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sábado, 29 de agosto de 2020

 



"O diretor do SESC, Danilo Miranda, opina sobre o caráter educativo da instituição, discutindo sobre
educação não formal e do que ele acha fundamental dentro de um local educativo"




"Qual o carater educativo que nós temos?

"Como funciona a educação não formal?



O que é a escola do futuro?


"O fundamental é a convivência e a preparação para a vida, é o conhecimento de muitas coisas e muitos elementos dentro de um carater educativo muito mais amplo
com muitos outros elementos que complementam a educação"






sábado, 4 de novembro de 2017

O ator Ashton Kutcher ajuda a identificar e localizar vítimas de tráfico humano.


O ator Ashton Kutcher dirige uma empresa de tecnologia que ajuda a identificar e localizar vítimas de tráfico humano.

Em um testemunho sobre a exploração sexual infantil e escravidão moderna, o ator fez um desabafo comovente, "Eu vi coisas que ninguém nunca deveria ver".  



Um herói neste século um verdadeiro super homem.. Uma pessoa de valor. A hero in this century a real super man .. A person of value.





sábado, 14 de maio de 2016

Tolerância ativa por Leandro Karnal



“Existe uma proposta de um professor chamado Francis Wolff, num livro chamado Civilização e Barbárie, em que ele faz a seguinte pergunta: “Quem é o bárbaro atual?”. O livro organizado pelo professor Adauto Novaes, chama-seCivilização e Barbárie, e um dos primeiro artigos pergunta “Quem é o bárbaro?”. A tendência grega tradicional era dizer “Quem é bárbaro é quem não fala grego, quem está fora da minha cultura. O latino: É bárbaro quem está fora da cultura romana”.  Pro chinês é bárbaro todo mundo que não seja chinês. Bem, o bárbaro era visto como não civilizado. A proposta deste texto é pensar que a barbárie floresceu, por exemplo, no exemplo citado do nazismo, no país mais culto da Europa que era a Alemanha. No país que lia Kant em alemão. Tenta imaginar o que é isso: Ler Kant em alemão (risos na plateia). O país que lia Kant em alemão, produzido Bach e Beethoven. Bom, o país que produziu tanta cultura formal incendiou uma das crenças mais bárbaras do século 20 e um modelo de barbárie. O que proponho de novo neste texto?
É bárbaro todo aquele que propõe, na sua teoria, a exclusão do outro.  É civilizado, seja um índio ianomâmi, ou um alemão, todo aquele que propõe a aceitação da existência do outro. Então ele foge ao termo Civilização e Barbárie tradicional, oferece uma saída para esse caminho e vai nos dizer exatamente isso. Acho que o fundamentalista que prega a eliminação do outro deve ser tratado como racista, ou seja, como uma patologia ‘educar’ e, segundo caso: não sendo possível a educação, deve ser encarcerado. Por quê? Porque não é possível conviver com pessoas que quer lhe excluir da humanidade. Não é possível.
O racismo é problema tanto patológico como baixa inteligência e falta de caráter. Ou uma combinação das três coisas. O fundamentalismo não precisa ser ‘falta de caráter’. Eu ainda acho que se pode educar para a Tolerância Ativa, princípio que eu defendi quando elaborei os cinco volumes para o ensino religioso em São Paulo, que é o ensino leigo, não baseado em religião. Nós propusemos nesses volumes o chamado ‘tolerância ativa’. O que é tolerância ativa? Não é que eu tolero que você seja presbiteriano eu, católico? Não é que eu tolero. Eu acho fundamental que exista essa diversidade. E não existiria mundo e o mundo seria um lugar terrível se você não fosse presbiteriano e eu católico. Isso é tolerância ativa. Não é que eu diga assim: “Até que eu tolero um gay, desde que não chegue perto”. É fundamental que existam gays. É fundamental pessoas de diversas etnias, é fundamental que existam diversas opiniões, inclusive contrárias à minha.

Essas divergências tornam o mundo local horrível. Quem aceita isso é civilizado. Quem não aceita isso é bárbaro. Pode falar dez línguas, continuará sendo um bárbaro. Ou seja, eu compartilho dessa ideia de que o fundamentalista é violento, tal como o racista, tal como o pedófilo. Tenho que ser reeducado, talvez com uma educação formal, eletrochoque, prisão, alguma coisa que funcione e, não funcionando, ele ter de ser isolado da sociedade. Ou talvez se pudesse escolher uma ilha para onde mandassem todos esses tipos de pessoas que querem excluir os outros.
Só os violentos. Porque se não for a violência, se apenas disser: na minha concepção você vai para o inferno, isso não me afeta. Isso não me afeta… isso é apenas um problema de debate. Na verdade, o limite da liberdade é o limite de eu poder me expressar e a questão da dignidade do corpo, em particular. Agora, se alguém acha que eu vou pro inferno por algum motivo, eu também reconheço o direto dessa pessoa também me mandar pro inferno. Como se atribui a Voltaire, mas também não é dele, curiosamente, “Eu não concordo com uma palavra do que me dizes, mas defenderei à morte o direito de dizeres”. Não é dele, mas é uma frase que ilustra bem o pensamento de Voltaire: tolerância. É fácil ser tolerante com a ideia parecida com a minha. O difícil é ser tolerante com a ideia oposta à minha. É o choque entre pólos que não conseguem entender que o outro possa estar correto. E aí as próprias religiões dão a solução: o primeiro princípio é uma regra áurea, comum a quase todas as religiões, não fazer ao outro o que não quer que seja feito a si. Essa regra áurea que Norman Rockwell, que fez um pôster que está na ONU, é a norma básica: colocar-se no lugar do outro e, segundo os budistas e cristãos, é compaixão. O que significa isso?Compassione em latim: eu sinto junto. E sentindo junto eu penso o que perturba o outro. Esse é um exercício fascinante. A compaixão a todo o momento.
Porque como lembrou Sartre, e de alguma o Papa Paulo XVI, que era uma pessoa hamletiana, melancólica, né?  Como lembrou Sartre: “o inferno são os outros” e, nós somos o inferno dos outros. Só quem vive feliz é Robinson Crusoé até que Sexta Feira chegue à sua ilha. Viver em sociedade é uma negociação permanente e essa negociação é dura. É árdua em vários sentidos”. Leandro Karnal




https://www.youtube.com/watch?v=jE_aRSKlxFw

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Aprender a aprender - Albert Einstein

Em 31 de dezembro de 1999, a revista Time escolheu o personagem do século XX. O rosto que aparecia na capa não era o de um desportista nem de um ator ou estrela de rock, nem um líder pacifista depois de duas guerras mundiais. Pertencia a um sábio, foi Albert Einstein.
“A educação é o que resta quando a pessoa esquece tudo o que aprendeu na escola”
Albert Einstein

A influência do cientista (1879 – 1955) vai além de sua célebre teoria da relatividade, que completa cem anos. Alguém que acumulou tanta ciência deve ter dito muitas coisas no campo da aprendizagem, e de fato disse. Passou boa parte de seus dias contando sua paixão por aprender, em ensaios, cartas e conferências que deixaram um vertedouro de frases inspiradoras nas quais mergulhamos para aprender a aprender. Algo nada desprezível, dado que a aprendizagem é imperecível. “O estudo e, em geral, a busca da verdade e da beleza, constituem uma área na qual podemos continuar sendo crianças por toda a vida”, refletiu em um de seus textos recolhidos por Helen Dukas e Banesh Hoffman em The Human Side. New Glimpses from his Archives, Princeton University Press, 1979 (O Lado Humano: Novos Vislumbres de seus Arquivos).

Uma abordagem que aparece com frequência em seus escritos é a rejeição da aprendizagem como imposição. Einstein estudou sete anos no colégio Luitpold Gymnasium, de Munique, onde era aplicada a memorização, fundamentada na repetição até a retenção. Frustrado, ele abandonou a escola antes de concluí-la. “O ensino”, escreveria anos depois, “deve ser de tal modo que possa ser recebido como o melhor presente e não como uma amarga obrigação”, observou emComo Vejo o Mundo (1949).
Faça o que você gosta
Em Notas Autobiográficas (1949), ele descreve o conflito entre seu método seletivo e as exigências acadêmicas: “Aprendi muito cedo a pensar aquilo que podia conduzir ao cerne, prescindindo da multiplicidade de coisas que abarrotam a mente e a desviam do essencial. O inconveniente era que para os exames era necessário enfiar todo esse material na cabeça, quisesse ou não (…). É um erro grave acreditar que a vontade de olhar e buscar pode ser fomentada a golpe de coação e sentido de dever. Penso que até mesmo um saudável animal caçador pode ser privado de sua voracidade se lhe obrigarem continuamente a comer quando não tem fome”.

Com esse ressentimento, aconselhou seu filho a procurar encontrar prazer na aprendizagem, superando a rigidez do sistema. “Toque no piano principalmente aquilo de que você gosta, embora a professora não te ensine. É a melhor maneira de aprender, quando se está a fazer algo com tal prazer que não nem se dá conta do tempo a passar”, escreveu em carta ao filho Tete, compilada em Posterity: Letters of Great Americans to their Children (Posteridade: Cartas de Grandes Americanos a seus Filhos), de Dorie McCullough Dawson, 2008.



Para alcançar a excelência, privilegiava a prática à teoria: “As grandes personalidades não são formadas pelo que se ouve ou o que se diz, mas mediante o trabalho e a atividade. Por conseguinte, o melhor método de educação sempre foi aquele em que se insta o discípulo à realização de tarefas concretas. Isso se aplica tanto às primeiras tentativas da criança de escrever como a uma tese universitária (…), a interpretar ou traduzir um texto, a resolver um problema de matemática ou à prática de um esporte”, escreve em Sobre Ciência e Religião (1939)
Ele usou precisamente o desporto como analogia para explicar a diferença ente aprendizagem e educação: “Se um homem jovem treinou seus músculos e sua resistência física fazendo ginástica e caminhando, mais tarde estará preparado para qualquer trabalho físico. Isso é análogo à mente (…). Não estava enganado aquele que disse: ‘A educação é o que fica quando alguém esquece tudo o que aprendeu na escola’, em Sobre a Educação, 1936.
Einstein defendia um ensino que favorecesse a individualidade como aporte para a coletividade. “Deveriam ser cultivadas no indivíduo qualidades para o bem comum. Isso não significa que (…) se transforme em mero instrumento da comunidade, como uma abelha (…). O objetivo deve ser formar indivíduos que atuem com independência e que considerem o serviço à comunidade como seu interesse vital.” .
No entanto, o que uma pessoa ganha ao se cultivar para servir às demais? Fama, dinheiro…? 

No mesmo livro ele diz: 

“Temos que nos prevenir contra quem prega aos jovens o sucesso como objetivo da vida. (…) O valor de um homem deveria ser julgado em função do que dá, e não do que recebe. A tarefa decisiva do ensino é despertar essas forças psicológicas no jovem.” 


ERROS NA EDUCAÇÃO
A aprendizagem mecânica, na opinião de Einstein, cria autômatos e aborta o talento individual.
1. Cria submissos: “Utiliza como fundamento o medo, a força e a autoridade. Esse tratamento destrói os sentimentos sólidos, a sinceridade e a confiança do aluno em si mesmo. Cria um ser submisso”.
2. Fomenta a força: “Não desperta a produtividade porque não faz surgirem os poderes psicológicos do aluno, já que para a instituição é mais fácil recorrer à força e despertar a ambição individual.

3. Não é fecunda: “A escola precisa estimular a inclinação da criança pelo jogo e o desejo infantil de reconhecimento. Conduzir a criança para domínios que sejam benéficos para a sociedade. A educação se fundamentaria assim em uma atividade fecunda e de reconhecimento (…) e o professor seria uma espécie de artista em sua atividade.


TEXTO ORIGINAL DE EL PAÍS

sábado, 17 de outubro de 2015

Educação: Hoje - Prof. Pedro Goergen

"A equipe da UNIVESP TV entrevistou o prof. Pedro Goergen, titular aposentado da Faculdade de Educação da Unicamp, sobre o seu texto: Educação Moral Hoje: cenários, perspectivas e perplexidades. O professor fala sobre a função da escola na transmissão de valores nos dias de hoje."