sexta-feira, 24 de junho de 2016

Seminario de Pedagogia Social 2016



O Ser Humano como ponte para uma nova realidade social


Vivemos numa época onde somos assolados por acontecimentos externos em todos os âmbitos da nossa vida: economia, política, sociedade civil, vida familiar, etc.. São eventos que nos atingem e muitas vezes ficamos chocados, esperando ações eficientes do governo, da sociedade civil, da justiça para nos trazerem a paz que sentimos merecer.
Talvez, o que gostaríamos que acontecesse, devesse ser promovido por nós mesmos em alguma medida. Mas como empreender as mudanças que queremos?
Este seminário pretende elevar os participantes às pontes entre diferentes realidades sociais, promovendo encontros humanos para uma “frutificação” social.

                
Dele podem emergir em nós perguntas como:
“Que necessidades do mundo posso e quero atender e que capacidades posso oferecer para viabilizar as mudanças necessárias? “
“O que posso aprender cruzando a ponte para realidades sociais diferentes da minha?”

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http://www.pedagogiasocial.com.br/inscricao-sdss


terça-feira, 14 de junho de 2016

Projeto desenvolvido por aluno na Fundação Casa ganha prémio

O projeto de um aluno originário da Fundação Casa foi escolhido como revelação da Feira de Ciências da Secretaria da Educação de São Paulo. A iniciativa, que corrigiu a acidez do solo através do uso de giz, competiu com 191 projetos, realizados por 350 estudantes da rede estadual.


Jonathan Felipe da Silva Santos, 18, que cursa o segundo ano do ensino médio, foi o responsável pelo projeto. Ele conta que a ideia surgiu durante uma das aulas de química na Fundação Casa. "A professora disse, durante a aula, que a acidez do solo prejudica o fruto e a planta. Perguntei como seria possível corrigir isso, e ela disse que o giz poderia ser utilizado para esse fim. A partir daí, resolvi ver como isso poderia acontecer na prática", disse.
Incentivado pela professora da disciplina, Andrea Chiaroni, ele elaborou um projeto. "Trituramos 500 gramas de giz e passamos a aplicar na terra. Medimos a acidez antes da aplicação, que era de 4. Num primeiro momento, o pH foi para 5 e, no final do processo, ficou em 6,75", disse. A escala que mede a acidez varia de 0 a 14, sendo que, quanto mais baixa, mais ácido. Ao redor de 7, o pH é neutro. "Conseguimos algo bem próximo ao neutro", disse.
Jonathan conta ainda que recebeu, como prêmio, R$ 1 mil, dinheiro dividido com a professora. Os dois também irão, em setembro, ao Rio de Janeiro, onde vão participar da Semana de Tecnologia Digital da empresa Cisco e visitarão o Instituto Butantan e o Catavento Cultural, ambos na capital. "Ainda não tenho muitos detalhes, mas sei que vamos viajar", conta. Segundo a Secretaria da Educação, os vencedores também ganharam cursos de aprimoramento.

Projeto

Jonathan foi apreendido no primeiro semestre de 2015. Ele conta que comprou uma moto roubada sem saber e que a polícia apareceu na casa dele enquanto o veículo era desmontado. "O cara que vendeu disse que era de leilão, e eu estava desmontando para vender as peças. Ai a polícia chegou, levou a gente para a delegacia e, no fim, uma juíza ordenou que eu fosse para a Fundação Casa", conta.
Ele ficou na instituição por sete meses, mas acabou libertado em fevereiro deste ano. Mesmo ao sair, entretanto, ele continuou a ser orientado por Andrea. "Eu estudava normalmente tinha outra professora de química, mas ela continuou com o projeto", conta.
Andrea conta que teve o auxílio do marido, Marcel, co-orientador de Jonathan. "Ele dá aula no sistema prisional, também de química, e chegou a abrir mão de algumas aulas particulares para me ajudar com o projeto. Foi muito empolgante, estamos orgulhosos", disse. 
Ela explica ainda que já iniciou a pesquisa de bibliografia para que Jonathan execute a segunda parte do projeto, que é demonstrar na prática como a correção do pH do solo pode ajudar no desenvolvimento. "Ele vai estudar a ação do composto em girassóis. Vamos apresentar uma planta gerada em solo com pH ácido e comparar com o desenvolvimento de outras plantas, originárias de pHs menos ácidos. Isso será acompanhado de uma espécie de estudo comercial para determinar como essa realidade pode ser aplicada ao cultivo de girassóis na nossa região", conta.
Divulgação/SEE






Exemplo

Andrea acredita que a premiação mostra aos internos da Fundação Casa que há opção fora do crime mesmo para quem cometeu um erro. "Aluno é aluno, não importa onde ele está. O Jonathan gosta muito de jardinagem, ficou muito interessado no projeto e mostrou que é possível ter metas e buscar um futuro diferente. E isso serve de inspiração", conta ela, que faz questão de agradecer ao apoio que teve da Diretoria de Ensino e da unidade da Fundação Casa de Araçatuba. "Sem eles, não haveria essa possibilidade". 
O estudante concorda e acredita que a premiação será boa para o currículo e poderá abrir portas em seu futuro profissional. Ele continua estudando e quer se formar em medicina veterinária em um futuro breve.
"Não tenho dúvida que esse projeto mudou minha vida. Um simples pedaço de giz pode ajudar meu futuro, já que isso está no meu currículo e vai abrir a porta de uma universidade para mim", conta. "Agradeço muito à minha professora que me incentivou e acreditou em mim", conclui, emocionado.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Simpósio Internacional de Educação e Pedagogia Paz e Cidadania Global



Universidade Aberta de Portugal (UAb) 

Palácio Ceia, 

Rua da Escola Politécnica, 147
1269-001 Lisboa, Portugal

Lisboa, 15 e 16 de setembro de 2016

Organizam: REDIPE- CEMRI (UAB)
Convocam: CEMRI- UAb- REDIPE- RIPAL- RIPEME-UABC-UCM

sábado, 4 de junho de 2016

O que crianças podem oferecer aos idosos? O que recebem as crianças?

Uma casa de repouso em Seattle, nos Estados Unidos, a Providence Mount St. Vincent, quis saber como seria a integração dos dois extremos da vida. E parece que o programa "The Intergenerational Learning Center" (ILC), Centro de Aprendizagem Intergeracional  está a ter resultados muito positivos.
A creche, que recebe crianças com idade entre seis semanas até a pré-escola com cinco anos, fica no mesmo prédio da casa de repouso que conta com 400 idosos. O convívio entre eles é de emocionar-se. As atividades dos pequenos são feitas em conjunto com os idosos supervisionados pelos professores.


O programa, além de ensinar as crianças sobre o envelhecimento, quer criar uma sensibilidade em como conviver com pessoas com deficiências ou movimentos limitados.


No outro lado da história estão os idosos que também saem ganhando com o convívio diário. De acordo com estudos realizados pelo ILC, 43% dos idosos têm uma experiência social de isolamento que pode levar a solidão, depressão, declínio mental e físico. E o que as crianças têm levado a eles é o oposto: diversão, alegria e um sentimento de que não foram esquecidos e que ainda têm muito para ensinar.

Caroline Canazart




https://www.youtube.com/watch?v=6K3H2VqQKcc




quinta-feira, 19 de maio de 2016

Empatia e Simpatia


Rubem Alves, na crônica “Tênis e Frescobol”, apresenta dois tipos de relações. Uma delas diz respeito jogo de tênis ou ping pong, cujo objetivo é derrotar o adversário visando o poder e a competição, gerando desavenças, brigas e desacordos. O outro tipo de relação é aquela baseada no jogo de frescobol, em que há o olhar para o outro, a sintonia, o entendimento, a troca afetiva, a diversão e o prazer.

Diz Rubem Alves: “Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão… O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde. Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. 

O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem – cresce o amor… Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim…”.



No vídeo “Empatia e Simpatia” (abaixo) fica claro o que Rubem Alves diz sobre o jogo de frescobol. Neste tipo de relação, a empatia permite a conexão a partir do entendimento de perspectivas, reconhecendo o ponto de vista do outro como verdade, sem julgar, identificando a emoção que vem e comunicando-a com respeito e afeto.

Geocaching dos direitos das crianças



O geocaching é a caça ao tesouro dos tempos modernos. Promove a exploração do património natural e cultural através de um estímulo que passa pela procura de recipientes escondidos (geocaches) em locais estratégicos por todo o mundo, através de coordenadas ou pistas.

O objetivo não é o de ficar com o(s) “tesouro(s)” para si mas assinalar que se descobriu a geocache e contribuir para a sua divulgação.



O geocaching dos direitos é uma atividade promovida pelas Comissões de Proteção de Crianças e Jovens de Barcelos e de Vila Verde cujo objetivo é o de sensibilizar para os direitos da criança, de uma maneira lúdica, pró ativa e juvenil.



Os interessados deverão procurar as geocaches escondidas pelas respetivas cidades e escrever os seus comentários nos blocos que encontrarem em cada geocache, sem os remover. Os blocos foram ilustrados para esta atividade, representando os direitos das crianças e têm dados importantes sobre estas temáticas bem como a pista para as geocaches seguintes.
Encontrarão também um objeto representativo do direito descrito (não deverão remover esses objetos a não ser que tenham outro de igual significado em substituição).



Garantimos reflexão interessante sobre o tema, acesso a arte e alguma aventura.

Venha conhecer estas cidades através dos direitos da criança!
Boa exploração!



Universidade de British Columbia (Canadá) As ligações nas árvores e o cérebro humano.

Uma professora da Universidade de British Columbia (Canadá), Suzanne Simard, explica como as árvores se comunicam. Segundo ela, a conexão se dá debaixo da terra, através dos fungos que envolvem as raízes, todo o ecossistema se mantém sadio e interligado.

Estas ligações são comparadas com o cérebro humano que, para realizar as sinapses, transmite impulsos elétricos entre neurônios e axônios. Já as árvores utilizam fungos, raízes, solo e microorganismos para fazer a mesma coisa.

http://www.jardimdomundo.com/

sábado, 14 de maio de 2016

Tolerância ativa por Leandro Karnal



“Existe uma proposta de um professor chamado Francis Wolff, num livro chamado Civilização e Barbárie, em que ele faz a seguinte pergunta: “Quem é o bárbaro atual?”. O livro organizado pelo professor Adauto Novaes, chama-seCivilização e Barbárie, e um dos primeiro artigos pergunta “Quem é o bárbaro?”. A tendência grega tradicional era dizer “Quem é bárbaro é quem não fala grego, quem está fora da minha cultura. O latino: É bárbaro quem está fora da cultura romana”.  Pro chinês é bárbaro todo mundo que não seja chinês. Bem, o bárbaro era visto como não civilizado. A proposta deste texto é pensar que a barbárie floresceu, por exemplo, no exemplo citado do nazismo, no país mais culto da Europa que era a Alemanha. No país que lia Kant em alemão. Tenta imaginar o que é isso: Ler Kant em alemão (risos na plateia). O país que lia Kant em alemão, produzido Bach e Beethoven. Bom, o país que produziu tanta cultura formal incendiou uma das crenças mais bárbaras do século 20 e um modelo de barbárie. O que proponho de novo neste texto?
É bárbaro todo aquele que propõe, na sua teoria, a exclusão do outro.  É civilizado, seja um índio ianomâmi, ou um alemão, todo aquele que propõe a aceitação da existência do outro. Então ele foge ao termo Civilização e Barbárie tradicional, oferece uma saída para esse caminho e vai nos dizer exatamente isso. Acho que o fundamentalista que prega a eliminação do outro deve ser tratado como racista, ou seja, como uma patologia ‘educar’ e, segundo caso: não sendo possível a educação, deve ser encarcerado. Por quê? Porque não é possível conviver com pessoas que quer lhe excluir da humanidade. Não é possível.
O racismo é problema tanto patológico como baixa inteligência e falta de caráter. Ou uma combinação das três coisas. O fundamentalismo não precisa ser ‘falta de caráter’. Eu ainda acho que se pode educar para a Tolerância Ativa, princípio que eu defendi quando elaborei os cinco volumes para o ensino religioso em São Paulo, que é o ensino leigo, não baseado em religião. Nós propusemos nesses volumes o chamado ‘tolerância ativa’. O que é tolerância ativa? Não é que eu tolero que você seja presbiteriano eu, católico? Não é que eu tolero. Eu acho fundamental que exista essa diversidade. E não existiria mundo e o mundo seria um lugar terrível se você não fosse presbiteriano e eu católico. Isso é tolerância ativa. Não é que eu diga assim: “Até que eu tolero um gay, desde que não chegue perto”. É fundamental que existam gays. É fundamental pessoas de diversas etnias, é fundamental que existam diversas opiniões, inclusive contrárias à minha.

Essas divergências tornam o mundo local horrível. Quem aceita isso é civilizado. Quem não aceita isso é bárbaro. Pode falar dez línguas, continuará sendo um bárbaro. Ou seja, eu compartilho dessa ideia de que o fundamentalista é violento, tal como o racista, tal como o pedófilo. Tenho que ser reeducado, talvez com uma educação formal, eletrochoque, prisão, alguma coisa que funcione e, não funcionando, ele ter de ser isolado da sociedade. Ou talvez se pudesse escolher uma ilha para onde mandassem todos esses tipos de pessoas que querem excluir os outros.
Só os violentos. Porque se não for a violência, se apenas disser: na minha concepção você vai para o inferno, isso não me afeta. Isso não me afeta… isso é apenas um problema de debate. Na verdade, o limite da liberdade é o limite de eu poder me expressar e a questão da dignidade do corpo, em particular. Agora, se alguém acha que eu vou pro inferno por algum motivo, eu também reconheço o direto dessa pessoa também me mandar pro inferno. Como se atribui a Voltaire, mas também não é dele, curiosamente, “Eu não concordo com uma palavra do que me dizes, mas defenderei à morte o direito de dizeres”. Não é dele, mas é uma frase que ilustra bem o pensamento de Voltaire: tolerância. É fácil ser tolerante com a ideia parecida com a minha. O difícil é ser tolerante com a ideia oposta à minha. É o choque entre pólos que não conseguem entender que o outro possa estar correto. E aí as próprias religiões dão a solução: o primeiro princípio é uma regra áurea, comum a quase todas as religiões, não fazer ao outro o que não quer que seja feito a si. Essa regra áurea que Norman Rockwell, que fez um pôster que está na ONU, é a norma básica: colocar-se no lugar do outro e, segundo os budistas e cristãos, é compaixão. O que significa isso?Compassione em latim: eu sinto junto. E sentindo junto eu penso o que perturba o outro. Esse é um exercício fascinante. A compaixão a todo o momento.
Porque como lembrou Sartre, e de alguma o Papa Paulo XVI, que era uma pessoa hamletiana, melancólica, né?  Como lembrou Sartre: “o inferno são os outros” e, nós somos o inferno dos outros. Só quem vive feliz é Robinson Crusoé até que Sexta Feira chegue à sua ilha. Viver em sociedade é uma negociação permanente e essa negociação é dura. É árdua em vários sentidos”. Leandro Karnal




https://www.youtube.com/watch?v=jE_aRSKlxFw