domingo, 10 de maio de 2020

Histórias para a Inês - Luisa Rodrigues




Histórias para a Inês

Como a avó Luísa está longe da sua netinha Inês não lhe pode contar histórias... Então teve esta ideia maravilhosa de gravar as histórias para ela ver!!





https://www.youtube.com/watch?v=m6o62tIFIrs










terça-feira, 24 de março de 2020

A empatia e as crianças



A empatia é um elemento importante para o desenvolvimento de habilidades interpessoais e melhora na qualidade das relações, pois motiva cuidados e comportamentos em prol de outro sujeito (Denham, 1998). Ela está positivamente relacionada com: comportamento pró-social (Crick, 1996; Eisenberg, Carlo, Murphy & Van Court, 1995; Schaffer, Clarck & Jeglic, 2009), aceitação pelos pares (Warden & Mackinnon, 2003), saúde mental (Beyers & Loeber, 2003; Blair, 1997), resolução pacífica de conflitos (McPherson Frantz & Janoff-Bulman, 2000) e diminuição no comportamento agressivo (Miller & Eisenberg, 1988).




Crianças que apresentam altos níveis de empatia para emoções negativas tendem a ter menos problemas de comportamentos externalizantes e maior competência social (Zhou et al., 2002). 



Baixos níveis de empatia, por sua vez, representam diminuição dos comportamentos pró-sociais e aumento de comportamentos agressivos. Desta forma, a partir da empatia, o sujeito é capaz de prever a dor que pode causar com seus comportamentos agressivos e, com isso, avaliar sua reação de agredir ou não (Hastings, Zahn-Waxler, Robinson, Usher & Bridges, 2000). 



Entre as patologias relacionadas com prejuízos na empatia estão Transtorno de Conduta, Transtorno de Personalidade Anti social e Autismo (American Psychiatric Association, 1994; McDonald & Messinger, 2011).



O desenvolvimento de empatia e consideração pelo outro se mostra como um fator de proteção contra problemas de comportamento. 
Dentre as influências encontradas para o desenvolvimento de empatia estão os estilos e práticas parentais. 
As práticas associadas ao desenvolvimento positivo de empatia: o comportamento dos pais, suas expressões emocionais, cognições e atitudes direcionadas ao filho, como presença de apoio, instruções claras, limites e expressão de raiva e afeto (Denham et al., 2000; Hastings et al., 2000).
Diferentes fatores influenciam o desenvolvimento da empatia, destacando-se (a) fatores internos (fatores genéticos, aspectos do desenvolvimento neural e variáveis de temperamento), e (b) fatores externos ou de socialização, como imitação, estilos parentais e relacionamento pais e filho (McDonald & Messinger, 2011), conforme ilustrado na Figura 1.



A resiliência constrói-se. Num ambiente de segurança, o cérebro de alguém que sofreu um trauma regenera-se “muito mais rapidamente do que imaginamos”. 



Mas, atenção, avisa o psiquiatra Boris Cyrulnik:

 

"uma criança que cresce a olhar para ecrãs 
não consegue desenvolver empatia". 

A nossa capacidade de resistência à adversidade – a chamada resiliência – não está inscrita nos genes. Não nascemos com uma determinada predisposição, antes somos moldados pelo ambiente desde o útero materno e pela vida fora, e é isso que nos torna mais ou menos resilientes.

O defensor desta ideia, o neuropsiquiatra francês Boris Cyrulnik – que esteve em Portugal esta semana para fazer uma conferência na Noite das Ideias, iniciativa da Embaixada de França e do Instituto Francês, dia 31 de Janeiro, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa – sabe do que fala. Ele próprio é um exemplo de resiliência e tornou-a o tema principal das suas pesquisas e do seu trabalho de toda a vida.



Hoje com 81 anos, este sobrevivente do Holocausto tem trabalhado com pessoas, sobretudo crianças e jovens, que passaram por situações traumáticas. “A resiliência”, diz, “é uma construção constante, é um fenómeno de desenvolvimento e nós desenvolvemo-nos o tempo todo, a nível biológico, psicológico, afetivo, social.”
 E acrescenta, com um sorriso de garoto: “Só paramos de nos desenvolver aos 120 anos. Depois disso, é possível, mas é difícil.”


https://www.publico.pt/2019/02/02/sociedade/noticia/jovens-hoje-desenvolvem-menos-empatia-1860385?fbclid=IwAR15BlakivD9-2cBYxIW0h1lO40HYN1MtiVSzTmkzQPw7eTFse98dwzL_Ss

http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1645-00862014000200014

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Escola da Ponte - a autonomia dos alunos .


O processo de aprendizagem é um processo coletivo. 
Os alunos planeiam as suas próprias atividades e a organização do seu tempo; a aquisição e criação de conhecimento é parte de um processo de crescente autonomia e de responsabilização. 
Para José Pacheco, a educação “convencional” é ter crianças do século XXI com professores do século XX a trabalhar como no século XIX. Um modelo que não produz conhecimento, que põe os professores doentes e que cria analfabetos funcionais. 
Por contraponto, propõe uma Escola em que todos se reconhecem em objetivos comuns, em que não se obriga cada um, seja professor ou aluno, a ser igual a todos os outros. 
Uma escola que estimula a possibilidade de se existir como pessoa livre, consciente e criativa.








domingo, 2 de fevereiro de 2020

supertramp -the logical song - a formatação dos nossos jovens



"Há 41 anos, a banda americana "Supertramp" descreveu de forma precisa e poética a nossa passagem da infância para a vida adulta".


quarta-feira, 11 de setembro de 2019

A importancia da autonomia no crescimento da criança

Poucos seres nascem tão dependentes quanto os humanos. Precisamos de um longo período de tempo para sermos capazes de andar, nos alimentar e poder nos relacionar corretamente com tudo que nos rodeia.
Muitas vezes escutamos os pais falarem do desejo de que seus filhos tenham independência, mas por outro lado também vamos muitos pais superprotetores. É fundamental, no entanto, para um desenvolvimento adequado, que os pais incentivem a autonomia de seus filhos.

O que entendemos por educar com autonomia?

Obviamente, quando falamos da educação do filhos, não podemos exigir o mesmo grau de autonomia em todos os estágios de desenvolvimento, uma vez que a exigência deve ser coerente com o momento cognitivo da criança.
Vejamos em linhas gerais:
Entre um ano e meio e três anos, pode-se começar a trabalhar a autonomia, embora restrita ao fato de poder andar e mover-se sem ajuda. Na linguagem se deve exigir que comece a pedir o necessário (água, xixi…).
Dos três aos cinco anos, a linguagem se desenvolve bastante, e partir daí incentivaremos modelos de comportamento autônomo para que a criança seja capaz de comunicar seus desejos e necessidades a pessoas fora da família. Em outro nível, você pode começar a exigir que coma sozinho, durma sozinho, vista roupas simples e adquira modelos básicos de higiene. Também é o momento de realizar pequenas tarefas como recolher seus brinquedos.
Entre os cinco e os oito anos, a responsabilidade começa a girar em aspectos mais escolares e de relações sociais. Consolida-se a autonomia conseguida nos hábitos alimentares, de sono e de higiene e cuidado pessoal. E começa-se a exigir dele a autonomia na hora de brincar e estabelecer o seu tempo livre, de fazer os deveres. Em casa, pode-se ampliar suas tarefas domésticas básicas: arrumar o seu quarto, ajudar a colocar e tirar a mesa.
Dos oito anos até a adolescência, a criança começa a conhecer a si mesma, suas habilidades e erros e começa a antecipar consequências. É hora de começar a educação com responsabilidade total para as tarefas escolares, o planejamento do lazer e tarefas domésticas.

 

Modelos para incentivar a autonomia dos filhos

Embora às vezes seja uma tarefa esgotadora, é necessário encontrar modelos que permitam que a criança seja independente e responsável.
Basicamente podemos sugerir os seguintes:
Metas realistas: como vimos, cada idade apresenta uma série de tarefas nas quais se pode pedir autonomia, mas também cada criança tem suas próprias restrições.
Perseverança: em qualquer tarefa relacionada com a educação dos filhos, é necessário ser constante no que se está pedindo que façam.
Tarefas como brincadeira: principalmente nas primeiras idades, é necessário encorajar ao invés de impor, e a brincadeira pode ser uma das melhores ferramentas.
Criar rotinas: especialmente para a independência nos hábitos alimentares, sono e higiene, é necessário que a rotina esteja presente para dar ao seu filho segurança no que deve fazer.
Reflexão sobre erros e acertos: conforme a criança cresce, cresce também a importância da comunicação.

Apoio emocional: ajudá-los a superar seus medos, recuperar-se de suas frustrações quando algo não vai bem e elogiá-los quando o fazem, é fundamental.
Em suma, autonomia é um aspecto importante da personalidade a ser incentivado para que a criança se desenvolva adequadamente.




https://amenteemaravilhosa.com.br/incentivar-autonomia-dos-filhos/?fbclid=IwAR0Sl47pFkkELNiIr-
P5ffh9yvNSI9uRNQb_fl7qoV-fyNSiHx5LnRW2bi0