotam as nossas forças e minimizam os nossos ânimos. Por mais que tentemos escapar, inevitavelmente nos dececionaremos com as pessoas, seremos rejeitados por alguma paixão, reprovaremos em provas e concursos, seremos preteridos em vagas de empregos ou em promoções em nosso trabalho, choraremos o luto de pessoas especiais, dentre tantos outros reveses pelo caminho.




Estamos sempre preparados para receber o melhor em nossas vidas, ao passo que fugimos à necessidade de estarmos prontos a enfrentar o avassalamento que certos momentos trarão – e eles virão. Parece-nos ser muito natural expormos os sucessos, as conquistas, tudo aquilo que deu certo em nosso caminho, porém, dividirmos nossos equívocos e fracassos chega a ser quase impossível, uma vez que negar algo parece afastar aquilo de nós. 
Negar nossos fracassos não os impedirá de baterem à nossa porta, obrigando-nos a encarar nossas fraquezas, a refletir sobre o que viemos fazendo de nossas vidas, para que possamos repensar e operar mudanças que nos tornem habilitados a deixar de cometer os mesmos erros. É inevitável despendermos tempo para voltarmos nossas atenções ao nosso pior, digerindo aquilo tudo e renascendo para novas tentativas, com a mente reoxigenada



O tempo nos ensina a confiar nele e nas verdades que ele sempre nos traz, bem como na infalibilidade da colheita a que todos estaremos sujeitos, de acordo com a qualidade das semeaduras que deixamos pelos caminhos. É preciso que estejamos conscientes de que muito do que sofremos é resultado tão somente de nossas ações, ou seja, agir com vistas às futuras consequências do que fazemos hoje nos poupará de amanhãs dificultosos.

Após as devastações emocionais que passam por nossas vidas, derrubando tudo o que há pela frente, minando nossos sentidos e roubando nosso fôlego, será o momento de decisão, de retomada, de reerguimento. A dor, a revolta e o esgotamento de forças que fatalmente nos invadirão serão úteis, para que esgotemos nossa tristeza, sorvendo-a até que se esvazie e sejamos preenchidos pela construção paulatina de certezas cheias de esperança, com a ajuda dos amigos, da família, do parceiro, de quem, indubitavelmente, estará sempre conosco, junto, disposto, com acolhimento sincero e sorriso verdadeiro.



Trata-se de um processo lento, que requer paciência e resignação, fé e confiança em nós mesmos, em nossa capacidade de nos reinventarmos, de solucionarmos o que parecia impossível, de observar de uma forma reflectida, o mundo à nossa volta, aprendendo e reaprendendo a cada dia. Não poderemos agir e escolher corretamente o tempo todo, mas poder contar com amor verdadeiro nos apoiando fará toda a diferença nos momentos em que a vida não dá certo. 


Fatores da resiliência

Administração das Emoções - habilidade em se manter sereno diante de um problema. Também se refere a capacidade de usar as pistas de forma a compreender melhor as pessoas.

Controle de Impulsos - não se deixar levar impulsivamente por uma emoção.

Otimismo -  crença de que as coisas podem melhorar. Está relacionado com a esperança e convicção na capacidade de controlar o próprio destino.

Análise do Ambiente  - capacidade de identificar as causas dos problemas,  permitindo que a pessoa se coloque num lugar seguro. Se refere a capacidade de identificar quando é hora de falar e quando é hora de calar.

Empatia - significa a capacidade de compreender os estados psicológicos das outras pessoas (as emoções e sentimentos) e saber como agir.

Auto Eficácia  -  crença de ser capaz em resolver seus problemas.

Alcançar Pessoas  - capacidade de se vincular a outras pessoas, sem receios e sem medo. É a capacidade de se entrosar com a outras pessoas, construir redes de apoio.




A Resiliência não é só um traço de caráter hereditário que você tem ou deixa de ter, pode ser uma conquista pessoal.


http://www.equilibrioemvida.com/2016/08/resiliencia-levantar-se-toda-vez-que-vida-ferra-com-tudo/
Masten, A. S. (2001). Ordinary magic: resilience processes in development. American Psychologist